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domingo, 3 de julho de 2022

NÃO CONQUISTAR TERRITÓRIO E VENCER


 Nestes primeiros jogos-teste de Julho apenas um dos jogos  — o África do Sul-Gales — esteve próximo de enorme surpresa. Todos os outros jogos tiveram os vencedores esperados mas o Nova Zelândia-Irlanda foi um jogo notável que merece ser visto por quem gosta de Rugby. De notar também a pesada derrota da Roménia com a Itália — a previsão era de 5 ou 6 pontos de diferença — que, depois do susto que teve com Portugal, alterou a equipa mas, mais do que o poder italiano, foi o mau jogo da Roménia que criou o desastre da diferença de 32 pontos.

Apesar de não ter havido grandes surpresas houve coisas interessantes do ponto de vista táctico. Dois dos jogos tiveram — Japão-França e Nova Zelândia-Irlanda — como vencedores as equipas que menos posse de bola ou de domínio de terreno tiveram. A França teve 42% de posse de bola e 39% de domínio territorial, a Nova Zelândia teve também 42% de posse de bola e 40% de domínio territorial. E venceram…

Se o domínio territorial neste “jogo colectivo de combate organizado para a conquista do terreno com o propósito de marcar ensaios “ é de enorme importância para conseguir chegar à vitória como é que estas equipas ganharam os seus jogos quando o que parece é que foram os seus adversários que fizeram o jogo?

Não é fácil mas, como se viu, pode acontecer. Como? Com uma defesa de excelência, individual e colectiva e com a capacidade dos seus jogadores aproveitarem todas as oportunidades que o jogo ou os adversários lhes proporcionem. Ou seja, através da organização, capacidade de luta, placagens ofensivas e pressão suficiente para ultrapassar a linha-de-vantagem, a equipa não se mostrará vulnerável e raras vezes, deixará que os seus adversários quebrem a sua linha defensiva. E se souberem, cumprindo os princípios do apoio e da continuidade, utilizar as poucas bolas que conquistem ou lhes sejam entregues, a vitória pode, como foi, conseguida.

A França das 160 placagens realizadas só falhou 16 com uma percentagem de sucesso de 90%, conquistando 359 metros (36%) com a marcação de 5 ensaios e a Nova Zelândia das 197 realizadas apenas falhou 16, com, portanto, 92% de sucesso mas conseguindo 54% dos metros conquistados no jogo (409 metros) para marcar 6 ensaios. Não é fácil mas é interessante.

A África do Sul que venceu Gales no último minuto do jogo mas dominou durante todo o tempo a posse da bola com 57% e dominou territorialmente com 60% só fez 81 placagens com 91% de sucesso, obrigando Gales a 145 placagens com 25 falhadas numa taxa de sucesso de 83% e sofrendo ainda 4 cartões amarelos. E  terá sido o modelo de jogo sul-africano, muito repetitivo e com base mais no confronto físico do que em qualquer tipo de criatividade que, apesar do domínio, permitiu que Gales estivesse sempre próximo da vitória.

É claro que com o domínio concedido ou imposto é também preciso a sorte suficiente para que haja más escolhas atacantes ou erros na circulação da bola pelos adversários. 

Mas o essencial, não dominando o território, é que a defesa seja intransponível!

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

JAPÃO NATURALMENTE FAVORITO

 Portugl defronta, em estreia oficial, pela primeira vez — o jogo de 2007 foi um treino e não jogo oficial e que, por isso, ambos os países não atribuíram internacionalizações — o Japão, actualmente na 10ª posição do ranking da World Rugby.


Dada a diferença de posicionamento e de pontuação, o Japão é naturalmente favorito com a teórica vantagem de 19 pontos de jogo de diferença. 

Portugal tem neste jogo um teste para medir as suas capacidades competitivas em relação ao RE Championship 2022 que apura para o Mundial de França. Com ainda dois jogos dso Lusitanos antes do início da nova época internacional, os Lobos terão, a partir do que este jogo demonstrar, tempo de correcção e adaptação para a melhor preparação.

