domingo, 6 de setembro de 2026

ALLBLACKS NÃO GANHARÃO O GREATEST RIVALRY’26

Com esta vitória os Springboks desempatam e colocam o resultado global 2-1 a seu favor.O que significa que os AllBlacks não poderão ganhar, apenas têm a possibilidade do empate no final das séries que se disputará no próximo sábado em Baltimore nos Estados Unidos para onde as duas equipas viajarão no mesmo avião…
 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Quem desempata?

Quem desempatará favoravelmente neste 3º jogo-teste da Greatest Rivalry’26? Uma coisa parece certa, o desempate será favorável à equipa que melhor de adapte ao jogo desenvolvido quer nas suas manobras, quer no seu movimento de forma a tirar o máximo partido dos intervalos ou do espaço livre. Se o jogo em casa pode dar mais força anímica aos Springboks, o último quarto do jogo de sábado passado também terá mostrado aos AllBlacks como podem organizar-se com vantagem. 

Seja como fôr um jogo de grande expectativa que, de novo, nos deixará a adivinhar o resultado final — que em teoria deverá favorecer os sul-africanos com 4 pontos de vantagem. Será???
 

Nestes outros 2 jogos-teste a teoria diz que a Austrália vencerá de novo em casa da Argentina — por 6 pontos de diferença de acordo com o recurso aos pontos de ranking mundial. E no outro jogo o Japão —. equipa bastante mais capaz do que a canadiana — ganhará com facilidade.

E no meio destes jogos a SportTv transmitirá também um dos jogos — Montpellier-Pau — da abertura do francês Top14.


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

VITÓRIA DA MANOBRA E DO MOVIMENTO


 Este jogo entre as duas equipas melhor classificadas do ranking mundial mostrou conceitos interessantes: a África do Sul, lendo bem o jogo produzido anteriormente pelos Lions, percebeu que o jogo permanente de colisão não é mais eficaz para este nível e voltou-se para os básicos que fazem do rugby um jogo exigente de inteligência e de adaptação — o que, com a capacidade física que os caracteriza, permite, como permitiu,  a eficácia do movimento com base no recurso à manobra procurando o intervalo e não a colisão directa. E conseguiram um 6-2 em turnovers.    
No rugby o intervalo cria-se com a manobra de um grupo de jogadores — portador mais apoiantes directos numa organização dita losango que permite várias soluções adaptativas ao portador. Nomeadamente quando existem corridas de grande perpendicularidade que permitam a continuidade depois da ultrapassagem da linha-de-vantagem. Também na defesa e na sua organização os Springboks melhoraram passando de 89 do 1º teste a 186 placagens com um aumento de 6% de eficácia. 
Portanto a África do Sul mostrou-se diferente tacticamente com uma enorme vantagem para o jogo e para nós espectadores.
No entanto o uso e abuso de situações faltosas continua (a sensação que nos fica é a de que são preparadas) e os árbitros não marcam nada. Nas formações-ordenadas (acusação de Dave Rennie e visível por qualquer de nós) entram em contacto inicial a empurrar, no chão atrasam as saídas da bola com um faz-de-conta de impossibilidade de saída e, sempre que dá jeito, usam a obstrução — veja-se o ensaio de De Allende — para impedir o apoio quer atacante como defensivo.
Os AllBlacks, provavelmente surpreendidos com este movimento sul-africano andaram demasiado tempo à procura das adaptações necessárias o que levou o resultado a 30-14 aos 50 minutos. Mas a partir daí o jogo pertenceu aos neozelandeses que voltaram então a mostrar as suas capacidades, terminando o jogo aproximando o resultado para uma diferença de 7 pontos. E a sensação que ficou é que a vitória do jogo tinha sido possível se têm conseguido começar a mudança mais cedo — mas as penalidades concedidas tiraram essa hipótese — e tiveram também muita entrada lateral nos rucks não penalizadas … Mas tudo se prepara para um jogo de excelência — esperando que a arbitragem, que agora será da responsabilidade do georgiano Nika Amashukeli, atinja um bom nível, obrigando os jogadores a jogar dentro do espírito das Leis do Jogo — que desempatará o conjunto de resultados, neste próximo sábado.  



A Austrália conseguiu uma saborosa e inesperada vitória em terras argentinas, dominando a posse e o domínio do território. Os argentinos, com valores estatísticos inferiores (62 contra 73 ultrapassagens da linha-de-vantagem) terão, provavelmente e para além das dificuldades de conquista da bola nas fases ordenadas (formações-ordenadas e alinhamentos), entregue o resultado pela indisciplina que demonstraram ao conceder 14 penalidades que contrariaram a boa percentagem - 92% - de placagens conseguidas. Este próximo sábado haverá mais…

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

CONFIRMAÇÃO OU EMPATE?


