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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ALTERAÇÕES NO RANKING



De novo e se as minhas contas estiverem certas, esta será a Tabela classificativa do Ranking IRB que amanhã - 25 de Novembro - aparecerá na página oficial da International Board. Como "dono e senhor" do primeiro lugar a Nova Zelândia e o hemisfério sul a dominar o "podium" a não ser que no próximo sábado uma vitória de Gales coloque a Inglaterra de novo em terceiro-lugar.
Deste fim-de-semana o melhor resultado pertenceu à Geórgia que, num jogo onde não tinha qualquer   favoritismo, derrotou Samoa classificada em 9º lugar. Logo a seguir, em melhores resultados, a Argentina do "nosso" Daniel Hourcade que, num jogo entre "os piores dos melhores" dos dois hemisférios, venceu a Itália em Roma quando em teoria a sua derrota era o resultado esperado.
Dos nossos adversários directos no 6 Nações B e para além da Geórgia que parece começar a navegar noutros mares, só a Espanha perdeu lugares e pontos de ranking embora a Rússia também tivesse, como Portugal, perdido pontos de ranking enquanto que a Roménia manteve pontos e lugar. Difíceis perspectivas para Fevereiro para quem, como nós, deitou demasiados pontos fora.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

JANELA DE NOVEMBRO: PERDAS E GANHOS


Dos doze já qualificados para o Mundial de 2015 já se sabe quem fica em cada Jarro. Gales terá o maior sofrimento até saber se fica nalgum "grupo de morte":  terá sempre defrontar duas feras para defrontar.
Neste mês de Novembro houve quem ganhasse e perdesse posições no ranking da IRB. Uns perderam posição, outros pontos e outros ganharam uns e outros.Vejamos quais:

Perda de Posição:
- Inglaterra - era 4º no início de Novembro, terminou em 5º com a consequência de ter perdido o 1ºjarro;
- Gales - era 6º e hoje está em 9º com entrada apenas no 3º jarro;
- Escócia - era 9º e encontra-se em 12ª lugar

Perda de Pontos
- Nova Zelândia - tinha 92,91 pontos e com a derrota contra a Inglaterra passou para 90,08 sem perda da 1ªposição; 
- Escócia - tinha 77,97 pontos e hoje encontra-se com 75,83 pontos

Ganho de Lugares
- África do Sul que de 3º se encontra agora em 2º lugar;
- França que passou de 5º para 4º lugar e conseguiu ser cabeça-de-série para o sorteio de hoje;
- Irlanda colocada em 6º lugar quando era 7º no princípio do mês;
- Samoa com um belíssimo salto de 10º para 7º e lugar no 2º jarro do sorteio;
- Itália de 11º para 10º;
- Tonga de 12º para 11º.

Ganho de Pontos
- África do Sul de 84,69 para 86,94
- Austrália de 86,37 para 86,87
- França de 83,03 para 85,07
- Inglaterra de 83,09 para 83,90
- Irlanda de 79,85 para 80,22
- Samoa de 76,23 para 78,71
- Argentina de 78,63 para 78,71
- Itália de 76,03 para 76,24
- Tonga de 74,79 para 76,10

Agora resta, esperar o sorteio.   

sábado, 1 de dezembro de 2012

HÁ FESTA EM INGLATERRA

Não há com certeza pub inglês que não esteja ainda cheio de gargalhadas a comentar o jogo de uma notável e inesperada vitória do quinze de Inglaterra contra os campeões do Mundo, os All-Blacks. E por 38-21: com ensaios e a jogar-se rugby. Bom rugby. Uma festa.

E foi pena que os portugueses que gostam de rugby não pudessem ver este magnífico jogo. Como foi possível a vitória dos ingleses? Como resposta, a primeira que me lembro pertence a António Oliveira, jogador e treinador internacional de futebol, que rematou assim a explicação para um golo inexplicável: quem viu, viu; quem não viu, não viu. Não há explicações, devia ser visto.

E sobre o resultado quanto tudo apontava para a vitória, com folga dos All-Blacks? Há muito que outra grande figura do futebol português, o lateral direito do F.C. do Porto e da Selecção Nacional, João Pinto, avisou: Prognósticos?! Só no fim do jogo!. E foi o caso: dados antes, falharam rotundamente; dados depois, acertariam em cheio. É este o sortilégio do Desporto, podem haver sempre cisnes negros enquanto enormes surpresas que depois toda a gente é capaz de explicar. E é a sorte das casas de apostas: a imprevisibilidade do desporto. Um jogo, portanto.

A Inglaterra preparou-se para o jogo da sua vida. E fê-lo.

