segunda-feira, 27 de abril de 2026

7ª JORNADA - RESULTADOS DO GRUPO DO TÍTULO

 


Dois resultados no campo do adversário marcaram esta 7ª jornada do Grupo do Título da Divisão de Honra:: a vitória do Benfica sobre o Belenenses e a vitória do CDUL — uma verdadeira surpresa — sobre o Direito. Com estes resultados e a faltar 3 jornadas para o final, o Titulo parece estar apenas disponível para o Benfica — que depende apenas de si próprio — e para o Cascais que necessitará de uma escorregadela do seu adversário encarnado. Quanto ao resto, sem história para além da competição jogo-a-jogo…

Nos Sub 20, Portugal perdeu no Jamor com a Espanha por 26-12 com 4-2 em ensaios.

Do outro lado do Mundo e na 1ª jornada do  U20 Championship, os All-Blacks venceram a Austrália por 34-29 enquanto que os sul-africanos venciam os argentinos por 48-21


quinta-feira, 23 de abril de 2026

7ª JORNADA - GRUPO DO TITULO


Dois jogos marcados para o 25 de Abril (?!) e um para domingo, 26. Se já não faz sentido marcar jogos a disputar no feriado civil comemorativo da data mais importante do último meio-século, também não fará sentido — criando eventuais conflitos entre jogadores, clubes e selecção — marcar jogos da Divisão de Honra para o mesmo fim-de-semana de um jogo internacional Sub-20 contra a Espanha e a disputar no domingo no CAR Jamor pelas 15:00 horas . Enfim…

domingo, 12 de abril de 2026

domingo, 5 de abril de 2026

5ª JORNADA - GRUPO DO TÍTULO

Resultados da 5ª Jornada do Grupo do Título da Divisão de Honra, 3 e 4 de Abril

SL BENFICA, 42 — GDS CASCAIS, 28 

CF BELENENSES, 16 (d) — GD DIREITO, 21

CR SÃO MIGUEL, 14 — CDUL, 38 (o)


O equilíbrio competitivo determinado pelo algoritmo de Noll-Scully é unidade (=1). Daí que tanto mais o valor se mostra superior à unidade, mais desequilibrada é a competição. Com o valor de 1,20 que esta 5ª jornada apresenta significa um desequilíbrio controlado pelo facto de haver quatro equipas com pontuação muito próximas uma das outras e em que os jogos entre elas não terão vencedores antecipados. No caso só os jogos entre as quatro primeiras equipas com as duas últimas equipas  da tabela terão vencedores previamente reconhecidos. 

Lembre-se no entanto que a análise Noll-Scully mostra o grau de competitividade de uma competição desportiva mas não mostra nada da sua qualidade — uma competição pode ser muito equilibrada mas de muito má qualidade…garantirá, isso sim, a emotividade do resultado. 


segunda-feira, 16 de março de 2026

LOBOS VENCEM O RUGBY EUROPE CHAMPIONSHIP



Ao vencer a Géorgia por 19-17, Portugal conquistou o Rugby europe championship 2026.

numa exibição marcada por uma muito boa prestação individual — foi pena que o colectivo das linhas atrasadas não se tivesse mostrado à altura das qualidades que lhe reconhecemos — e onde uma defesa resiliente, com uma atitude permanente de combate, elevado espírito de sacrifício, muito empenho e embora sofresse 3 ensaios contra apenas 1 marcado, conseguiu defender a linha de ensaio com 130 placagens num sucesso de 90% de eficácia. E fizeram um quase totalmente eficaz aproveitamento da indisciplina adversária, marcando 4 penalidades em seis disponíveis. 

Como se costuma dizer, uma final não se joga, ganha-se… e foi o que a equipa de portugal fez para Vinte e dois anos depois derrotar a geórgia e conquistar de novo o título. Parabéns, Lobos!



 


domingo, 15 de março de 2026

FRANÇA VENCEDORA DO 6 NAÇÕES 2026


 Que dizer de uma competição desportiva que para definir o vencedor espera até ao último momento da última jornada? A resposta é que se trata de uma super competição que tem os seus adeptos agarrados às bancadas e aos ecrãs das televisões até ao último momento. Neste Super Saturday de 3 jogos marcaram-se 29 ensaios  com 933 placagens tentadas das quais 118 foram falhadas numa taxa de sucesso de 89% e com 421 vezes de ultrapassagens da linha-de-vantagem. Uma festa de bom rugby com grande intensidade e do princípio ao fim.

No Irlanda-Escócia  que colocava o vencedor com hipótese de, dependendo do resultado dos franceses, vencer o Torneio e com uma das duas equipas com possibilidades de conquistar a Triple Crown por vitórias sobre as outras três equipas britânicas pode imaginar-se a determinação com que os jogadores se entregaram ao jogo. E foi um jogo muito interessante que vale a pena ver e mesmo rever. Porque com um domínio territorial de 51% para os vencedores e com o resultado final com uma diferença de 22 pontos, pode-se aprender muita coisa sobre a estratégia e tácticas do jogo. No final do jogo os irlandeses, como o devem fazer muito poucas vezes, apoiavam os ingleses na esperança de uma vitória que lhes desse o título — e à medida que o jogo ia correndo muitas saúdes de Guiness na mão se fizeram, com certeza, ao ecrã da televisão que transmitia o jogo de Paris.

