sexta-feira, 19 de abril de 2019

BOA PÁSCOA


quarta-feira, 17 de abril de 2019

STADE TOULOUSAIN E A NOTRE-DAME DE PARIS

O Stade Toulousain utilizará, na 1/2 final dos Campeões Europeus contra o Leinster e em homenagem ao marco gótico da cultura europeia e com objectivo de angariar fundos para a sua reconstrução, uma camisola que terá o símbolo da Notre-Dame de Paris que foi parcialmente destruída por um incêndio (ver incêndio aqui)

sexta-feira, 12 de abril de 2019

QUIM PEREIRA COM MÉRITO DESPORTIVO RECONHECIDO

No CDUL, focados na conquista da bola num alinhamento
O Quim — Joaquim Pereira — vai ser condecorado com a Medalha de Mérito Desportivo pelo Primeiro-Ministro, António Costa. Nada mais merecido!

O Quim foi, no rugby português e numa longevidade ímpar, um “homem dos sete ofícios”: jogador internacional, formador de centenas de jogadores, jogador-treinador, treinador-jogador, treinador de selecções jovens, adjunto de selecções nacionais. A sua última selecção, das 16 que jogou, foi, comigo a seleccionador, contra a Espanha em 1984 — tinha então 47 anos! E jogou pelo CDUL até aos 50. Uma força da natureza.

A minha relação com o Quim é de profunda amizade construída na relação entre jogadores de uma mesma equipa e com uma mesma visão rugbística, entre o treinador que ele era e o jogador que eu fui e entre o treinador que sou e o jogador que ele foi. Ou seja: jogamos juntos, ele foi meu treinador e eu fui seu treinador num ciclo invejável.

O CDUL deve muito ao Quim, provavelmente e porque foi ele que, durante anos e alguns deles muito difíceis no pós-revolução de Abril, o manteve vivo, a permanência como clube rugbísticamente qualificado. A sua mala do carro foi, ao longo de anos, a secretaria do clube. Aí se guardavam todos os documentos como as fichas e licenças dos jogadores, os equipamentos e as bolas. Em dia de jogo era, depois de ter passado na lavandaria, definir a equipa, abrir a mala, retirar as licenças, preencher o boletim-de-jogo, distribuir os equipamentos, pegar nas bolas, fechar o carro e ir para o campo para jogar. Mas os trabalhos do Quim não acabavam aqui, se ao sábado eram seniores, ao domingo eram juniores. E os treinos, para uns e outros e numa sequência constante, eram quase todos os dias da semana...Uma vida dedicada ao Rugby.

Recordo sempre os seus telefonemas quando estava na tropa: “Podes vir jogar no domingo?”. E quantas vezes, de serviço, mas com o apoio do “sargento-de-dia” vinha de Tancos a Lisboa numa ida-e-volta com jogo pelo meio.

Como jogador, foi internacional a ponta, terceira-linha e pilar (a ponta foi uma maldade que lhe fizeram: como era grande e forte podia parar os “monstros” dos romenos...). No CDUL, onde participou na conquista de 11 campeonatos nacionais,  tinha a qualidade de obrigar os companheiros a darem o seu melhor nem que fosse com uma palmada disfarçada — pedagógica, dizia — numa qualquer molhada, de “agressão do adversário” — “Então já te deram e tu ficas-te?!” perguntava com um ar mal disfarçado de brincadeira. E nunca saiu do campo zangado fosse com quem fosse.
Belos tempos passados em treinos, em viagens, em jogos e recuperações à mesa e sempre com o Rugby como tema.

Nuns tempos em que ainda havia muito de “postes às costas”, o Quim Pereira foi, pelos processos e métodos utilizados, um modernizador do rugby português. Com ele houve um salto do “vamos lá
jogar” para uma organização relacionada com o Desporto de Rendimento que o Rugby português
haveria de percorrer.

Esta entrega da Medalha de Mérito Desportivo faz ao Quim Pereira aquilo para que foi instituída, honra o seu mérito!