domingo, 29 de novembro de 2020

PORTUGAL NO 20º LUGAR DO RANKING


Portugal, apesar da menor qualidade do seu jogo, fez o que lhe competia, vencendo por diferença superior a 15 pontos [33 (5E,4T)-13(1E,1T,2P) e assim, com o direito ao correspondente factor-multiplicador, trocar de posição com a Russia  — como pode ser verificado a partir das 12.00 horas de 30 /11/2020 no site oficial da World Rugby —e colocar-se no 20º lugar da tabela do ranking da World Rugby. Um ganho!
A equipa portuguesa não melhorou, pelo contrário, o seu jogo em relação ao de sábado passado — os apoios foram menos frequentes com atrasos de chegada à zona eficaz e, muitas vezes, com falta de sintonia das linhas de corrida, restringindo-se assim a continuidade do movimento e dando mais hipóteses de recuperação à defesa brasileira. E muito por isso chegámos ao intervalo com o resultado de 7-6. Também o jogo ao pé não foi brilhante. 
Quer a França, cada vez mais e com 46 pontapés no último jogo, quer a Inglaterra, com 40 pontapés (os AllBlacks apenas chutaram 29 vezes) fazem do jogo-ao-pé a sua maior arma de conquista de território com o primeiro objectivo de jogar no meio-campo adversário. Portugal também parece ter aderido a essa estratégia mas, para que haja um verdadeiro tirar de partido dessa forma é necessário que o jogo-ao-pé tenha o objectivo de colocar problemas à defesa adversária e não seja apenas um chutar por chutar. Porque se assim não for, se não houver a capacidade técnico-táctica para retirar a equipa adversária da sua posição normal ou de conforto, o jogo transforma-se num mero ping-pong a ver quem falha primeiro... E o jogo-ao-pé português ainda está longe da eficácia táctica necessária, nomeadamente para poder explorar os corredores exteriores ao colocar dúvidas à tomada de decisão do trio de trás adversário.
Duas boas vitórias, claro. Mas, e devemos ter isso presente, contra uma equipa "muito média" que está longe de ter o nível dos nossos adversários directos no caminho do Mundial de França. 
Ganho dentro do campo, perdido cá fora é o mínimo que se pode dizer quando se percebeu que foi marcado um jogo, ainda por cima decisivo para o apuramento da fase final da Divisão de Honra, para a mesma hora do jogo da Selecção Nacional. Esta marcação, sejamos claros, corresponde a uma absoluta falta de respeito pela equipa nacional e para com a comunidade rugbística portuguesa. É óbvio que quando a Selecção Nacional joga não há outros jogos - em França, onde o campeonato não pára quando há jogos da selecção, os jogos deste sábado tiveram como último início as 18:45 locais para um França-Itália iniciado às 21:00 horas. E se a Académica, numa visão definida pela importância do seu interesse, esteve mal ao marcar o jogo para o mesmo horário — no sábado passado o jogo também em atrasado foi marcado para as 11:00 não colidindo com o jogo de Portugal — a Federação, mostrando-se distraída e ao não o impedir com recurso ao nº6 do Artigo 26º do Regulamento do Campeonato Nacional da Divisão de Honra que diz e transcrevo: "Nos fins‑de‑semana de actividade da Selecção Nacional de XV, não deverão realizar-se jogos do CNDH, salvo motivo de manifesta nem nessidade, o qual será determinado unicamente pela Direção da FPR.", não esteve melhor. Sobra a imagem de que nada disto tem importância, que jogos da selecção são uma espécie de entretenimento da malta ou que a modalidade se subordina aos interesses de cada um. E a tendência, se finalmente não se quiser compreender que a organização desportiva de rendimento vive da capacidade de articular colaboração e competição, será a de piorar o estado de coisas. E então não há sonhos que resistam.


 

sábado, 28 de novembro de 2020

PORTUGAL DE NOVO FAVORITO

Neste segundo jogo contra o Brasil, Portugal parte de novo como favorito e a diferença pontual, de acordo com o posicionamento no ranking, situa-se nos 14 pontos. Um ponto menos do que Portugal precisa — diferença de 15 pontos de jogo — para atingir os 62,44 pontos de ranking e assim, ultrapassando a Rússia (62,12), colocar-se no 20º lugar.

Situação nada impossível desde que a equipa portuguesa não se deixe iludir por facilidades que os 20 pontos de diferença de sábado passado podem parecer mostrar. Trata-se de um outro e novo jogo e os brasileiros vão querer apagar a má imagem deixada e a sua adaptação — dizem-se habituados à relva artificial e que terão tido dificuldades inesperadas com o piso — à relva natural que dizem já ser total, dar-lhes-à, pelo menos, um acrescento de moral. Que poderá terminar se os portugueses entrarem determinados e, explorando as fragilidades defensivas que os brasileiros mostram, cedo se adiantem no marcador. E não dando tréguas, verão os adversários tornarem-se cada vez mais impotentes à medida que o tempo passar.

De facto o Brasil mostrou incapacidades que não serão tornadas características positivas de um dia para o outro. Habituados que estão ao jogo dos tempos de outrora do choca-apanha e segue-choca e parecendo mais preocupados em contar fases do jogo do que em desequilibrar a defesa sem ser pela força — copiando muitas equipas que não têm capacidades de movimento adaptado ao movimento da bola e ao posicionamento dos adversários — a equipa brasileira terá, de novo, grandes dificuldades para tapar intervalos e segurar as nossas linhas.

Ganhar é o que se espera — e se conseguirmos ultrapassar a Rússia no ranking, melhor.  