 No Gales-Itália o que estava em causa era perceber se a melhoria das capacidades que as equipas vinham demonstrando era sustentável. E se Gales manteve a demonstração da sua capacidade defensiva como já o tinha feito contra a Escócia, conseguiu ainda mostrar eficácia atacante e vencer um jogo depois de 3 anos de derrotas sucessivas no Torneio. E para além da vitória ficará na memória um soberbo drop de Edwards de alguns 45 metros. As bancadas de Cardiff agradeceram e prepararam-se para os festejos da vitória. Aos italianos não restou mais do que o saberem que não ficariam em último lugar da classificação…

Que jogão o França-Inglaterra! Boas jogadas, boas surpresas, muita expectativa mas com um erro brutal que demonstra uma enorme falta de respeito pelos espectadores — quer os em directo quer os televisivos. Que raio de ideia foi aquela de usar camisolas que mal se distinguiam? Porque eram idênticas às que foram utilizadas há 120 anos no 1º jogo entre ambos?! Como nenhuma comemoração deve pôr em causa os direitos das pessoas, bastaria comemorar utilizando os equipamentos até ao final dos hinos e depois serem trocados (lembram-se do CDUP-CDUL?) por camisolas com cores distinguíveis quer por espectadores com boa capacidade de visão quer pelos espectadores daltónicos. A falta de respeito  é inadmissível — e foi autorizado pela Rugby Football Union.

Com 4 ensaios (espantoso!) marcados pelo supersónico Bielle-Biarrey construídos com três assistências de Dupont e uma de Ramos, tiveram permanentes alterações (foram sete) de comando do resultado — no final do 1º quarto com 14-7 para os franceses, ao intervalo estava 24-27 para os ingleses para à entrada do 4º quarto do jogo se atingiram os 38-39 favorável aos ingleses à entrada dos 5 minutos finais o marcador definia 45-39 para os franceses mas aos 78’ os ingleses passam para o comando com 46 pontos. Mas enquanto em Dublin o entusiasmo crescia, os franceses não desistiam e com a sua atitude conquistadora obrigaram os ingleses à falta — cometeram duas que embora a transmissão televisiva não fizesse qualquer repetição, elas existiram e foram uma placagem-alta de Davison ou Chessum  e um Toque-para-a-frente Deliberado de Itoje — e Ramos fez, com o seu acerto habitual, o resultado final de 48-46.

Como final de um muito bom 6 Nações este Super Saturday foi uma grande homenagem ao Rugby num dia a recordar.

sábado, 14 de março de 2026

SEIS GEORGIANOS FORA DA FINAL


 A Final do Men’s Rugby Europe Championship 2026 que se realiza no próximo domingo 15/Março está marcado desde já pelo facto de existir uma acusação — confirmada em investigação da WADA e World Rugby através da Operação OBSIDIAN— sobre 6 jogadores e 1 membro do staff georgiano de terem substituído amostras de urina em exames realizados fora da competição a que se juntaram falhas graves da agência antidopagem georgiana, nomeadamente realizando avisos prévios e tendo falta de monitorização e realização de falsificações. Daqui resultam sanções individuais sobre os jogadores envolvidos para além do impacto na reputação e integridade dos orgãos georgianos envolvidos mas não tendo impacto nos resultados obtidos desde então. E que consequências tem estes factos no jogo da final do próximo domingo entre a Geórgia e Portugal: que os jogadores envolvidos — dos quais se desconhecem os nomes mas que a autoridade responsável pela organização do jogo, a Rugby Europe, conhece — não poderão fazer parte da ficha do jogo mas nada impede  que a Final se realize e as questões em causa terão continuidade sob o poder judicial da World Rugby, Rugby Europe e Wada.

Quanto ao jogo a Geórgia é, de novo, a principal favorita à vitória final mas Portugal — se a equipa fôr capaz de conquistar o volume de bolas necessário à produção de um jogo-de-movimento que obrigará os georgianos a uma  organização a que não estão habituados. Para que esta estratégia seja possível é, no entanto, necessário que a condição física dos Lobos esteja à altura dos desafios que o combate exigirá e, nomeadamente, na capacidade de libertar a bola em tempo reduzido — menos de 3 segundos — nos rucks da sua responsabilidade.

Como se pode ver no quadro, a vantagem histórica competitiva da Geórgia dá-lhe a perspectiva da vitória por uma diferença favorável de 11 pontos — mas, dentro do campo, as questões podem alterar-se…Veremos e esperemos que os Lobos sejam capazes de chegar à vitória.

No jogo que disputa o 3º lugar, a Espanha apresenta-se, frente à Roménia, como favorita e com a vantagem de jogar “em casa”.

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