domingo, 19 de julho de 2026

FINAL 1ª VOLTA DO NATIONS


 No final da 1ª volta do Nations Cup, a Geórgia e o USA, com 14 pontos, comandam as tabelas classificativas do Hemisfério Norte e Sul. Portugal, com 12 pontos é o 2º classificado do Hemisfério Norte — pense-se o que seria se tivesse, como devia ter acontecido sem os erros cometidos, havido uma vitória sobre os Estados Unidos… Nesta 3ª Jornada as vitórias da Roménia e de HongKong foram surpreendentes.

A equipa de Portugal, venceu Tonga como, no mínimo, lhe competia mas cometeu muitos erros. Foi, mais uma vez indisciplinada — 14 pontapés de penalidade sofridos com 11 no seu meio-campo para além de dois “amarelo”. E em cima da fim, tivemos a sorte de um mau lançamento tonguense que nos libertou de mais um maul a 5 metros. 

Tonga mostrou-se sempre forte nos mauls — e se a melhor maneira de evitar as piores consequências deste movimento é garantir o posicionamento territorial no meio-campo adversário, Portugal só o conseguiu em 48% (depois de 53% na 1ª parte) da totalidade de domínio territorial, vencendo apenas 44 do total de 130 rucks. Enfim… com as competições internas desequilibradas como existem, não será fácil atingir o nível de eficácia pretendido para subir na escala do Ranking.


 A África do Sul, com 15 pontos, encontra-se no 1º lugar do Tiers 1, Hemisfério Sul e a França, com 12 pontos comanda o grupo do Hemisfério Norte. A Nova Zelândia, também com 15 pontos, encontra-se em 2º lugar do Hemisfério Sul enquanto a Escócia, com 11 pontos,  ocupa também o 2º lugar mas no Hemisfério Norte.

Surpresas terão sido a vitória superior a 15 pontos dos AllBlacks sobre a Irlanda, a dura derrota da Itália frente à Austrália pela diferença de 47 pontos de jogo e o facto de Gales não ter conseguido marcar qualquer pontos frente à África do Sul. A vitória da Inglaterra frente à Argentina na sua própria casa, foi um bom resultado (a “vingar” a derrota no futebol???…).

A 2ª volta iniciar-se-á em Novembro e nos campos europeus para apuramento dos finalistas que jogarão no sempre Twickenham.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

NATIONS CUP E CHAMPIONSHIP CUP 3ª JORNADA— PREVISÕES


 Nesta 3ª Jornada, Portugal defronta Tonga no território neutro do Canadá e, devido ao seu maior número de pontos do Ranking da World Rugby, tem o favoritismo da vitória. Outro jogo interessante será entre os dois primeiros do Hemisfério Norte e Sul, Geórgia e Chile, que será jogado no Chile tendo como favorito os georgianos. Também os segundos dos dois hemisférios deste Tiers 2, USA e Espanha, se defrontarão nos Estados Unidos com favorirismo americano.
No Tiers 1, a Nova Zelândia, em casa, defronta a Irlanda com favoritismo dos AllBlacks e outro jogo que pode ser muito interessante — e que repete a meia.final do Mundial 2026 de Futebol — será o Argentina-Inglaterra que, embora se jogue na terra dos Pumas, tem os ingleses como favoritos.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

RESULTADOS DA 2ª JORNADA E SUAS CONSEQUÊNCIAS



Nesta 2ª Jornada, embora num jogo de menor intensidade, Portugal fez — ao contrário do passado fim-de-semana — o que lhe competia de acordo com a diferença de lugares e de pontos no Ranking da World Rugby: venceu o Canadá por uma diferença de 24 pontos de jogo (superior em 7 pontos de jogo à previsão que fiz). Mas não foi nenhum super-jogo: foi, isso sim, uma boa vitória que comemora bem a 50ª internacionalização do João Granate. Mas a diferença de pontos de ranking entre as duas equipas só permitiu aos portugueses a conquista de 0,17 pontos —  não conseguindo apagar os 1,14 pontos perdidos pela derrota com os americanos  A equipa portuguesa teve a qualidade de uma muito maior DISCIPLINA — a diferença foi abissal ao conceder 7 penalidades mas apenas 1 no seu próprio campo (contra os USA foram 11 no seu próprio meio-campo) e não foi apresentado qualquer cartão... Mas atenção, os erros conceptuais no campo táctico mantiveram-se. Mais uma vez a relação ataque/defesa não se mostrou capaz do domínio táctico da linha-de-vantagem…mas houve, pelo menos, uma maior preocupação de domínio territorial.