Do outro lado do mundo um jogo a provocar as maiores expectativas: Nova Zelândia-Argentina. Derrotados no último jogo, os AllBlacks não vão querer deixar os seus créditos por mãos alheias — e desta vez já estão preparados para as provocações — tiveram treinos nesse sentido — e os "golpes" (porque sempre à margem da lei) nas formações-ordenadas  para desequilibrar a formação allblack os pilares argentinos, principalmente o direito, mudavam a posição da pega, violando a alínea d) do artigo 19.11 que diz que "todos as ligações dos jogadores devem manter-se do início até ao fim da formação-ordenada" e que tem como consequência a marcação de um pontapé-de-penalidade. Em face disto, Foster já fez as devidas e possíveis chamadas de atenção para os responsáveis da arbitragem.
Veremos o que dará, mas que o jogo vai ser muito duro, vai...
Na europeia Taça do Outono, dois jogos de fácil previsão: quer a França quer a Irlanda, jogando em casa, não terão quaisquer dificuldades em derrotar Itália e Geórgia respectivamente. O maior interesse da jornada vai para Llanelli para saber até que ponto conseguirá Gales — em mudança de processos diz Pivac — resistir à potência Inglaterra. Tão potente que ultimamente se tem dedicado às técnicas do sumo para limpar rucks ou defender os seus corredores laterais.A Escócia que teria como adversário os infectados fijianos que acabaram por não realizar qualquer jogo, folgam e ficam à espera dos acontecimentos.
Aconteçam que resultados acontecerem, um bom entretém com rugby "à séria" para quem, como qualquer um de nós, tem de ficar em casa abrigado da pandemia. Cuidemo-nos então no sofá e de olhos nas transmissões da Rugbytv e da SportTV.  



domingo, 22 de novembro de 2020

PORTUGAL DE MOVIMENTO


Portugal cumprir bem a sua obrigação de favorito, ampliando para 20 os previsíveis 11 pontos de diferença.

De certa maneira fui surpreendido pelo nível assim-assim da equipa brasileira que se desculpou por não ter conseguido adaptar-se ao jogo corrido dos portugueses. Que vinham de jogos de confronto frontal e que o ter que ir atrás da bola lhes deu cabo das pernas, justificou o capitão brasileiro... Livraram-se de boa... porque se os chutadores portugueses, Portela e Lucas, tivessem acertado os pés, então, o resultado seria enorme. 

Mas o que a equipa portuguesa fez chegou em termos de rendimento, ao garantir a vitória por uma diferença superior a 15 pontos, conquistando assim os pontos de ranking multiplicados pelo factor-prémio de 1,5 - se Portugal conseguir no próximo sábado um resultado idêntico, ultrapassará a Rússia no ranking da World Rugby.

O que achei mais interessante no jogo da selecção portuguesa foi a sua aproximação ao rugby de movimento - onde é o movimento da bola que comanda o movimento dos jogadores. Foi bom ver a preocupação do portador ou transportador da bola em garantir a entrega da bola a companheiros em vez de - como se vê sistemáticamente no campeonato nacional - ir para o chão. E foi mostra dessa preocupação diversos passes já realizados do chão para um companheiro que, em apoio adequado, aparecia para receber a bola. E melhor acertado este aspecto que virá com o tempo porque parece ser componente do modelo-de-jogo Lagisquet, homem do rugby-de-movimento, a equipa portuguesa, pode atingir uma dimensão competitiva muito interessante.

Aguardemos pelo jogo de sábado para uma certeza maior sobre a absorção do sistema.

sábado, 21 de novembro de 2020

PORTUGAL VOLTA AOS JOGOS INTERNACIONAIS


 Se não fosse a estória da pandemia e, como consequência, uns jogos internos que nem sempre têm a intensidade aproximada ao nível internacional, Portugal — jogando em casa — partia para o jogo de amanhã (que veremos como se o jogo fosse no estrangeiro) como favorito.

A diferença do posicionamento no ranking permite prever uma vitória por 11 pontos de diferença. Veremos. Mas o propósito — e também a obrigação — é de chegar à vitória. 


Fora de portas, um jogo de grandes expectativas entre a Austrália e a Argentina. Como se comportará a Argentina, depois da gloriosa vitória sobre os AllBlacks, num jogo de enorme tensão? Até que ponto australianos suportarão a pressão argentina? Como conseguirão mostrar-se eficazes no uso da bola? 
Na Europa, dois jogos promissores. O primeiro, à hora do Portugal-Brasil, o Inglaterra-Irlanda que, como já se espera, levou que Eddie Jones entrasse no campo dos jogos psicológicos — para ganhar o Mundial de 2023 é melhor começar a ganhar já...lá pensa ele.
Enquanto que o Gales-Geórgia servirá, acima de tudo, para permitir encaixar a equipa galesa — cheia de jovens que terão aí a oportunidade de se mostrarem capazes, o jogo de domingo entre a Escócia e a França será, para além de ser o único jogo do Grupo B uma vez que Fiji, com 29 infectados, está fora do torneio, o segundo jogo de bom interesse competitivo para além de permitir ver de novo uma das mais interessantes, Dupond e Ntamak, parelhas de médios da actualidade, irá também mostrar-nos como vai o evolução do "novo" jogo francês. Também ali há um Mundial, para mais jogado em casa, debaixo de olho.  


