A equipa feminina do Sport Clube do Porto, de que sou Padrinho, conquistou — agora com a integração de jogadoras do CRAV — o título de Campeã Nacional ao vencer o Sporting Clube de Portugal por uns tangentes 33-31 num jogo muito interessante com boa intensidade e numa permanente demonstração de combate colectivo. Num beijo para a “capitã” “Deolinda” junto os enormes parabéns às queridas afilhadas como Catarina Ribeiro e parabéns também, pelo constante combate e procura do melhor resultado, às jogadoras do Sporting que tive oportunidade de treinar temporadas atrás como Ana Freire, Maria Teixeira ou Leonor Amaral — e ainda Antónia Braga e Isabel Osório que jogaram pelo Sport… Parabéns pelo bom jogo!
Embora num jogo desinteressante e onde, pela pouca capacidade dos adversários, o quinze de Portugal recuou técnica e tacticamente em algumas áreas onde tinha mostrado sucesso e desenvolvimento mas, como abemos, a facilidade reduz a exigência… Com esta vitória por 44-7 — 7 ensaios contra 1 — Portugal subiu 2 lugares — passando de 19º para 17º— no ranking da World Rugby aproximando-se da Espanha (15º lugar) que será o seu adversário na disputa da meia-final enquanto que a outra meia será disputada entre a Geórgia e a Roménia.
No 6Nações os jogos entre equipas britânicas foram de enorme expectativa e bons de ver. A Irlanda, com Crowley como abertura e que se adaptou muito bem ao super-jogo do formação Gibson-Park, conseguiu aproximação ao seu modelo de jogo que já consideramos como o seu habitual. E assim, marcaram 5 ensaios apesar da menor posse (48%) e menor conquista de território (36%), ultrapassando a linha-de-vantagem 21 vezes menos do que os ingleses mas com um sucesso de 84% nas placagens, placando eficazmente por 152 vezes num total de 181 contra 131 inglesa para um máximo no jogo de 312 placagens.
No outro jogo Gales esteve a um pequeno passo de conseguir, finalmente uma vitória. Num jogo de enorme intensidade em que o combate dominou todo o movimento com vantagem territorial escocesa numa igualdade de posse e onde foram efectuadas 323 placagens em 359 tentadas, Gales perdeu com um erro de posicionamento, muito bem explorado por Russel que, num pontapé central de recomeço, conseguiu lançar o seu ponta, Darcy Graham, para o ensaio. Mas Gales mostrou-se com uma capacidade crescente e se tomarmos nota da sua equipa de U20 que tem obtido muitos elogios pode-se prever que os galeses estão a recuperar e, desde que não lhes falte o financiamento necessário poderemos ter, não já no Mundial de 2027 mas no de 2031, um retorno significativo a poder lembrar velhos tempos. Pela qualidade do combate e pela d
No França-Itália aconteceu o que se previa: vitória francesa. E com mais pontos de diferença do que a previsão efectuada de 23 pontos. Mas a Itália continuou, apesar do resultado (sofrendo 5 ensaios e marcando apenas 1), a mostrar-se numa muito boa aproximação ao tipo de jogo dos mais fortes, conseguindo até 48% de posse e 49% de território — o problema surgiu na defesa directa em que não conseguiram impedir 32 ultrapassagens defensivas que permitiram 81 ultrapassagens da linha-de-vantagem. Conseguindo até uma bastante boa — contrariando muitas expectativas — prestação nas formações-ordenadas com 75% de conquistas contra 70% francesas.
No final desta 3ª jornada a vitória final parece estar dependente dos resultados da França e da Escócia e que pode ficar resolvida na próxima 4ª jornada quando as duas equipas se defrontarem em Murrayfield em mais um jogo a não perder.
E vendo jogos desde nível, aprende-se muito com a vantagem, na visão televisiva, de se poder rever jogadas e movimentos.