A EVIDÊNCIA DE UM OBJECTIVO: SUBIR

Nas três frentes deste fim‑de‑semana — RE Trophy, 2019- U20 Men XV Championship e o SEVENS de Hong-Kong — o melhor resultado é, sem dúvida e até porque qualifica para o World Rugby Juniors Trophy da categoria a disputar no Brasil em Julho próximo e que apura para o Mundial de U20 de 2021, é o da selecção de Sub-20. Que vence este Torneio pela 3.ª vez consecutiva.
Três vitórias que não podem deixar de colocar a interrogação: sendo Portugal e nos últimos anos a 8.ª equipa europeia na categoria porque não conseguimos o apuramento para a Championship da Rugby Europe que engloba as equipas europeias do 7.º ao 12.° lugares? Por falta de competitividade do campeonato interno? Por incapacidade de preparação do jogo decisivo? Por incapacidade de foco da comunidade rugbística nos objectivos principais? Ou por tudo ao mesmo tempo? Seja como seja é altura de rever objectivos e processos porque o rugby português nada ganha, aliás muito perde, por não conseguir atingir a II divisão europeia. Uma coisa é, no entanto, certa: o progresso competitivo destes jogadores depende da sua experiência a níveis superiores. E isto significa garantir o acesso à Championship europeia.
Na Lituânia mais um jogo de, passe a expressão, “bater-em-cegos”. Com uma equipa sem alguns habituais titulares que se encontravam em Hong-Kong o resultado não deixou de ser suficientemente desnivelado e que permitiu, ultrapassando a Namíbia, a subida de um lugar — agora 22º — no ranking da World Rugby.

Para uma melhor ideia do baixo nível competitivo desta competição Trophy e da qual, repete-se, Portugal deve tudo fazer para a deixar, veja-se que a selecção nacional marcou esta época 39 ensaios contra 22 marcados na época passada e sofreu 4 ensaios esta época contra os 11 sofridos na época passada... Diferença que, viu-se nos jogos, não se deve a uma grande melhoria na eficácia da equipa.
Na terceira prova em que estivemos a convite — no Sevens de Hong-Kong — uma evidência reconhecida: não é possível participar em igualdade competitiva numa prova destas sem participar na totalidade do circuito. Por mais que possa parecer que estamos quase lá, falta o quase. Que só se consegue com a aquisição de hábitos competitivos de elevado nível, que só se conseguem com a presença habitual. Assim foram cinco derrotas noutros tantos jogos com 10 ensaios marcados contra 21 sofridos e com uma quota de pontos marcados de 33% e uma classificação no 16º e último lugar. Entretanto a Irlanda, nosso adversário para o apuramento olímpico, com a vitória no Qualifyer, classificou-se para a World Seven Series da próxima época e a Inglaterra, a mostrar cada vez maiores dificuldades para garantir uma das quatro primeiras posições na classificação geral, poderá colocar a Grã-Bretanha como outro adversário directo para a qualificação olímpica. Ou seja, a “cave” imediata  do rugby português tem que ser — sem margem para dúvidas — metida no jogo com a Alemanha.
[NOTA: por distração este texto não foi colocado na data em que foi escrito - 8/4/2019. Pelo lapso, peço desculpa.]

sexta-feira, 5 de abril de 2019

INICIAR A SUBIDA NA LITUÂNIA

Previsão: Portugal vence por 11 pontos de jogo de diferença
Em princípio a vitória de Portugal, como demonstram as diferenças para a Lituânia de pontos de ranking (8,26), não é questionável mesmo quando alguns dos internacionais habituais se encontram em Hong-Kong para responder ao convite de participação no torneio de Sevens. Embora com percentagens do Sucesso idênticas (67%) mas com diferenças substanciais nos 5 jogos de Portugal onde estão contabilizados dois jogos com equipas de nível superior a esta III Divisão europeia contra os três jogos da Lituânia efectuados dentro do espaço III/IV Divisões, a Quota de Pontos Marcados (74% contra 52%) demonstra a superior eficácia dos jogadores portugueses ao longo dos jogos efectuados quando comparada com a quota de pontos marcados pelos lituanos.
Neste jogo, para tirarmos algum partido da evidente falta de competitividade, vale o posicionamento da Lituânia que, embora se encontrando a dez posições de diferença, não difere em 10 ou mais pontos de ranking - são 8,26 - permitindo assim que a vitória de Portugal o faça aproximar-se da mundialista Namíbia ou mesmo, se vencer pelo menos por 15 pontos de diferença, ultrapassá-la.
Acabado este último jogo do Rugby Europe Trophy, todo o pensamento do rugby português deve ficar virado para o objectivo central da época internacional: vencer o play-off da subida contra a Alemanha em Junho próximo. Acabando assim com estes jogos competitivamente desinteressantes e que, apesar das vitórias que apenas servem para iludir distraídos, em nada servem o nosso desenvolvimento.
Caberá à nova direcção federativa - com o experiente Amado da Silva a presidente - estabelecer as condições para que a subida possa ser uma realidade.
Pode ver-se a relação da cedência de jogadores de cada clube para as seleções nacionais de XV e SEVENS com o total parcial de 8 do Belenenses, 7 de Agronomia, 6 do Direito, 5 do Cascais, 4 do CDUL, 2 de clubes estrangeiros e 1 do Técnico 