terça-feira, 10 de novembro de 2020

PREVISÕES CONTRARIADAS


A vitória, depois de copiosa derrota na semana passada, da Austrália sobre a Nova Zelândia (24-22) ficou, acima de tudo, marcada pela boa utilização, pelo árbitro, o australiano Nic Barry ,do protocolo (ver ponto 2 da figura acima) imposto pela World Rugby sobre as placagens altas e os contactos de ombro com o pescoço ou cabeça. Não há qualquer margem para dúvidas sobre a perigosidade da acção dos dois jogadores — um neozelandês e outro australiano — que foram expulsos: a cabeçada foi violenta e atingiu a cabeça do adversário. E o jogador australiano, Rob Simmons, já foi castigado em 4 semanas o que significa — porque a contagem não é, ao contrário do que erradamente se faz por cá, directa — que estará de castigo até 6 de Fevereiro de 2021...

E apesar de antigos jogadores internacionais, australianos e neozelandeses, se manifestarem contra os “cartões vermelhos” que estragam, dizem, o jogo ao reduzir o número total de jogadores em campo, não terão quaisquer razões para tal uma vez que o defeito é dos jogadores defensores que entram demasiado alto e que têm que aprender a defender mais baixo. Ou seja: o defeito não é do protocolo criado que está bem feito, mas sim do facto de alguns jogadores não se conseguirem adaptar às exigências. 


A defesa da saúde dos jogadores tem que estar em primeiro lugar, seja por razões da pandemia, seja por razões de expressão de violência e as placagens que atingem a cabeça dos adversários são muito perigosas — basta relembrar os maus resultados existentes no futebol americano cujos jogadores, mesmo com uso de capacetes, têm mostrados, passados anos, graves problemas. E este protocolo constitui um aviso para jogadores e treinadores que têm que encarar a colisão e a placagem de uma outra forma. O jogo tem que continuar a ser de combate mas com a segurança necessária para poder continuar a ser jogado. 

 

O jogo em si foi bom de ver e os australianos, com a troca do jovem abertura Noah Lolesio pelo muito mais experiente Reece Hodge, mostraram-se uma equipa muito mais capaz, utilizando uma defesa muito agressiva —  tão agressiva que, muitas vezes e pese o pouco rigor aqui demonstrado pelo árbitro, se deslocaram em fora-de-jogo cortando espaço e tempo e obrigando os allblacks a jogar longe da linha de vantagem (esta questão do fora-de-jogo constitui um problema nos jogos de rugby que se mostra demasiado constante e a que muitos árbitros se mostram alheios e que impede o desenvolvimento da continuidade do jogo, levando a demasiadas paragens de jogo no chão e diminuindo a sua espectacularidade.


Por seu lado os neozelandeses, que cometeram erros que não lhes são habituais — para além de não terem utilizado aquele que é, mesmo com o notável jovem francês Dupond, muito provavelmente o melhor formação do mundo, Aaron Smith —tiveram nos irmãos Barret a pior demonstração dos seus últimos jogos - o mais velho, Beauden, teve um jogo ao pé de grande ineficácia entregando, por sistema, a bola; Scott numa desconcentração imperdoável, apanhou um cartão amarelo e colocou a sua equipa a jogar em inferioridade numérica; o mais jovem, Jordie, esteve longe do seu habitual, mal no ar e mal na escolha das linhas de corrida. Mas no fundo, no fundo o que tornou o jogo allblack mais ineficaz foi a velocidade da entrega da bola nas transformações de jogo agrupado para o jogo ao largo. E essa falta de velocidade deu aos australianos o espaço e tempo de que precisavam.

E assim de uma derrota previsível por 13 pontos de diferença, a Austrália conseguiu um notável e inesperado resultado por dois pontos de vantagem.


A Espanha, depois de uma excelente vitória no primeiro jogo, perdeu com o Uruguai por 19-10 no que pode, para uma previsão de apenas 1 ponto de jogo de diferença, ser considerado um excelente resultado. Mas deva dizer-se, em abono da verdade, que o árbitro foi demasiado caseiro - o ensaio uruguaio é precedido de um passe-para-a-frente escandaloso - para que o resultado traduza uma verdadeira quebra espanhola. No entanto também foi um facto que os espanhois foram completamente ultrapassados nas formações-ordenadas — sendo arrastados e castigados com muitas faltas. E viram ainda 3 cartões amarelos. Ou seja, para além das dificuldades colocadas pelo adversário, a equipa espanhola foi demasiado indisciplinada para conseguir mostrar qualidades idênticas às demonstradas no primeiro jogo.


domingo, 17 de novembro de 2019

PORTUGAL CUMPRIU


O XV de Portugal fez, de acordo com a história das duas equipas e com um resultado com a diferença de pontos que o posicionamento do ranking indica, o que lhe competia: venceu!