Este 2º jogo-teste entre os Sprinboks e os AllBlacks, depois de uma vitória dos neozelandeses pouco esperada mas muito convincente, está envolvido num enorme suspense. O resultado final dependerá de muita coisa e não há certezas, só expectativas. A África do Sul percebeu no último teste que o seu modelo de colisão não perturba suficientemente os neozelandeses e visto o jogo dos Lions mais certeza fica que o objectivo será possível se houver uma boa adaptação ao jogo-de-movimento. Por outro lado os AllBlacks, pelo que mostraram, melhoraram — porque o treinaram! — na captação e utilização do jogo-aéreo. Assim os sul-africanos estarão confrontados com a diminuição da eficácia de uma das suas armas preferidas. Por outro lado os AllBlacks têm que perceber, alterando-os, os erros ou incapacidades que permitiram os 5 ensaios dos Lions — não esquecendo que, sendo a equipa neozelandesa mais fraca do que aquela que jogará neste sábado, também a equipa Springbok será mais poderosa do que dos Lions. O que acontecerá nas formações-ordenadas? Como conseguirão os neozelandeses contrariar os mauls-penetrantes sul-africanos? Como irão os sul-africanos proteger a bola nas placagens para evitar que lhes seja roubada? Como se adaptarão defensivamente ao movimento e organização do apoio neozelandês. 

Tacticamente o ponto-chave criador de vantagem neste jogo bem poderá ser a capacidade de libertação rápida da bola no jogo no chão, os turnovers conseguidos a que se acrescentam as vantagens directas do confronto individual.

Espera-se que o árbitro — que será o australiano Angus Gardner e não o georgiano Nika Amashukeli que adoeceu — esteja à altura, impedindo o jogo de faltas — que prejudicam a clara continuidade do movimento (o que é bastante mais importante do que o evitar de interrupções) — quer sejam os fora-de-jogo nas formações-ordenadas ou expontâneas ou obstruções ou usos abusivos dos braços sobre jogadores em apoio. Para que nada disto seja uma constante do jogo espera-se que Angus Gardner tenha visionado o jogo Lions-AllBlacks que arbitrou e se prepare convenientemente.






quarta-feira, 26 de agosto de 2026

PARECER PARECIA, MAS…


 Só aos 62’ é que os AllBlacks passaram para a frente do marcador contra uns Lions que surpreenderam. E a sua maior surpresa foi o facto de se mostrarem uma equipa muito diferente do habitual modelo de jogo sul-africano de colisão. Esta equipa mostrou uma muito eficaz e interessante capacidade de jogo-de-movimento que lhe permitiu, apesar de apenas 38% de posse, garantir 50% de controlo territorial para, provavelmente pela surpresa criada, chegar ao intervalo a comandar o marcador por 21-17 com 3 ensaios marcados por ambas as partes. E cada vez mais pairava nos ares elevados do mesmo estádio Elis Park que  assistiu a uma perspectiva de possibilidade de vitória deste surpreendente clube que tendo atingido os quartos-de-final da URC mas, ao perder por 59-10 com o Leinster, ficou-se pelo 7º lugar no United Rugby Championship mas venceu o South African Shield ficando à frente dos Sharks, Stormers e Bulls.

E o jogo mostrou essa capacidade dos Lions e algumas melhorias desta equipa reservista dos AllBacks.
Sucesso de 74% nas placagem de ambos mas com os neozelandeses a conseguiram não perder nenhuma das FO de sua responsabilidade, conseguindo ainda conquistar 3 delas da responsabilidade sul-africana (estatísticas Ultimate Rugby). 

Apesar da arbitragem de Angus Gardner, ignorando muitas obstruções e uso de braços para impedir apoios em tempo útil, não ter sido exemplar, as penalidades marcadas não atingiram o valor médio estatístico de 8-12 considerado como aceitável em jogos deste nível — os Lions foram penalizados por 6 vezes e os AllBlacks por 8 vezes num total de 14 o que nos mostra um jogo disciplinado. E não houve tentativas de pontapés aos postes…

Este jogo para além de deixar uma marca na história dos Lions, mostrou também que o abertura Richie Mo’unga, está ainda muito longe do que nos mostrava no seu passado e não será solução para o próximo encontro com os Springboks. E, claro e por aquilo que demonstrou — o movimento e continuidade dos Lions permitiu 5 ensaios — aumentou as expectativas para o jogo-teste do próximo sábado.

De facto terá passado pela cabeça de muitos espectadores, apoiantes ou não dos Lions, que a vitória da franquia sul-africana seria uma hipótese real, E parecia que podia ser assim. Parecer, parecia mas, apesar da altitude do Elis Park, os neozelandeses souberam impor-se no último quarto com a marcação de 3 ensaios.e recuperando assim da diferença de 18 pontos que se verificava desde os quarenta-e-oito minutos do jogo.