Outro bom resultado foi o da Espanha que com uma, apesar de negativa, diferença mínima de pontos de ranking, derrotou Tonga por 13 pontos de jogo de diferença (em termos de ranking ganhou 1,02 pontos e conquistou 4 lugares na classificação do Ranking da World Rugby).

Depois dos dois jogos, a Geórgia, com 9 pontos, ocupa o 1º lugar da Tabela Classificativa do Hemisfério Norte deste Tiers2 e o Chile, com 10 pontos, é o actual primeiro da Tabela Classificativa do Hemisfério Sul do também Tiers2.

No próximo fim-de-semana teremos a disputa da 3ª Jornada com Portugal a defrontar Tonga.

domingo, 12 de julho de 2026

NATION CHAMPIONSHIP 2026 - RESULTADOS 2ª JORNADA

 


Nesta 2ª Jornada do Nations Championship, dois jogos foram bastante interessantes como o Austrália-França em que, depois de estarem a perder por 21-12 aos 33’, os “azuis” foram vencer com ambas as equipas a conseguirem pontos de bónus ofensivos. No África do Sul-Escócia depois de os sul-africanos estarem a vencer por 14-0 aos 19’, viu-se os escoceses a empatarem aos 40’ mas, apesar de dobrarem os seus pontos até ao final do jogo, não foram capazes de evitar a derrota. Também neste jogo, interessante de ver, ambas as equipas obtiveram pontos de bónus ofensivos.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

NATIONS CUP E CHAMPIONSHIP CUP - PREVISÕES 2ª JORNADA

De novo a Espanha num jogo equilibrado de acordo com o Ranking WR e Portugal a jogar fora contra o Canadá e que tem uma teórica superioridade de acordo com a história de resultados.

Dois jogos interessantes — Austrália-França, África do Sul-Escócia — constituem esta 2ª jornada. Noutro nível e interesse estará o Argentina-Gales que permitirá perceber como está Gales a reconstruir-se.


quinta-feira, 9 de julho de 2026

A INDISCIPLINA DÁ DERROTAS

Jogar por uma equipa representativa de Portugal é sempre uma HONRA, mas uma honra que, por não ser acessível a todos, tem que ser encarada por cada um com grande responsabilidade e respeito — não sendo admissíveis indisciplinas levianas ou desfocagens motivadoras de óbvios prejuízos colectivos. O Rugby tem LEIS DE JOGO que devem e têm de ser cumpridas ao pé da letra — para o que há a exigência de as conhecer e, ainda mais, de as perceber. Se a bola é para ser disputada, existem formas legalizadas de o fazer em cada conquista; se o jogo é de contacto muito constante, o choque entre os corpos tem regras que limitam a sua insegurança e não pode ser feito como se de uma luta de rua se tratasse. O Rugby — jogo colectivo de combate — não admite nem violência nem agressão, bem pelo contrário — no Rugby o RESPEITO MÚTUO pelas Leis do Jogo e pelos adversários é um VALOR FUNDAMENTAL dos seus PRINCÍPIOS, sendo um factor essencial para que o ESPÍRITO DO JOGO envolva todos nós — treinadores, capitães, jogadores e árbitros. E é dentro deste espaço que, correcta e lealmente, o jogo deve ser jogado para nos garantir o prazer e o divertimento a que a sua prática nos transporta.


USA-PORTUGAL, NATIONS CUP (com base num esquema da World Rugby)

