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sexta-feira, 12 de agosto de 2022

ANTÓNIO JOSÉ TRINDADE FALECEU

foto de SL Benfica Rugby

 Conheci muito bem o António Trindade - fomos ambos internacionais no mesmo dia - contra a Espanha e no Barreiro - e encontrámo-nos diversas vezes no campo: enquanto companheiros nos treinos da Selecção, como adversários, ele com a camisola do Benfica, eu com a do CDUL, nas competições internas.

Continuamos próximos e fui Seleccionador Nacional, na primeira das duas vezes, com António Trindade na Presidência da Federação. A ele devo, para além da amizade, as condições organizativas e desportivas que permitiram o desempenho do papel que me atribuiu.

Á sua Família e aos nossos Amigos expresso os sentimentos do meu profundo pesar. A ti, António, um até sempre!

segunda-feira, 13 de junho de 2022

DIOLCH YN FAWR, PHIL BENNETT (1948-2022)

Cada vez que jogava deixáva-nos maravilhados — tinha uns pés fabulosos e uma cabeça capaz de ler o jogo como ninguém, fazendo jogar como nunca os seus companheiros de equipa. Era brilhante, era genial e garania-nos a felicidade de amantes do jogo.

Durante alguns anos viveu na sombra de outro génio — Barry John — que, retirando-se aos 27 anos, ainda nos permitiu ver muito de Phil Bennett. Internacional por Gales com 29 presenças (1969/1979) a que juntou, sempre com a camisola 10, mais 8 jogos pelos British and Irish Lions e 20 jogos pelos Barbarians, tendo sido capitão dos galeses e dos Lions. Membro da Ordem do Império Britânico (OBE) passou, em 2005, a integrar o International Rugby Hall of Fame e, em 2007, o Welsh Sports Hall of Fame.

Conquistou 2 Grand Slams e 3 Triple Crowns no 5 Nations. Com o seu Llanelli, em 1972 e num resultado memorável, venceu os AllBlacks por 9-3. Mas é de um outra vitória sua sobre os neozelandeses de que todos nós melhor nos lembrámos: o jogo de 1973 em que jogou pelos Baa-Baas’ e lançou, já dentro dos seus cinco-metros, um inesquecível contra-ataque que terminaria do outro lado do campo depois da bola ter passado por cinco companheiros (dos quais 4 galeses) e chegado a outro galês, o seu parceiro internacional de sempre Gareth Edwards. para este marcar o ensaio que ainda hoje é considerado “o melhor de sempre”.

Neste vídeo, para além das suas notáveis capacidades técnico-tácticas, pode também ver o “melhor ensaio de sempre” — Barbarians-AllBlacks, 1973 — iniciado brilhantemente por Phil Bennett.
com os agradecimentos ao Nuno Miranda Coelho

Em 1977, enquanto capitão, no balneário e antes do jogo, em Cardiff, contra a Inglaterra para o Torneio das 5 Nações e num apaixonado grito de guerra, motivou assim os seus companheiros de equipa:

Olhem para o que estes bastardos fizeram a Gales. Tiram-nos o nosso carvão, a nossa água, o nosso aço. Compram as nossas casas para viver nelas quinze dias por ano. E o que é que eles nos dão em troca? Absolutamente nada! Temos sido explorados, violentados, controlados e punidos pelos ingleses — e é contra eles que nós vamos jogar esta tarde!”

Jogaram, ganharam (14-9) e conquistaram a Triple Crown!

Com agradecimentos ao Steven Evans
Diolch yn fawr, Phil Bennett! 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

CAMPO 2 DO EUL: QUIM PEREIRA



O Campo nº2 do Estádio Universitário de Lisboa deve ter, pelas razões óbvias do legado que nos deixou, um nome: QUIM PEREIRA.

Quim Pereira, assim e só — porque foi o seu nome de guerra e porque é por esse nome que, não só o Rugby mas o Desporto português o conhece e reconhece.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

OS SENTIMENTOS COMANDAM



Pensava escrever sobre os resultados e os jogos internacionais deste último fim‑de‑semana mas hoje, como lembra Camões, outro valor mais alto valor se alevanta e o dia não me deixa para aí virado: morreu Eduardo Lourenço, uma perda no mundo do pensamento e conhecimento irreparável. Façamos-lhe a devida homenagem pelo muito que nos lega e não deixemos que a sua obra seja mais uma a ocupar um espaço na estante dos monos. 

