quarta-feira, 20 de maio de 2026

BENFICA CAMPEÃO!



Apesar das dificuldades que criou a si própria, a equipa de rugby do Benfica conquistou, pela 10ª vez e passados 25 anos, o titulo de Campeão Nacional. Neste último jogo, pelo desperdício benfiquista do empate com o CDUL, o Cascais passou a ter uma inesperada oportunidade desde que, garantindo um ponto de bónus ofensivo, não permitisse um bónus defensivo ao adversário. O que parecia uma enorme dificuldade para os cascalenses mas, um brutal erro do formação benfiquista, aumentou, num repente, as suas possibilidades. Que foram criadas pelo formação benfiquista expulso e não pelo árbitro que o expulsou (que aliás seguiu a perspectiva do seu árbitro-assistente). O rugby é um jogo colectivo de combate mas não é uma batalha campal! Ou seja, tem regras e valores a respeitar que pertencem ao conjunto das Leis do Jogo onde também se defende a absoluta importância da segurança dos participantes,  criando assim a Cultura que nos permite dizer que somos diferentes. E Integridade, Disciplina e Respeito, são três dos valores especificamente nomeados — o que significa que o seu não cumprimento é um atentado à Ética que nos conduz, sendo que a sua violação não pode ficar impune.

Vi e revi o vídeo do jogo por diversas vezes e estou com a decisão do árbitro — houve um comportamento grave e obviamente voluntário que, sendo-o, só piora a situação e leva à decisão extrema de expulsão. Existe um ruck e um jogador do Cascais surge no chão e do lado do campo benfiquista — quando o formação benfiquista se aproxima, a bola está visível do lado da câmara e ele procura a bola do outro lado, lado mais afastado da bola e aí, usando os pés do outro lado do corpo do jogador do Cascais — os movimentos das pernas corroboram a posição do árbitro-assistente — pisou ou pontapeou o adversário num óbvio acto de violência e desrespeito pelo adversário. 

Daí… Mas nada autoriza o movimento que corre sempre nestas alturas sobre a culpabilidade arbitral. Pode e deve-se analisar as arbitragens mas com regra e não fazendo do árbitro uma ultrajante espécie que altera o jogo porque achamos que prejudicou a nossa equipa. 

Terminado o campeonato podemos perceber que o modelo utilizado não criou as condições para o equilíbrio necessário a uma competição de nível elevado para além de ter tido uma primeira fase muito desequilibrada. Analisando o quadro classificativo final, podemos ver que, com seis clubes, se formaram 3 grupos — o primeiro com três equipas separadas por 1 ponto; o segundo distando 13 pontos do campeão e o terceiro, formado por um único clube, tem 34 pontos de diferença para o 1º classificado. Se isto é equilíbrio competitivo… o valor Noll-Scully, com 1,51, demonstra não ser.

Continuo na minha: campeonato principal com 6 equipas e disputado a 3 voltas com a última volta de cada jogo a ser disputada no campo da equipa que, entre elas e nas duas voltas anteriores, tiver obtido a melhor soma de resultados. Gostaria de o ver aplicado na próxima época, garantindo assim uma melhor preparação dos jogadores portugueses para o Mundial.


Como nota que me agrada e a finalizar, o facto de, apesar de ainda não terem finalizado os respectivos campeonatos, o CDUL ser já campeão nos Sub-18 e Sub-16. Portanto, com uma boa organização, articulação e coesão dos diversos planos do clube, o CDUL pode ter um bom futuro de acordo com a sua história.



 




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