O maior problema do jogo foi a ignorância do amadoríssimo cameraman chileno que, não percebendo nada do jogo, nunca conseguia mostrar imagens que nos permitissem perceber o que se passava para além do (às vezes suposto) portador da bola.

Com este resultado Portugal vai apresentar-se no designado 6 Nações B — o Rugby Championship — numa posição e com pontos superiores à Bélgica — o adversário a derrotar neste retorno para garantir a permanência. O que deverá dar boas perspectivas e permitir que o tempo ajude.

Porque o que falta, para já e mais do que tudo, a esta equipa é jogo. Isto é, jogar! Jogar para que a adaptação colectiva seja mais coesa e globalmente mais rápida. E aos seus jogadores falta um campeonato mais exigente que lhes permita tornar num só momento a sequência leitura-decisão-execução. O nível internacional não se compadece com aproximações, vive de momentos que se transformados em oportunidades não podem ser desperdiçados e o domínio desta sequência sem hesitação ou demora, deve tornar-se um hábito. E isso exige experiência.

Experiência que tem um laboratório em cada jogo que se disputa ajudado por cada treino que se faz.

Devemos todos perceber que sem resultados internacionais não há desenvolvimento nem consolidação da modalidade — porque sem uma boa imagem competitiva não há patrocinadores, apoios ou a melhoria da qualidade do que nos envolve. E a construção das condições necessárias para que os jogadores possam expressar as suas capacidades num caminho de excelência — o desporto de rendimento é disso que trata — depende dos clubes e dos treinadores que escolhem para comandar as suas equipas. E tudo isto depende da capacidade de criação de um sentimento de pertença no rugby português. Que tem na preocupação pelo resultado a sua tradução.

Estes dois jogos da digressão à América Latina expuseram os jogadores e mostraram as qualidades e possibilidades de cada um — de uns mais do que outros, naturalmente. O seu futuro, para além de depender deles próprios, depende daquilo que queiramos fazer do rugby em Portugal.

E não se pode perder tempo — porque os adversários não o estão a perder. E os sonhos, sabe-se, podem morrer na distracção.

domingo, 8 de setembro de 2019

IRLANDA EM PRIMEIRO E PORTUGAL A SUBIR

Com uma “standing ovation” na despedida da sua selecção em jogos em casa do formidável Rory Best — homem da Irlanda do Norte que não sabe, como todos os seus companheiros, o que encontrará no seu país, na volta do Japão, depois do cenário Monty Python montado pela senhora May e senhor Jonhson acrescentado pelas mentiras das redes sociais — a Irlanda vai chegar ao Mundial colocada na primeira posição do ranking mundial.

A vitória da Irlanda é justificada apesar da excelente entrada galesa — 52% de posse de bola e ocupação territorial. No entanto a esta entrada de dragão — que chegou a impôr uma vantagem estatística brutal mas incapaz de traduzir esse domínio em pontos— correspondeu uma 2.ª parte de muito má demonstração de capacidades, nomeadamente de condição física, ao ceder aos irlandeses 78% de posse da bola e 85% de ocupação territorial. E se Gales, que desce ao 5.º lugar, melhorou na formação-ordenada, a sua utilização de bola foi desastrosa — com excepção do ângulo de corrida do ensaio de Hadleigh Parkes que se espera possa servir de lição. Nomeadamente nos três-quartos — que se passa com o centro Jonathan Davies? — onde ninguém encontrou a fácil solução da “dobra” para contrariar a defesa “em cunha” irlandesa. De tudo o mais, apenas um facto relevante: Dan Biggar depois de uma excelente intercepção (mas poderia ter passado a bola a North) e numa absoluta demonstração de espírito desportivo, disse ao árbitro, substituindo-se ao TMO, que não tinha marcado ensaio. Bonito, decente e sério!

Esta fraca demonstração galesa a tão poucos dias do início do Mundial pode significar que Gales não se apresenta como candidato não se mostrando capaz de traduzir a sua prestação num mínimo de presença nas meias-finais? Em princípio, não! Porque pode — acredito que sim — apenas tratar-se do facto de, à distância temporal adequada, terem tido uma carga de treino — “vergando a mola” — muito elevada com alta intensidade nas últimas duas, três semanas para, quando libertos e baixando o nível de entrega física, se apresentem na melhor condição em cima da competição, principalmente quando do jogo com a Austrália. A ver... mas o pior parece ser a dificuldade de mais do que um “abertura” em condições de alto nível de rendimento.