Assim deixo apenas os resultados e consequências, lembrando que a conquista do torneio e o posicionamento classificativo das equipas se disputará no próximo fim‑de‑semana. 



Do fim‑de‑semana rugbístico deixo apenas a camisola que vestiram os jogadores da equipa da França em homenagem a um também recentemente falecido, mas apenas com 48 anos, o três-quartos ponta - e que ponta naquele corpo de dez reis de gente - Christophe Dominici. 

sábado, 28 de novembro de 2020

ALLBLACKS HOMENAGEIAM MARADONA


QUE BONITO!

DIGNO DE UM GÉNIO FUTEBOLISTA

quinta-feira, 5 de julho de 2018

DUARTE LEAL (1921-2018)

Foi Duarte Leal, à altura Director Técnico Nacional da Federação Portuguesa de Rugby, quem me convidou - em pareceria com o Olgário Borges - para treinar a Selecção Nacional de Juniores em 1980. Foi portanto a seu convite que iniciei a minha carreira de treinador internacional. Construímos, a partir daí, uma bela amizade.
Aos seus filhos e familiares expresso o meu profundo e sentido pesar.
Até sempre, meu Amigo Duarte Leal.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ZÉ FILIPE NOBRE GUEDES (1946/2017)



Faleceu o Zé Filipe Nobre Guedes, meu amigo e meu companheiro na equipa do CDUL. Gostávamos do mesmo tipo de rugby - todas as bolas eram boas para atacar e o movimento da bola comandava tudo o resto - e depressa nos tornámos amigos.
Com 9 internacionalizações, foi o 71º jogador a vestir a camisola de Portugal e foi diversas vezes campeão nacional pelo CDUL. Foi, pela inteligência com que analisava o jogo, pela clara noção da importância da Linha de Vantagem, pela qualidade técnica - jogava a Nº8 com a facilidade e a fluidez de um Centro, tinha a elegância dos melhores em cada gesto técnico, chutava aos postes com a qualidade que nos daria vitórias, placava tudo o que fosse preciso e tinha eficazes linhas de corrida - o melhor - gosto de o dizer assim - jogador com quem joguei.
E não esqueço que, numa altura em que estava lesionado (rotura de ligamentos e 7 meses de canadianas) e que o Serafim Marques me tinha convidado para o ajudar - preparando as linhas-atrasadas - quando terminou o jogo que nos deu o título, atravessou o campo até ao "banco" para me dar um sentido e apertado abraço e agradecer-me o trabalho que tinha realizado. Depois, seguiu a minha carreira de treinador e, sempre que nos encontrávamos, falava-me dela e comentava resultados.
Quando esteve como dirigente no Sporting, encontrámo-nos diversas vezes e o rugby acabava sempre por prevalecer na conversa.
Ficarás guardado para sempre na minha memória, Zé Filipe. Um grande abraço e até sempre!
   

sexta-feira, 28 de abril de 2017

SERAFIM MARQUES (1924/2017)

