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terça-feira, 23 de setembro de 2025

FINAL DO MUNDIAL FEMININO 2025

 

A Nova Zelândia, aparecendo como favorita pela sua posição de bi-campeã mundial,  foi derrotada sem qualquer margem para dúvidas pela excelente Canadá que marcou 5 ensaios contra 3 das BlackFernes. As razões? Duas principais: a indisciplina das neozelandesas que concederam 10 penalidades permitindo conquistas de terreno e um “fácil” recurso canadiano ao maul; o facto das neozelandesas — estranho o facto do seu treinador, Allan Bunting, nada ter decidido para o alterar — colocarem sempre mais suas jogadoras nas formações-baixas (rucks) do que as suas adversárias permitindo sempre uma superioridade numérica, atacante ou defensiva, por parte das canadianas. E, por outro lado a qualidade e rapidez da disponibilidade da bola no pós-contacto por parte das canadianas, o que lhes permitiu a necessária rapidez de circulação da bola, tirando bom partido da desorganização defensiva neozelandesa. Uma bela lição táctica canadiana que lhes permitiu um 24-7 ao intervalo e quer o balneário neozelandês não encontrou formas de iguaslar.

No França-Inglaterra e pese o facto das francesas se terem superiorizado na generalidade do jogo — 61% de posse e 52% de domínio territorial — foram as inglesas a marcar 5 ensaios contra 3 das francesas. No MIDOL, uma antiga internacional francesa recomendava cuidado e concentração para que não fizessem penalidades uma vez que isso proporcionaria ás jogadoras da Rosa o acesso a alinhamentos que possibilitariam os mauls em que são exímias. Recomendava também que as francesas, no caso de alinhamentos no interior dos seus 22, disputassem a bola tentando perturbar uma conquista demasiado controlada e não ficassem no chão preparando-se para organizar a sua defesa de maul. Fizeram-no? Nem por isso e seguindo o catálogo trivial…permitiram uma conquista geral de terreno em maul de 33 metros e o facto de terem feito o dobro de passes de pouco lhes serviu. Mas diga-se também que a organização defensiva das inglesas — com uma capacidade adaptativa notável — foi muito capaz com 231 placagens. A 1ª parte  foi muito dura para ambas as equipas e terminou com um 5-7 inglês, apesar do domínio territorial de 62% e de posse de 65% das francesas. E as inglesas resistiram de tal forma que, marcando 4 ensaios depois do intervalo, dominaram absolutamente nos 10 minutos finais com 83% de posse e 54% de domínio territorial. Uma demonstração de coesão e equilíbrio colectivo que nos pode levar a apresentá-las como favoritas para a final. 



E sábado próximo teremos, para além da disputa do último lugar do pódio, a final entre canadá e Inglaterra que, jogando em casa, terá um Twickenham (pouco importa que agora se chame de outras maneira) quase pleno a “empurrar” para a vitória. O jogo — embora com a vantagem da enorme coesão colectiva da equipa da Rosa — poderá ter uma qualquer das duas equipas como vencedora. Seja como for, um jogo a não perder. 



terça-feira, 9 de setembro de 2025

MUNDIAL COM BOAS PERSPECTIVAS


 Também jogos muito interessantes com movimento, jogo de passes, defesas bem estruturadas e vitórias evidentes. Mas quem perdeu, mostrou-se, pesem embora os ensaios sofridos, conhecedor dos princípios do jogo.

E os jogos Inglaterra-Austrália, Nova Zelândia-Irlanda — a demonstração técnico-táctica das Black-Fernes foi qualquer coisa…—  e França-África do Sul foram bem interessantes em demonstrações de muito conhecimento táctico e boas combinações que se faziam manobras para ultrapassar defesas. Belos espectáculos.

Pelo que se viu neste final de Grupos, os quartos-de-final podem mostrar-nos jogos de grande competitividade e sem vencedor previsível. Os jogos serão:

  • Nova Zelândia (3º) - África do Sul (10º)
  • Canadá (2º) - Austrália (7º)
  • França (4º) - Irlanda (5º)
  • Inglaterra (1º) - Escócia (6º)
[entre parentesis o lugar no ranking mundial]

Como motivo muito interessante nas transmissões televisivas da Sport TV,  a notável demonstração de capacidade das comentadoras portuguesas femininas que nos mostraram de forma muito clara e compreensível as formas de jogar, dando-nos conta das vantagens de uma e outra equipa e ainda das qualidades objectivas das diversas jogadoras. Com as suas prestações, fizeram-nos compreender as suas muito boas capacidades de entender o jogo — bem como, como o afirmaram por diversas vezes, o seu gosto e encanto pelo jogo de Rugby e sua envolvente. Gostei muito da vossa prestação e muito obrigado pelo excelente serviço que nos prestaram.
Aqui ficam os vossos nomes:   
Carolina Torres, árbitra e jogadora internacional
Maria Teixeira, jogadora internacional
Marta Pedro, jogadora internacional
Cátia João, jogadora internacional
Matilde Góis, jogadora internacional
Maria Branco, jogadora internacional 
Luana  Romão, jogadora internacional
Mariana Onório, jogadora internacional


