sexta-feira, 11 de setembro de 2026

4º TESTE NOS EUA PARA A VITÓRIA OU EMPATE


 Apesar de, pela pontuação do ranking, se apresentar a África do Sul como favorita ao não jogar em casa, vê as suas vantagens diminuídas — o que a levará, penso, a retroceder o jogo mais movimentado que nos mostrou para o seu habitual colisão-jogo ao pé. E do lado AllBlack para além do seu habitual jogo de manobra-movimento diz-se que apresentarão algumas surpresas tácticas. As principais estratégicas estão, com a falta de Savea que regressou a casa por lesão, ter feito entrar, substituindo Love, Richie Mo'unga para o lugar de abertura e Lienert-Brown para 2º Centro com Beauden Barrett no banco, entregando o capitanato ao retornado talonador Codie Taylor. Isto para além de outras mudanças obrigadas por diversas lesões. Mas a aposta AllBlack é grande

Provavelmente o jogo mostrará de forma mais clara a diferença entre os estilos das duas equipas. A África do Sul muito preocupada em não perder e, por isso, com a maior aposta na rapidez da subida-defensiva e no jogo-ao-pé para garantir a conquista de terreno e o afastamento da sua linha-de-ensaio enquanto que preocupação dos AllBlacks estará na vitória para garantir a igualdade de vitórias e assim obter o empate nas séries —o que, pela disputa ser  fora, traduzirá uma espécie de vitória… . Seja como fôr o jogo terá todo o interesse em ser visto — a não perder pelas 10 da noite…


Estes dois jogos internacionais, ambos no Japão, não deverão apresentar surpresas com as equipas melhor qualificadas a ganhar os seus jogos.


domingo, 6 de setembro de 2026

ALLBLACKS NÃO GANHARÃO O GREATEST RIVALRY’26


Com esta vitória os Springboks desempatam e colocam o resultado global 2-1 a seu favor.O que significa que os AllBlacks não poderão ganhar, apenas têm a possibilidade do empate no final das séries que se disputará no próximo sábado em Baltimore nos Estados Unidos para onde as duas equipas viajarão no mesmo avião…
 

MARTA NO QUINZE DA SEMANA DO MIDI OLYMPIQUE


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Quem desempata?

Quem desempatará favoravelmente neste 3º jogo-teste da Greatest Rivalry’26? Uma coisa parece certa, o desempate será favorável à equipa que melhor de adapte ao jogo desenvolvido quer nas suas manobras, quer no seu movimento de forma a tirar o máximo partido dos intervalos ou do espaço livre. Se o jogo em casa pode dar mais força anímica aos Springboks, o último quarto do jogo de sábado passado também terá mostrado aos AllBlacks como podem organizar-se com vantagem. 

Seja como fôr um jogo de grande expectativa que, de novo, nos deixará a adivinhar o resultado final — que em teoria deverá favorecer os sul-africanos com 4 pontos de vantagem. Será???
 

Nestes outros 2 jogos-teste a teoria diz que a Austrália vencerá de novo em casa da Argentina — por 6 pontos de diferença de acordo com o recurso aos pontos de ranking mundial. E no outro jogo o Japão —. equipa bastante mais capaz do que a canadiana — ganhará com facilidade.

E no meio destes jogos a SportTv transmitirá também um dos jogos — Montpellier-Pau — da abertura do francês Top14.