O Japão que em 2015 criou a enorme surpresa de vencer por 34-32 a África do Sul foi, desta vez, cilindrado por uma diferença de 34 pontos. Mostrando aos mais distraídos que os sul-africanos, tendo alterado em muito o seu conceito de jogo de colisão, são potenciais candidatos ao título — e o jogo de 21 de Setembro com os AllBlacks, embora em nada decisivo, já está a criar enormes expectativas.

A Geórgia, nosso adversário directo na aposta estratégica de Patrice Lagisquet de colocar Portugal no Mundial de 2023, limitou-se, de novo contra a Escócia, a mostrar a distância a que se encontra das cinco melhores equipas europeias. No entanto e pelo sim, pelo não, deveremos, neste Mundial, sermos todos georgianos — a ver se, mais uma vez, se apurarão directamente, deixando o caminho português mais fácil.

Nós, Portugal, sentados em casa e com a época ainda por iniciar, subimos um lugar (21º) na tabela do ranking mundial com a derrota do Canadá a traduzir a única vantagem de jogar contra equipas de baixíssima categoria que permitiram as vitórias pontuáveis. Mas, estejamos atentos: em Novembro e no início de um percurso de quatros anos de difícil mas possível êxito que exigirá de jogadores e clubes uma particular e empenhada atitude, estaremos na América do Sul para jogar com o Brasil e Chile. E aí começaremos nós... porque o Mundial, fechadas agora todas as contas da preparação, começara, dentro de 11 dias, a valer.

domingo, 25 de agosto de 2019

INGLATERRA ARRASA IRLANDA


A Escócia foi suficientemente resiliente para tornar a França uma equipa muito distante daquela que se mostrou no primeiro jogo em Nice. Subindo mais rapidamente em defesa, os escoceses souberam também desdobrar-se de acordo com os movimentos do ataque francês, anulando-o. E o jogo-ao-pé dos escoceses veio demonstrar que a tentada nova organização do último reduto francês ainda está muito longe da eficácia necessária — ou porque a exigência de decisões que se coloca aos jogadores franceses é ainda pouco compreendida ou porque o sistema é demasiado frágil perante jogadores com bons pés e boa capacidade de leitura. Aos franceses resta um jogo contra a Itália para alinharem os movimentos e as articulações que possam garantir a coesão necessária à prestação competitiva que pretendem no Mundial.

Em Twickenhan, a Inglaterra tomou conta do relvado e fez o que quis, marcando 8 ensaios, duma Irlanda que ainda está no início da sua preparação e, portanto a uma grande distância dos ingleses. E só isso pode explicar o facto de terem tido 38 falhas de placagem e, por erros de articulação lançador-saltador, terem perdido 5 bolas no alinhamento.

Com este resultado a equipa inglesa passou para a terceira posição do ranking e a Escócia voltou a ocupar o 7.º posto. Na próxima semana com o Gales-Irlanda as posições do ranking voltam a ter possibilidades de mexida...

... e com isto tudo o Mundial promete.

sábado, 2 de dezembro de 2017

UM JOGO DE TRIPLA


Por erro nos Pontos resultantes a tabela inicial foi alterada posteriormente
Apesar de jogar em casa Gales não é favorito e, para ganhar, terá que estar ao seu melhor nível. Procurando adaptar-se à forma de jogar contemporânea em que a adaptação se mostra mais importante do que o cumprimento de estruturas ou planos, Gales tem,  no entanto, mostrado uma ineficácia preocupante - nos recentes jogos de Novembro apenas conseguiu a média de 1,7 ensaios por jogo apesar da maior posse de bola. Existem - vêem-se - tentativas de jogar diferente mas tudo se perde em falhas técnicas - parece que os jogadores não dominam as técnicas necessárias para criar um jogo expansivo e capaz de rapidamente se adaptarem ao que se desenrola na sua frente. Se isto parece ser verdade também pode ser que seja apenas a falta de coesão do colectivo num modelo que é novo. Até porque, para quem já viu jogar os Scarlets, a ideia que se fica das capacidades técnicas dos jogadores galeses é boa e capaz de um jogo vibrante e espectacular. Veremos o que teremos este sábado.

A África do Sul, apesar da vitória sobre uma França longe dos seus melhores momentos, tem sobre si o peso da enorme derrota contra a Irlanda (38-3) que tentará fazer esquecer. Procurando igualmente um tipo diferente de jogo que baseava na força dos seus avançados e na capacidade de choque dos seus jogadores os seus maiores trunfos, os sul-africanos têm também encontrado dificuldades para garantir a eficácia do seu jogo.

Jogo de tripla, terá no factor público um dos elementos de superação - e sabemos como é o apoio da multidão que estará no Principality Stadium...

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

RUGBY FEMININO DO SPORTING EM PARIS

Sporting no feminino a atacar as Pink Rockets
O XV feminino do Sporting deslocou-se neste último fim-de-semana a Paris para jogar contra o Stade Français - as "PINK ROCKETS" - num jogo que teve na sua organização a mão de Arthur Gomes, português que foi internacional pela França, e que terminou 17-10 favorável às parisienses.