      




sexta-feira, 5 de setembro de 2025

INTERNACIONAIS DE FIM-DE-SEMANA

 

O jogo Nova Zelândia - África do Sul  realiza-se no “santuário” neozelandês de Eden Park onde os All-Blacks não são derrotados desde 1994 - derrota contra a França por 23-20 

Uruguai e Estados Unidos serão adversários de Portugal na próxima janela internacional de Novembro

Apenas os jogos referentes ao Grupo A — Inglaterra/Austrália e USA/Samoa — ainda podem definir quarto-finalistas uma vez que nos restantes Grupos os apuramentos estão definidos. No entanto dois jogos que terão transmissão televisiva — Nova Zelândia/Irlanda e França/África do Sul — serão com certeza interessantes de ver.


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

SÓ DÚVIDAS NOS USA E AUSTRÁLIA

 


No final da 2ª jornal deste Mundial Feminino, estão já qualificados para os quartos de final:

    - Inglaterra
    - Canadá
    - Escócia
    - Nova Zelândia
    - Irlanda
    - África do Sul
    - França
Apenas no Grupo A — fazendo jus ao equilíbrio mostrado pelo empate surgido num bom e disputado jogo entre a Austrália e os Estados Unidos — não está decidido o 2º lugar de apuramento, dependendo a qualificação da vitória com “ponto de bónus ofensivo” dos Estados Unidos sobre Samoa e que a Austrália, perdendo, não consiga um “ponto de bónus defensivo” no seu jogo contra a Inglaterra.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

INGLATERRA MOSTRA-SE CANDIDATA


Sem problemas de maior a Inglaterra mostrou a sua superioridade e a como pode pretender atingir o título final.

Na sua estreia a  Maria Heitor esteve bem e teve uma intervenção importante e correcta.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

ABERTURA MUNDIAL FEMININO

 

Jogando em casa e sendo a equipa que ocupa o 1º lugar do Ranking Mundial Feminino, a Inglaterra é a favorita deste jogo inaugural por números muito elevados — 51 pontos de diferença de acordo com a previsão. Vamos ver até onde resiste o “quinze feminino” dos os Estados Unidos…

… e, do lado de cá da televisão, apoiarmos a “nossa” Maria Heitor.


A Inglaterra fez o que se esperava, ganhando por enorme diferença de pontos. Mas curiosamente as estatísticas das duas equipas estão muito próximas — a USA tem 52% de POSSE e 49% de TERRITÓRIO e sofre 11 ensaios apesar de 88% de Sucesso nas Placagens (falhou 17 placagens contra 19 falhadas pelas inglesas) — com excepção das penalidades e das formações-ordenadas que tiveram uma vantagem de mais do dobro para as inglesas que fizeram uma demonstração de enorme domínio neste sector. É também de relembrar o muito importante papel das duas pilares Botterman e Muir — na garantia da continuidade de movimento da equipa.

A demonstração de capacidade feita pela equipa inglesa para além de prometer jogos muito interessantes entre equipas equilibradas mostra a sua aposta para a vitória final. Este Mundial vai valer a pena ver porque as equipas vão mostrar interessantes capacidades e muito boa compreensão do jogo. A ver!

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

MARIA HEITOR NA ABERTURA DO MUNDIAL FEMININO


Começa nesta sexta-feira próxima pelas 19:30, na Sport TV7, o Mundial Feminino 2025 com o jogo de abertura Inglaterra-Estados Unidos e onde a nossa Maria Heitor estará presente como Árbitra Assistente da Árbitra Principal sul-africana Aimee Barret-Theron que terá como outra Assistente a Neozelandesa Natarsha Ganley.

Os nossos votos vão para uma boa prestação da Maria Heitor que tem vindo a demonstrar as capacidades que a levam a esta honrosa participação. Boa sorte, Maria!

quinta-feira, 15 de maio de 2025

MARIA HEITOR NO MUNDIAL FEMININO


 Maria Heitor foi nomeada como árbitro-assistente para o Mundial Feminino que se inicia, a 22 de Agosto, em Inglaterra, sendo assim o 1º membro português de Equipa de Arbitragem (Match Official)  a ser nomeada para um Mundial de Rugby de XV.. Parabéns e que tudo corra pelo melhor

TORNEIOS EM QUE JÁ ARBITROU

Rugby Europe Women’s Championship: 2023, 2025
Rugby Europe Women’s Trophy: 2021/22, 2022/23
Rugby Africa Women’s Cup: 2023
Rugby Europe Women’s Sevens Championship: 2022, 2023, 2024
Rugby Europe Women’s Sevens Trophy: 2021
Rugby Europe Women's U18 Sevens Championship: 2022, 2023, 2024

TORNEIOS COMO VÍDEO-ÁRBITRO (TMO)                                                                                  WXV 3: 2024


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