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

VITÓRIA DA MANOBRA E DO MOVIMENTO


 Este jogo entre as duas equipas melhor classificadas do ranking mundial mostrou conceitos interessantes: a África do Sul, lendo bem o jogo produzido anteriormente pelos Lions, percebeu que o jogo permanente de colisão não é mais eficaz para este nível e voltou-se para os básicos que fazem do rugby um jogo exigente de inteligência e de adaptação — o que, com a capacidade física que os caracteriza, permite, como permitiu,  a eficácia do movimento com base no recurso à manobra procurando o intervalo e não a colisão directa. E conseguiram um 6-2 em turnovers.    
No rugby o intervalo cria-se com a manobra de um grupo de jogadores — portador mais apoiantes directos numa organização dita losango que permite várias soluções adaptativas ao portador. Nomeadamente quando existem corridas de grande perpendicularidade que permitam a continuidade depois da ultrapassagem da linha-de-vantagem. Também na defesa e na sua organização os Springboks melhoraram passando de 89 do 1º teste a 186 placagens com um aumento de 6% de eficácia. 
Portanto a África do Sul mostrou-se diferente tacticamente com uma enorme vantagem para o jogo e para nós espectadores.
No entanto o uso e abuso de situações faltosas continua (a sensação que nos fica é a de que são preparadas) e os árbitros não marcam nada. Nas formações-ordenadas (acusação de Dave Rennie e visível por qualquer de nós) entram em contacto inicial a empurrar, no chão atrasam as saídas da bola com um faz-de-conta de impossibilidade de saída e, sempre que dá jeito, usam a obstrução — veja-se o ensaio de De Allende — para impedir o apoio quer atacante como defensivo.
Os AllBlacks, provavelmente surpreendidos com este movimento sul-africano andaram demasiado tempo à procura das adaptações necessárias o que levou o resultado a 30-14 aos 50 minutos. Mas a partir daí o jogo pertenceu aos neozelandeses que voltaram então a mostrar as suas capacidades, terminando o jogo aproximando o resultado para uma diferença de 7 pontos. E a sensação que ficou é que a vitória do jogo tinha sido possível se têm conseguido começar a mudança mais cedo — mas as penalidades concedidas tiraram essa hipótese — e tiveram também muita entrada lateral nos rucks não penalizadas … Mas tudo se prepara para um jogo de excelência — esperando que a arbitragem, que agora será da responsabilidade do georgiano Nika Amashukeli, atinja um bom nível, obrigando os jogadores a jogar dentro do espírito das Leis do Jogo — que desempatará o conjunto de resultados, neste próximo sábado.  



A Austrália conseguiu uma saborosa e inesperada vitória em terras argentinas, dominando a posse e o domínio do território. Os argentinos, com valores estatísticos inferiores (62 contra 73 ultrapassagens da linha-de-vantagem) terão, provavelmente e para além das dificuldades de conquista da bola nas fases ordenadas (formações-ordenadas e alinhamentos), entregue o resultado pela indisciplina que demonstraram ao conceder 14 penalidades que contrariaram a boa percentagem - 92% - de placagens conseguidas. Este próximo sábado haverá mais…

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

CONFIRMAÇÃO OU EMPATE?


Este 2º jogo-teste entre os Sprinboks e os AllBlacks, depois de uma vitória dos neozelandeses pouco esperada mas muito convincente, está envolvido num enorme suspense. O resultado final dependerá de muita coisa e não há certezas, só expectativas. A África do Sul percebeu no último teste que o seu modelo de colisão não perturba suficientemente os neozelandeses e visto o jogo dos Lions mais certeza fica que o objectivo será possível se houver uma boa adaptação ao jogo-de-movimento. Por outro lado os AllBlacks, pelo que mostraram, melhoraram — porque o treinaram! — na captação e utilização do jogo-aéreo. Assim os sul-africanos estarão confrontados com a diminuição da eficácia de uma das suas armas preferidas. Por outro lado os AllBlacks têm que perceber, alterando-os, os erros ou incapacidades que permitiram os 5 ensaios dos Lions — não esquecendo que, sendo a equipa neozelandesa mais fraca do que aquela que jogará neste sábado, também a equipa Springbok será mais poderosa do que dos Lions. O que acontecerá nas formações-ordenadas? Como conseguirão os neozelandeses contrariar os mauls-penetrantes sul-africanos? Como irão os sul-africanos proteger a bola nas placagens para evitar que lhes seja roubada? Como se adaptarão defensivamente ao movimento e organização do apoio neozelandês. 

Tacticamente o ponto-chave criador de vantagem neste jogo bem poderá ser a capacidade de libertação rápida da bola no jogo no chão, os turnovers conseguidos a que se acrescentam as vantagens directas do confronto individual.