domingo, 24 de março de 2019

UM MASSACRE DE UM OUTRO MUNDO

No passado fim‑de‑semana a República Checa perdeu pela diferença de dois pontos com a Holanda. Ontem apanhou uma abada de 93 pontos de diferença, passando assim da competição para o massacre. De facto com o nível de desequilíbrio que se viu na tarde das Caldas, o jogo não pertence ao necessário equilíbrio competitivo que deve formatar o Desporto e apenas se pode enquadrar na área do massacre. Massacre que não pode, por não ter qualquer interesse, fazer parte de uma competição que se pretende equilibrada e atractiva.
Um jogo destes não interesse a nenhuma das equipas. A uns, checos, porque ainda se devem estar a perguntar porque é que terão apanhado o avião; outros, portugueses, porque quer o jogo, quer o número de pontos ou de ensaios não servem para demonstrar qualquer capacidade ou desenvolver a confiança e coesão necessárias para o jogo mais importante da época: o play-off com a Alemanha.
Estes jogos não deviam existir, ponto. E o Desporto deve procurar manter como base das suas decisões de agrupamento das equipas o equilíbrio competitivo. Porque só assim, como aliás ensinam os americanos na formatação das suas provas desportivas, é possível criar o interesse do público e atrair patrocinadores.
Esta III Divisão europeia é a evidente demonstração de que Portugal tem que se organizar competitivamente para, de uma vez por todas, voltar à segunda divisão onde o equilíbrio competitivo exigirá um constante aperfeiçoamento técnico e táctico. E o jogo com a Alemanha tem que ser devidamente preparado... sem que se usem desfocagens desnecessárias e contraproducentes.
O jogo só teve uma história: a corrida dos jogadores portugueses em direcção à área de ensaio adversária. E pena foi que não tivessem chegado a ultrapassar os cem pontos — seriam notícia por essa Europa fora — mas os falhanços (a mostrar a habitual falta de tempo dedicado a este tipo de treino específico de pontapés aos postes) de penalidades e transformações a que se juntou uma quebra física na parte final do jogo que, retirando a frescura mental para manter a atitude resiliente que levou aos 15 ensaios, impediram a centena.
O jogo, tal o seu desequilíbrio, não permite comentários técnico-tácticos de qualquer tipo. Porque não demonstram seja o que for: as equipas apresentaram-se como são, com 17 lugares de diferença e limitaram-se a ser elas próprias. O mérito mostrou-se apenas no respeito mútuo das duas equipas que se deram, dentro das suas muito diferentes capacidades, ao jogo sem restrições.
Agora, existe um jogo – com a Alemanha — que vale, desportivamente, o futuro do rugby português. Seremos capazes de lhe apontar, desde já, o foco e o preparar em condições de êxito? É esta a responsabilidade colectiva que temos.

sexta-feira, 22 de março de 2019

PORTUGAL É, NATURALMENTE, FAVORITO

A Selecção Nacional tem, naturalmente e dadas as diferenças quer de ranking (17 lugaresj  quer de resultados (a República Checa só tem derrotas nos jogos já efectuados no Rugby Europe Trophy), a obrigação de vencer com facilidade este seu quarto jogo (sexto da época).
A pontuação do ranking diz que a vitória se cifrará por 27 pontos de jogo de diferença mas o desafio para a equipa portuguesa deverá ser o de ultrapassar esse valor, demonstrando que tem havido evolução na sua capacidade competitiva e que o jogo do play-off a disputar com a Alemanha — última classificada do grupo Championship — não seja, mais uma vez, uma miragem inalcansável.
Mas não há bela sem senão: a diferença de pontos de ranking — superior a dez — entre as duas equipas significa que, seja qual for a diferença pontual da vitória no jogo, Portugal não terá atribuídos quaisquer pontos de ranking e não poderá assim aproximar-se da Namíbia.
Mas verdadeiramente importante será que Portugal mostre consistência no seu jogo, evitando erros elementares — os ditos “não forçados” — e se mostre capaz de uma prestação competitiva atractiva e competente.

quarta-feira, 20 de março de 2019

PORTUGAL ISOLA-SE NO TOPO DA CLASSIFICAÇÃO


 Com a vitória sobre a Suíça com ponto de bónus, Portugal, com menos um jogo, coloca-se em primeiro lugar da Classificação Geral e, assim e dados os adversários que lhe faltam defrontar — R. Checa e Lituânia — amplia a sua expectativa de disputar o play-off de acesso ao Rugby Europe Championship. Play-off para o qual já está definida a Alemanha, que ficou em último lugar na tabela do Championship que já terminou.

Do jogo não vale a pena falar. Foi um jogo contra uma equipa fraca e onde os jogadores portugueses não estiveram isentos de erros e desperdícios apesar dos sete ensaios marcados. No fundo, um jogo sem qualidade competitiva e que não serve de preparação técnica, táctica ou psicológica para jogos de melhor nível.
Actual Classificação do Rugby Europe Trophy

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