Faleceu Serafim Marques. Despediu-se da Família e dos Amigos em fato azul e com a gravata do CDUL, o seu grande amor desportivo.
O Rugby português deve-lhe muito. Para além de ter sido fundador do CDUL - sócio nº 2 - foi seu treinador e um dos responsáveis pelo brilhante palmarés que o clube detém, sendo, ainda hoje,  o clube com mais campeonatos conquistados (19), muitos dos quais com a sua participação directa.
Serafim Marques foi o homem que deu voz ao Rugby, quer ao nacional com a escrita no Diário Popular, quer mostrando-nos, com a sua persistência e qualidade de comentador, o rugby internacional através da sua voz que acompanhava os jogos, a preto-e-branco, do então Torneio das Cinco Nações. Com ele muitos portugueses passaram a gostar de rugby, com ele muitos jogadores portugueses aprenderam a ser melhores, vendo as grandes vedetas internacionais e percebendo as diversas possibilidades de resolução de problemas que o jogo coloca. Com ele, Serafim Marques, o rugby português ganhou uma faceta cosmopolita. Com as transmissões que ele possibilitou - sei bem da luta constante que travou para garantir a sua continuidade - o rugby português percebeu que se pode ser adepto e ser civilizado, que se pode estar sentado ao lado do cachecol diferente sem que isso provoque qualquer atitude menos civilizada.
Fui, sou, Amigo de Serafim Marques. Em fase já avançada da sua incapacidade, conversámos e tive a grata alegria de ser reconhecido e, mais, muito mais, podermos recordar histórias comuns. Sei que há dias perguntou por mim a um amigo comum: já não fui a tempo...
Devo, para além da Amizade, muito ao Serafim - o Cordeiro do Vale jornalista. Aprendi com ele as técnicas da escrita jornalística - foi ele que me "empurrou" para a minha participação jornalística no República - foi com ele que aprendi a montar os vídeos televisivos de jogos, foi com ele que fiz os meus primeiros comentários em transmissões televisivas rugbísticas. E foi com ele - com a sua paciência e persistência em longas horas de treino individual - que melhorei as minhas capacidades técnicas. E foi também com ele que iniciei a minha carreira de treinador - era capitão de equipa e lesionei-me com largo tempo de recuperação - ao desafiar-me para o ajudar, treinando as linhas atrasadas da equipa sénior do CDUL. Fomos campeões nacionais, ganhei-lhe o gosto e fiz-me treinador para o resto da vida.
Perdi um Amigo que não esquecerei. E perdi-o no dia em que fiz 70 anos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

JOOST VAN DER WESTHUIZEN


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MANUEL CASTRO PEREIRA


Faleceu Manuel Castro Pereira de quem tive a possibilidade e a vantagem de ser Companheiro de Equipa - no CDUL e na Selecção Nacional contra a Espanha - e Amigo. Os seus duelos pela conquista da bola com Bruno Monteiro do S.L. Benfica ficaram épicos na altura - e eram os melhores companheiros do mundo quando jogavam juntos por Portugal - que se cuidassem então os adversários, principalmente espanhóis com quem criaram sempre uma relação de ódio e amor muito particular.
Jogador, treinador e dirigente deu muito ao rugby português e ao CDUL e foi sempre um exemplo de ética desportiva e de companheirismo - nunca lhe passou pela cabeça colocar o "eu" à frente do colectivo da equipa.
À sua família - com abraço muito especial ao João e ao Rodrigo - a expressão do meu profundo pesar. Descansa em paz, Manel!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

LE RUGBY FRANÇAIS EST CHARLIE


Midi Olympique de 12/Janeiro/2015




sábado, 10 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE


Primeira Página do jornal L'Equipe de 10/JAN/2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE

Título de homenagem do Midi Olympique


O Rugby francês através da publicação do CHARLIE OLYMPIQUE de hoje, 9 de Novembro, lembra e homenageia os cartunistas e jornalistas do Charlie Hebdo ignobil e cobardemente assassinados por um acto terrorista de fascistas teocratas para o qual não há justificação que o legitime, esquecimento que o apague ou boa-vontade que o perdoe. O terrorismo é intolerável!
A todos o que fazem e fizeram o CHARLIE HEBDO, a minha solidariedade e homenagem.

sábado, 13 de julho de 2013

JORGE MIRANDA (1940-2013)


Em dia de Seis Nações, o telefone tocava e repetia-se: á hora certa no mesmo sítio? E lá nos encontrávamos no bar habitual, camisola de Gales vestida a torcer pelos nossos, a gozar com cada movimento, a rir-mo-nos, cúmplices, com cada vitória. Um rugbístico Cymru Am Byth fechava os festejos.

O comandante - comandou os Bombeiros da Parede - gostava de rugby, sabia de rugby e foi, anos a fio - uma vida - como jogador, como internacional, como treinador - foi campeão nacional com o rugby "azul clarinho" como lhe chamou o Pinto de Magalhães para referir um rugby de inteligência em vez do rugby das docas - e ainda como dirigente federativo, um membro querido, importante e influente da nossa comunidade de Rugby.

Gostavamos de falar um com o outro. De rugby muito, da política, onde alinhávamos pontos de vista, também. Davamo-nos muito bem. Até sempre, Jorge.

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