Espera-se que o árbitro — que será o australiano Angus Gardner e não o georgiano Nika Amashukeli que adoeceu — esteja à altura, impedindo o jogo de faltas — que prejudicam a clara continuidade do movimento (o que é bastante mais importante do que o evitar de interrupções) — quer sejam os fora-de-jogo nas formações-ordenadas ou expontâneas ou obstruções ou usos abusivos dos braços sobre jogadores em apoio. Para que nada disto seja uma constante do jogo espera-se que Angus Gardner tenha visionado o jogo Lions-AllBlacks que arbitrou e se prepare convenientemente.






quarta-feira, 26 de agosto de 2026

PARECER PARECIA, MAS…


 Só aos 62’ é que os AllBlacks passaram para a frente do marcador contra uns Lions que surpreenderam. E a sua maior surpresa foi o facto de se mostrarem uma equipa muito diferente do habitual modelo de jogo sul-africano de colisão. Esta equipa mostrou uma muito eficaz e interessante capacidade de jogo-de-movimento que lhe permitiu, apesar de apenas 38% de posse, garantir 50% de controlo territorial para, provavelmente pela surpresa criada, chegar ao intervalo a comandar o marcador por 21-17 com 3 ensaios marcados por ambas as partes. E cada vez mais pairava nos ares elevados do mesmo estádio Elis Park que  assistiu a uma perspectiva de possibilidade de vitória deste surpreendente clube que tendo atingido os quartos-de-final da URC mas, ao perder por 59-10 com o Leinster, ficou-se pelo 7º lugar no United Rugby Championship mas venceu o South African Shield ficando à frente dos Sharks, Stormers e Bulls.

E o jogo mostrou essa capacidade dos Lions e algumas melhorias desta equipa reservista dos AllBacks.
Sucesso de 74% nas placagem de ambos mas com os neozelandeses a conseguiram não perder nenhuma das FO de sua responsabilidade, conseguindo ainda conquistar 3 delas da responsabilidade sul-africana (estatísticas Ultimate Rugby). 

Apesar da arbitragem de Angus Gardner, ignorando muitas obstruções e uso de braços para impedir apoios em tempo útil, não ter sido exemplar, as penalidades marcadas não atingiram o valor médio estatístico de 8-12 considerado como aceitável em jogos deste nível — os Lions foram penalizados por 6 vezes e os AllBlacks por 8 vezes num total de 14 o que nos mostra um jogo disciplinado. E não houve tentativas de pontapés aos postes…

Este jogo para além de deixar uma marca na história dos Lions, mostrou também que o abertura Richie Mo’unga, está ainda muito longe do que nos mostrava no seu passado e não será solução para o próximo encontro com os Springboks. E, claro e por aquilo que demonstrou — o movimento e continuidade dos Lions permitiu 5 ensaios — aumentou as expectativas para o jogo-teste do próximo sábado.

De facto terá passado pela cabeça de muitos espectadores, apoiantes ou não dos Lions, que a vitória da franquia sul-africana seria uma hipótese real, E parecia que podia ser assim. Parecer, parecia mas, apesar da altitude do Elis Park, os neozelandeses souberam impor-se no último quarto com a marcação de 3 ensaios.e recuperando assim da diferença de 18 pontos que se verificava desde os quarenta-e-oito minutos do jogo.

VAREIRO É PRIMEIRA PÁGINA DO MIDI OLYMPIQUE


 Manuel Vareiro, internacional português e jogador do clube francês Provence Rugby que é dado, pelos treinadores da ProD2, como o principal favorito — 14 votos em 16 — à vitória final deste campeonato do segundo nível do rugby francês, é a figura da 1ª página do Midi Olympique a ilustrar o favoritismo do clube provençal sendo dado como a sua pepita num meio da elevada capacidade competitiva que o maior orçamento — cerca de 20 milhões de euros — de todo o conjunto de equipas desta divisão permite estabelecer.

Ser a imagem positiva da 1ª página de um jornal com o prestígio do Midi Olympique só pode engrandecer o internacional português que começa a ter um belo prestígio em França. Agora e para nós portugueses esperámos que o ProD2 permita um bom desenvolvimento das suas capacidades para que, ao serviço da Selecção Nacional, possa ajudar aos esperados bons resultados no Mundial.

Parabéns, Manuel Vareiro!

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