VAREIRO É PRIMEIRA PÁGINA DO MIDI OLYMPIQUE


 Manuel Vareiro, internacional português e jogador do clube francês Provence Rugby que é dado, pelos treinadores da ProD2, como o principal favorito — 14 votos em 16 — à vitória final deste campeonato do segundo nível do rugby francês, é a figura da 1ª página do Midi Olympique a ilustrar o favoritismo do clube provençal sendo dado como a sua pepita num meio da elevada capacidade competitiva que o maior orçamento — cerca de 20 milhões de euros — de todo o conjunto de equipas desta divisão permite estabelecer.

Ser a imagem positiva da 1ª página de um jornal com o prestígio do Midi Olympique só pode engrandecer o internacional português que começa a ter um belo prestígio em França. Agora e para nós portugueses esperámos que o ProD2 permita um bom desenvolvimento das suas capacidades para que, ao serviço da Selecção Nacional, possa ajudar aos esperados bons resultados no Mundial.

Parabéns, Manuel Vareiro!

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

ALLBLACKS VOLTAM AO 1º LUGAR DO RANKING

GREATEST RIVALRY’26

1º TESTE - RESULTADOS E CONSEQUÊNCIAS


Composição da responsabilidade da transmissão directa televisiva

Para além dos neozelandeses mais optimistas, poucos adeptos do Rugby admitiam que a vitória no jogo não fosse dos Springboks, bi-campeões mundiais e número-um do Ranking Mundial . No entanto e depois de assistirmos a cerca de uma hora de domínio sul-africano— incapaz no entanto de o traduzir em pontos de jogo —  a capacidade defensiva e o jogo de movimento dos AllBlacks inverteram o sentido do jogo. À entrada do último quarto do jogo — os célebres 20-minutos-finais em que se temia que a altitude prejudicasse os jogadores neozelandeses — o resultado estava em 16-19 com apenas 1 ensaio para sul-africanos contra os 4 ensaios neozelandeses. E o jogo virou para o domínio neozelandês com a marca do ensaio de Luke Jacobson.

Aparentemente as formações-ordenadas seriam o trunfo essencial da vantagem Springbok, factor demonstrado quando conseguiu — num exemplo da eficácia da sua estratégia de “obrigar” o adversário à falta — 6 penalidades  — mas perdeu-o quando não soube lidar, como diz, segundo o jornal francês L’Équipe,  o seu responsável Rassie Erasmus : “Foi sem dúvida a pressão que eles nos colocaram nomeadamente nas placagens, nos rucks e no jogo em geral. Os AllBlacks tiveram uma táctica muito inteligente e 100% legal. Eles arrancavam a bola na placagem… A nossa derrota é devida em grande parte ao muito bom trabalho da Nova Zelândia” As placagens dos AllBlacks foram muito eficazes —132 placagens com Jordie Barrett a somar 15.

Nesta fotografia de combate colectivo que as duas equipas mostraram, pode afirmar-se que a inteligência — movimento, manobra, análise, tomada de decisão, determinação dos intervalos — foi superior à força física. A ponto tal que o aumento das dificuldades que se sentiam mais duras com a passagem do tempo, levaram a dois amarelos (Van Staden, 69’ e Reinach, 70’). E com treze jogadores a recuperação era uma impossibilidade…

Com este resultado a Nova Zelândia, ao conquistar 1,75 pontos de ranking, atingiu de novo o 1ª lugar do Ranking Mundial com uma vantagem de 1,82 pontos sobre a África do Sul. 

No próximo sábado disputar-se-á o 2º teste com perspectivas de um novo combate sem folgas e com o interesse de verificar, para além do resultado final e da sua construção, como irão os AllBlacks melhorar o seu comportamento nas formações-ordenadas e na capacidade de (re)conquista da bola no jogo-aéreo. Por sua vez terá todo o interesse em perceber se os sul-africanos encontram forma de impedir a perda da bola no contacto — seja através de uma ida mais rápida para o chão com colocação imediata da bola em situação de disponibilidade ou pela realização de passes de proximidade imediatamente antes da efectividade da colisão (o que, diga-se, não são propriamente hábitos do modelo Springbok) para garantir a continuidade. Falta também saber da atenção e rigor da equipa de arbitragem comandada pelo georgiano Nika Amashukeli, para impedir os habituais truques de fora-de-jogo nas fases ordenadas ou espontâneas e os corpos no chão a impedir a saída rápida (o tempo eficaz é até 3 segundos) da bola nas disputas no chão.

Seja como fôr, o jogo, por tudo que o rodeia, é de não perder.

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