Criando uma enorme pressão - o que lhe permitiu ter a maior percentagem de posse de bola - levou os neozelandeses a cometerem faltas em zonas críticas que permitiram o dominío do marcador - chegaram a 15-0 - pelo pontapé do abertura Farrell. E quanto a volta parecia perdida com os dois bons ensaios dos All-Blacks a colocarem o resultado em 15-14, o quinze inglês teve uma estupenda reacção: acreditou, jogou e ganhou! E notável foi ver, do lado neozelandês já se sabe que assim é, os jogadores ingleses a atacarem intervalos com a preocupação de dominarem a linha de vantagem. É avançar, minha gente! conquistando o terreno profundo, depois do bom trabalho de conquista da bola e da sua parte de terreno por parte dos avançados, para perfurar ou explorar o espaço lateral já então livre - e a defesa neozelandesa viu-se em palpos de aranha para fazer frente a estas cavalgadas: defendo o de dentro e deixo o de fora à vida ou ao contrário? (pergunte-se a Conrad tSmith que se viu mais do que uma vez metido nesta embrulhada); preocupo-me com o passe interior ou defendo a passagem pelo corredor exterior? (pergunte-se a Dan Carter que se viu, mais do que uma vez, ultrapassado por fora). Erros defensivos? Não, decisões que resultaram erradas na escolha múltipla que foram obrigados a fazer. Qualidade do ataque inglês portanto: que, conquistando a linha de vantagem criou a superioridade numérica necessária para que a defesa neozelandesa tivesse de se desmultiplicar a tapar buracos.

Gales perdeu (14-12) na última jogada do desafio contra a Austrália que marcou um ensaio - o único do jogo - por Kurtley Beale. E assim passou para a terceira jarra do sorteio - ultrapassado por Samoa e Argentina que ficam na segunda jarra - e começou mal o vizinho Mundial de 2015. Do outro lado deste espelho, a alegria de Samoa que hoje festejou a entrada nos oito primeiros lugares do ranking da IRB e a vitória do Seven7 do Dubai ao vencer a Nova Zelândia na final. Grande dia!

Portugal, não vencendo - como esperado - qualquer jogo do segundo dia contra os melhores, os da Cup, subiu quatro lugares - é agora 11º com os mesmos onze pontos que a Austrália - na classificação geral do World Series. Para a semana haverá mais, em Port Elisabeth, no estádio - que honra! - Nelson Mandela. Esperamos com curiosidade o que nos trará a experiência agora ganha por estes promissores miúdos.

FECHO DA JANELA



Para fecho da janela internacional de Novembro e já um pouco à margem do habitual - três jogos em digressão é, para a IRB, o ideal - faltam apenas dois jogos: Inglaterra-Nova Zelândia e Gales-Austrália.

Em teoria o prognóstico é simples; ganham os visitantes. A Nova Zelândia ganhará por uma diferença de cerca de 18 pontos; a Austrália vencerá por cerca de 11 pontos. Na prática se verá.

A Inglaterra, depois de apenas uma vitória contra Fiji, joga apenas pelo prestígio: qualquer que seja o resultado não sairá da 5ª posição do ranking IRB e, portanto, ninguém a tira da segunda jarra do sorteio do Mundial. Já Gales, para além do prestígio, joga a sua posição ns segunda jarra - se perder será ultrapassado por Samoa que brilhará na sétima posição do ranking.No entanto, ganhando, ultrapassará a Irlanda.

Este risco que Gales corre está a provocar algumas tensões na imprensa galesa: preferiram o dinheiro à posição para o sorteio, afirmam. E não se importaram - por pura ganância, dizem - de defrontarem duas feras no próximo Mundial. Dir-se-á: o dinheirinho já cá canta e o sonho da vitória da equipa está sempre vivo. Veremos se compensa. Mas em princípio só a alma ou a crença não ganham jogos. E Gales esteve longe do brilhantismo da época passada...

Por seu lado a Nova Zelândia tem a oportunidade de, finalmente e após três vitórias, marcar pontos no ranking IRB. Até agora a diferença entre as equipas, mesmo jogando em casa, era tal que, por maior que a vitória fosse, os All-Blacks, de acordo com as regras do ranking, não acumulariam pontos evitando assim a abertura de falsos fossos entre as equipas. Como escreve, num exagero engraçado, um jornalista britânico (cito de cor): ninguém percebe como funcionam as regras do ranking mas funcionam bem. E o que é facto é que a sua aplicação se mostra capaz de definir os posicionamentos de acordo com as capacidades de cada equipa traduzida pelos seus resultados. E funciona muito melhor do que outros, desencorajando a procura de jogos de desequilíbrio evidente porque aí o mais forte corre riscos e o mais fraco nada tem a perder. E ninguém aparece nos dez primeiros sem resultados capazes.