Pouco sei ainda do jogo para além do resultado e da muita chuva, mas percebo que um resultado destes - ponto de bónus defensivo - entre uma equipa que tem a sua maior experiência nos "sevens" e outra que joga XV e que foi vice-campeã de França Federal Feminina em 2016 é bom e demonstrou em campo aquilo que percebi nos treinos: as jogadoras do Sporting têm um notável espírito de lutadoras - autênticas Leoas - e apresentam uma notável atitude e coesão colectivas - o elevado nível de comunicação que utilizam é bem prova disso.

As dificuldades são ainda muitas - não é nada fácil passar do Sevens ao XV principalmente sem competição interna - e o próprio Arthur Gomes o constatou: "Isto é uma equipa de 7 a jogar XV..."

A convite do Rafael Lucas Pereira e do Nuno Mourão, treinador, participei na preparação deste jogo ajudando na área da formação ordenada. A passagem de FO de 3 para 8 traz novos problemas e obriga a novas aprendizagens, exigindo muitas horas de trabalho e a experiência de jogos. Embora as horas fossem curtas e a falta de jogos uma realidade, o excelente espírito de entrega, de vontade de absorção de conhecimentos, de gosto pelo jogo, tornaram a minha experiência no campo muito interessante, compensadora e, espero, útil.

Pelo menos pelo resultado conseguido, as perspectivas para a Taça Ibérica estão num bom patamar. O que aumentará o entusiasmo das jogadoras e, pelo desafio que representa, trará a continuidade da evolução.

Estou com enorme curiosidade de ver o filme do jogo de Paris.  

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

UMA OPORTUNIDADE


No primeiro jogo que fez com o então recém-chegado Brasil há três anos em S.Paulo, Portugal venceu por 68-0. Hoje o Brasil terá mais experiência e terá jogadores mais aptos para o nível internacional - provavelmente o facto dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 terem voltado a ter Rugby, embora Sevens, terá tido influência na adesão à modalidade - pelo menos houve diversos programas escolares para dar a conhecer o jogo à juventude brasileira. E também o Brasil, como país anfitrião, esteve presente na prova olímpica e o entusiasmo dos familiares que conheci - principalmente das mães - era enorme, numa clara noção que os seus filhos tinham participado num momento histórico.
Mesmo com tudo isso Portugal é favorito - por mais experiente e com um passado mais habituado a estas andanças da competição internacional - e tem a obrigação de ganhar o jogo sem margem para dúvidas. 
O prognóstico possível através do ranking da World Rugby a que se acrescenta o índice diferenciador de grupos aponta para uma vitória de Portugal por 23 pontos. O que significa que um resultado entre 20 e 30 pontos de diferença pode ser considerado normal, um resultado superior a 30 pontos é um bom resultado e um inferior a 20 pontos começa a poder ser considerado como resultado fraco. Tudo isto baseado no ranking e no percurso que as equipas têm feito e na qualidade dos adversários defrontados.
Portugal tem 29% de vitórias - contra 18% do Brasil - mas, com excepção da comum Alemanha (o Brasil perdeu, há semanas, os dois jogos por 16-6 e 36-14), defrontou adversários mais qualificados. O que, depois, se traduz na razão da diferença prevista. Mas mesmo que Portugal ganhe pelo resultado previsto ou superior, não conseguirá ultrapassar os 58,99 da acumulação germânica que se encontra posicionada no lugar imediatamente superior (24º) aos portugueses.
Este Portugal-Brasil é uma excelente oportunidade para fixar e consolidar processos e garantir a confiança necessária para jogar de acordo com o que está na sua frente. Ser permanentemente reactiva, atacando pontos fracos e lançando os fortes, é o que se pede à equipa portuguesa num jogo em que a pressão é diminuta e apenas exige uma vitória capaz.
Nota: para tristeza dos nossos pecados - Pergunto aos deuses nos céus/ Todos me dizem que é só/Má fortuna e erros meus. - começa este fim‑de‑semana o World Rugby Sevens Series 2016-17 no Dubai e sem a presença portuguesa. Tenho pena!