A equipa de Portugal começou muito bem o jogo de Dallas contra os Estados Unidos: dois ensaios em 9 minutos abriam perspectivas para um grande jogo com uma boa vitória. Mais um ensaio a aproveitar a inferioridade numérica americana e a colocar, aos 25 minutos de jogo o resultado em 17-9. Tudo parecia bem encaminhado. Mas num repente…
… a indisciplina dos jogadores portugueses tomou conta do campo e o desconhecimento das Leis do Jogo e da sua aplicação em tempos de jogo começaram a ditar leis: um cartão amarelo com redução a 14 jogadores na equipa, quase de imediato seguida por uma expulsão que reduziu durante 6 minutos a uma luta de 13 contra 15 e que prolongou para lá do intervalo a inferioridade numérica que permitiu a marcação de 2 ensaios americanos. E o bom resultado inicial transformou-se, com a chegada do intervalo, num negativo de dois pontos…
E a indisciplina com faltas técnicas sobre faltas técnicas a entregar, nas 13 penalidades cometidas (contra 4 americanas), a possibilidade de marcação de pontos, entregou o jogo a uma equipa americana que, para além deste campo, nada mostrou de especial capacidade. E para terminar numa espécie de rendição, mais uma expulsão para perfazer mais do que uma metade de jogo em inferioridade numérica. E assim não há jogo que se ganhe…
Como é possível o desconhecimento das Leis do Jogo demonstrado por grande parte dos jogadores? Como é possível a ignorância da reorganização técnico-táctica de fases em que a bola se perde. E pior, este não é um caso especial desta equipa — é um caso que está a prejudicar o rugby português em geral. Veja-se a derrota de Sevens contra a Bélgica — a Bélgica?! — quando ao intervalo se vencia por 19-0… também aqui e num repente  se esqueceram das regras tácticas básicas de um jogo que tem o dobro do espaço de manobra para cada um dos jogadores do que tem o XV — com a obrigatoriedade evidente da adaptação de gestos e movimentos. 
Ou seja: o nosso campeonato pouco competitivo nada prepara para o nível internacional. As técnicas são fracas porque nada obriga a que sejam melhores; o conhecimento das Leis do Jogo é desastroso porque não existe a preocupação quer por parte de treinadores quer dos próprios jogadores de perceberem o enquadramento das leis e como tirar a melhor eficácia da sua boa utilização — demorámos tempo de mais a disponibilizar a bola nos reagrupamentos que, porque a técnica no contacto não a prepara e porque a ultrapassagem da linha-de-vantagem é comprometida na constante lateralização do movimento, deixando que assim a defesa adversária tenha tempo de reorganização; fazemos faltas nas placagens porque “atacámos” o adversário com o tronco levantado (essa preocupação de “placar a bola” para impedir o passe, ajuda muito ao erro). E a pergunta fundamental, mantém-se: como se perde um jogo em que se marcam mais ensaios do que o adversário? E se uma das razões se deveu à perda colectiva do “nós”, há também erros técnicos e tácticos que não permitiram o domínio do jogo — sendo a negligente indisciplina, a mãe que ligou as fases de todo o jogo português levando até ao esquecimento de um momento raro protagonizado por um jogador, Manuel Cardoso Pinto, que marcou os 4 ensaios. Não foram acidentes que nos levaram à derrota, mas o resultado do rugby que temos e praticámos. E não vejo, a continuarmos assim demasiado contentes com o que vemos, que haja qualquer possibilidade de construção do progresso.
Para progredirmos é preciso que dirigentes, treinadores e jogadores. isto é a envolvência do jogo, de uma vez por todas se preocupem em exigir melhorias ao enquadramento e a cada uma das suas equipas na prática do seu jogo colectivo. O Rugby é para ser divertido! — divertido a jogar e a ver jogar — então que o seja, mostrando uma maior eficácia de conhecimento e uso das possibilidades que o jogo nos possibilita.
Estas duas derrotas em XV e VII exigem uma reflexão analítica da comunidade rugbística portuguesa: como aprender, como treinar, como jogar? Como organizar?
 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

RESULTADOS DA 1ª JORNADA DO NATIONS TIERS 2 E 1


Alguns resultados surpreendentes como a vitória fora da Geórgia contra o Uruguai ou o empate do Canadá com a Espanha. Da derrota de Portugal falarei mais tarde.


A vitória de Gales sobre Fiji, em casa, acaba por não ser esperada de acordo com as pontuações do Ranking da World Rugby. Surpresa, surpresa terá sido a vitória — na Argentina — da Escócia sobre os Puma.
O jogo Nova Zelândia-França é um tratado de jogo de movimento com uma enorme intensidade, ataque aos intervalos permitindo a ultrapassagem da linha de vantagem, mantendo a continuidade através de uma notável disponibilidade das bolas nos rucks — nos 120 rucks (100% de sucesso) de responsabilidade dos AllBlacks, 85% foram disponibilizadas em menos de 3 segundos; nos 113 rucks (96% de sucesso) de responsabilidade da França, 76% foram disponibilizados por bolas rápidas de menos de 3 segundos. E são estes valores que permitiram ritmos atacantes que criaram sequentes problemas às organizações defensivas e possibilitando os 9 ensaios que encantaram os espectadores. Um jogaço a rever e aprender.
Surpreendente também é o número de ensaios marcados: 54 nos seis jogos do Tiers2 da Nations Cup e o mesmo valor no Tiers1 da Nations Championship.


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