Em relação ao sorteio do Mundial da próxima segunda-feira um jogo apenas - o de Cardiff - pode provocar mudanças na colocação nas jarras. E Samoa, descansada e a ver os seus jogadores de Seven7 no Dubai, à espera.

domingo, 25 de novembro de 2012

QUATRO PRIMEIROS ENCONTRADOS


Com os resultados deste fim-de-semana e quaisquer que sejam os resultados do próximo, a primeira jarra dos cabeças-de-série para o Mundial de 2015 está preenchida com Nova Zelândia, África do Sul, Austrália e França.

A grande surpresa - "Rugby is the soul of Tonga and it's going to bring our people together." foi conseguida por Tonga - a jogar mais de 20 minutos com catorze jogadores para além dos últimos minutos apenas com treze e marcando os dois únicos ensaios do jogo - que venceu, em Aberdeen, a Escócia (21-15), ajudando sobremaneira a colocar a pergunta que esta janela internacional de Novembro obriga: o que se passa com o rugby do hemisfério norte?. Derrotas de Gales, Itália - ambas previsíveis - e da Inglaterra com apenas vitória da Irlanda sobre a Argentina - por números inesperados (46-24) - deram algum alento ao rugby europeu - a vitória da França era esperada e, diga-se, naturalmente obrigatória.

Em termos de ranking e em relação ao anterior, veremos a Irlanda a subir ao sexto lugar e a Argentina a voltar ao início da digressão: 8º lugar, se o acerto das milésimas não vier dizer que foi ainda ultrapassada por Samoa - nas minhas contas terão a mesma pontuação arredondada de 78,71. Veremos segunda-feira se tudo bate certo.

Para a confiança dos nossos adversários de Fevereiro os resultados não foram os melhores: derrota da Geórgia (19-24) frente a Fiji e derrota da Roménia (3-34) com os Estados Unidos.

sábado, 24 de novembro de 2012

MUDANÇAS?


Se a lógica imperar, as mudanças serão muito reduzidas neste penúltimo dia da janela internacional de Novembro: haverá apenas uma troca entre a Irlanda, se vencer o jogo entre ambos, e a Argentina. A França, tudo o leva a crer, consolidará a procura do quarto lugar (a Inglaterra não se tem mostrado capaz de bons resultados a este nível mais elevado) e Gales manterá - a mais que provável derrota contra os All-Blacks, dada a diferença de posicionamento, não lhe custará pontos no ranking - o oitavo lugar.

Pena, pena é que não vamos ter a visão dos melhores jogos deste fim-de-semana, o Inglaterra-África do Sul e o Gales-Nova Zelândia - deixando já de fora um Irlanda-Argentina - só serão acessíveis em canais estrangeiros. O nosso acesso, embora a três outros jogos, fica-se por jogos de menor importância e dimensão. Sinto-me como um pobre: dão-me só parte do que preciso mas devo ficar agradecido...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PORTUGAL NO 21º LUGAR

Por uma distracção imperdoável - erro de não ter considerado que a Geórgia, ao perder o jogo com o Japão, desceria um lugar e seria 17º do ranking e não 16º como ficou considerado no quadro que publiquei - coloquei Portugal no vigésimo lugar e não no correcto lugar de 21º. As minhas desculpas.

Portugal, com os resultados desta digressão à America do Sul, subiu 6 lugares - uma das selecções que mais lugares subiu nesta janela de Novembro - no ranking da IRB. Um feito nada negligenciável tendo em vista, repete-se, o apuramento para o Mundial de 2015.

Aqui fica o gráfico certo com a qualificação actual. Nesta área que nos importa e no próximo sábado os jogos Roménia-USA e Geórgia-Fiji vão concerteza alterar ainda os posicionamentos hoje oficializados.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

QUARTO LUGAR COM DONO?

A luta pelo 4º lugar parece pender definitivamente para a França - a Inglaterra, perdendo em casa com a Austrália, pode ter deitado fora a hipótese a que só a combinação de duas vitórias contra África do Sul e Nova Zelândia e a derrota da França contra Samoa poderá ressuscitar.

Para além da derrota de Gales - o que poderão fazer no próximo sábado contra os All-Blacks da Nova Zelândia? - a outra surpresa foi a derrota inglesa contra a Austrália que assim se redimiu dos trinta pontos que sofreu em Paris e ganhou uma nova confiança que o jogo em Itália poderá ainda ajudar para um fecho de digressão em Cardiff de acordo com os seus pergaminhos - este jogo, no 1 de Dezembro, deverá ser de não perder; para Gales pode ser a última oportunidade de uma vitória...