sábado, 22 de novembro de 2014

UM JOGO DE SUPERAÇÃO

O jogo de hoje entre Portugal e Namíbia não vai ser fácil. Duas equipas praticamente empatadas no World Rankings e separadas por uma diferença de apenas 1,38 pontos - Namíbia no 22º lugar com 59,11pontos e Portugal no 23º com 57,73 pontos. Proximidade que, sendo Portugal o vencedor, irá permitir a troca de lugares no ranking - caso contrário, Portugal, descerá uma posição, trocando com a Koreia.
Mas este jogo que se mostra equilibrado na aparência dos números foi desequilibrado pela IRB - agora World Rugby - que proporcionou já três jogos à Namíbia - vitória (58-20) sobre a Alemanha e derrotas com o Canadá (17-13) e Barbarians Français (35-14) - enquanto que Portugal fez o seu último jogo internacional a meio de Março passado. E esta diferença mostrar-se-á em campo com uma maior capacidade de ritmo por parte dos africanos. Que os portugueses terão que igualar, habituados apenas ao ritmo do campeonato interno - e sabe-se, todos os países o sabem e por isso as diversas competições de nível intermédio, quão diferente é o ritmo exigível no nível internacional. Quer isto dizer que, por esta diferença de ritmo, Portugal vai, inevitavelmente, perder? Não!
Mas quer dizer que os jogadores da equipa portuguesa têm que entrar para o campo disponíveis para serem uns pelos outros em mais ocasiões e mais tempo do que quando tudo parte do mesmo pé competitivo. Um esforço físico e mental superior mas, apostamos, compensador.
Gosto muito de um conceito de um reconhecido treinador americano, Dean Smith, que assim definia para os seus jogadores o plano em que deviam jogar: play hard, play together, play smart. Que, traduzido para o domínio do rugby, se traduz assim: joguem duro, impondo-se ao adversário seja qual for a zona do terreno e qualquer que seja a situação que este jogo colectivo de combate vos obrigue, nunca desistindo; joguem juntos, sem resguardo e cobrindo-se e defendendo-se uns aos outros, eliminando e transformando erros e sendo de tal maneira solidários que a totalidade da equipa possa ser superior à soma das capacidades dos seus jogadores; joguem de forma inteligente, detectando desequilíbrios e fraquezas para surpreender os pontos fracos do adversário e impôr os pontos fortes, descobrindo, em cada avanço, em cada conquista, a oportunidade de chegar aos pontos. É este jogar duro, juntos e de forma inteligente que se pede aos jogadores portugueses desde o primeiro apito do árbitro argentino Federico Anselmi.
Ao contrário do que se possa pensar, Portugal não se apresenta em inferioridade física perante os namibianos. A diferença, com vantagem de 22 Kgs para a Namíbia, do bloco de avançados é irrelevante - a capacidade técnica introduzida pela Força 8 será factor favorável aos portugueses - e a altura média do Alinhamento é equivalente - 2 cm favorável aos portugueses com peso óbvio dos 2,02 metros de Gonçalo Uva. O que significa que a conquista se traduzirá num normal equilíbrio entre as duas equipas, significando que Portugal terá a posse do número de bolas suficiente para uso eficaz. 
Neste quadro, pode dizer-se que será a atitude dos jogadores de cada equipa que ditará o resultado final do jogo. O que faz do factor casa um elemento essencial para levar a selecção portuguesa à vitória.
Das bancadas espera-se, portanto, um apoio que faça, seja qual for a situação, os jogadores acreditarem que são capazes, que é possível, pela simples razão que os seus apoiantes, os seus fãs, assim acreditam. 
Pena é que haja jogos das provas internas em zona próxima do jogo internacional marcados para a mesma hora. O que impedirá a presença considerável de jogadores, treinadores e árbitros.
Um jogo internacional é - deve ser - para uma modalidade desportiva o máximo ponto de encontro dos amantes da modalidade. O rugby português não foge - não pode fugir - à regra. A presença na bancada dos companheiros de equipa de quem está no campo a defender a camisola portuguesa é reconfortante, pode ser inspiradora e ser ainda um factor de superação. O seu apoio, se mantém a mística do jogar por uma selecção nacional, dá ao jogo a escala, dimensionando-a, das capacidades habituais pelas quais se foi seleccionado - e que se traduz no conforto de uma piscadela de olho, de uma palmada nas costas, da demonstração de confiança antes do começo do combate.
Por outro lado a não presença nas bancadas dos companheiros - por decisão dos dirigentes dos clubes pela sua responsabilidade na marcação horária dos jogos - representa uma criticável atitude de secundarização do jogo internacional. Não sendo uma atitude concordante com a missão das federações desportivas - em que a competição internacional é uma das suas principais razões de existência actual - esta atitude de marcação de jogos em, praticamente, sobreposição com jogo internacional é, obviamente, um erro na perspectiva da valorização dos seus próprios jogadores. Saber e ver que um companheiro com quem se joga e treina todos os dias atingiu o nível máximo que um atleta ambiciona - jogar pela selecção portuguesa - mostra que o sonho é possível. E esta consciência traduzir-se-á numa maior adesão ao treino e à superação, numa melhoria da prestação desportiva e, portanto, numa vantagem para o clube.
Ignorar as vantagens da adesão aos jogos internacionais como ponto de encontro maior dos amantes da modalidade, é um erro que pode fazer o rugby português pagar cara factura. Por sobreposição dos valores de uma prática desportiva de lazer aos valores do desporto de rendimento.

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