Como curiosidade, o facto do França-Argentina, ter tido apenas 9 formações ordenadas durante todo o jogo, sendo a primeira com 39' de jogo já decorrido - alguma coisa anda a mexer, a mudar. O jogo de passes melhora, as decisões do passar ou penetrar são mais eficazes, o apoio está lá à disposição do portador. E o movimento parece estar a ganhar uma importância cada vez maior. Assim seja.

domingo, 18 de novembro de 2012

NOVA VITÓRIA DE PORTUGAL

Se não me enganei nas contas, Portugal, com esta segunda vitória contra o Chile (28-22) na digressão pela América Latina e tendo em conta os restantes resultados deste sábado, colocou-se em 20º lugar do ranking da IRB com 59,63 pontos, ultrapassando Rússia, Namíbia, Bélgica e Uruguai.


À frente de Portugal e dos seus adversários do 6 Nações B continuam a Geórgia - 16º lugar com 66,74 pontos; a Espanha - 18º lugar com 65,04 pontos; e a Roménia - 19º lugar com 63,58 pontos. Mas as vitórias deram já - e mais ainda se se confirmar o salto de sete lugares - uma boa confiança para os confrontos de Fevereiro na disputa pela desejada presença no Mundial de 2015.

Excelente digressão, excelentes resultados a deixar uma boa imagem do rugby português num também excelente aproveitamento da oportunidade para nos colocar num lugar mais adequado do ranking internacional. Muito bem!

Esperemos pela confirmação oficial (isto é: que as minhas contas estejam certas) da posição e pontos amanhã pelas 12 horas.

sábado, 17 de novembro de 2012

NOVEMBRO QUENTE

Ao perder em casa com Samoa, Gales dever ter - a não ser que consiga duas improváveis vitórias sobre a Austrália e Nova Zelândia por quinze ou mais pontos - arrumado as botas em relação ao quarto lugar do ranking. Ao contrário, Samoa aparece ao assalto do 8º lugar para garantir entrada no segundo pote mundialista.

Esta janela de Novembro promete - a meio da semana a Espanha conseguiu uma boa vitória, na Namíbia, sobre o Zimbabué, dando novo salto no ranking e preparando-se para trocar de posição com a própria Namíbia - e o jogo França-Argentina será de não perder com qualquer dos dois a querer marcar pontos de ranking para posicionamento nos potes do sorteios de 3 de Dezembro.


Em Londres, um Inglaterra-Austrália também terá o interesse de permitir saber o real valor da equipa inglesa que, lembre-se também sonha com o 4º lugar do ranking. A Escócia bate-se com a àfrica do Sul e a Nova Zelandia vai ter tarde fácil contra a Itália. Por muito que os italianos se batam no campo não vão conseguir parar a máquina de jogar que são os All-Blacks - o jogo vai valer pelo mostra da capacidade neozelandesa, pelos seus movimentos e técnicas. Que irão acontecer da melhor forma, num à-vontade pouco habitual nestas andanças de alto nível.

Portugal jogará em Santiago do Chile, contra o XV da casa, procurando a segunda vitória da digressão que permitirá culminar num salto - embora necessitando dos favores de terceiros - de cinco a seis lugares no ranking da IRB. Mostrando os dentes, se assim for, para o Seis Nações B de Fevereiro no caminho de uma pretendida nova presença no Mundial de 2015. Por aquilo que se foi sabendo do jogo contra o Uruguai, se a atitude dos jogadores portugueses for idêntica, as probabilidades da vitória serão efectivas. Á vitória, portanto!


Nos gráficos que se publicam pode ver-se o que pode mudar caso as equipas que jogam em casa - com excepção dos jogos de Portugal, da Itália e da Espanha onde se espera vitórias dos visitantes - façam a obrigação de vencer. É, naturalmente, uma previsão como outra qualquer e, como se sabe, prognósticos só no fim do jogo... Vamos a ver o que dá.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PORTUGAL VENCE O URUGUAI

Juntamente com a França e a Argentina, Portugal foi uma das surpresas - a mais agradável, diga-se - desta jornada da janela internacional de Novembro. Foram estas as três equipas que venceram adversários colocados em lugar superior do ranking IRB e que permitiu a cada uma delas subir alguns lugares.

De um ponto de vista de importância a melhor vitória  pertenceu à França (33-6) que se colocou em posição privilegiada para ser cabeça-de-série no sorteio do Mundial do próximo 3 de Dezembro. Já está em 4ª lugar e com hipóteses ainda - embora dependendo de terceiros - de poder incomodar a Austrália. Para já e no próximo sábado o adversário è a Argentina que, em Gales, se mostrou excelente vencendo com o relativo à-vontade de 26-12. Surpreendente e primeiro passo para garantir lugar no segundo jarro do sorteio. Quem, com derrota em casa contra adversário pior qualificado, parece ter ficado afastado definitivamente do primeiro jarro do sorteio é Gales - perdeu para a França quase 4 pontos, praticamente irrecuperáveis.

A França fez um jogo excelente contra os australianos - mesmo se favorecida no ensaio de Picamoles (uma saída directa pela esquerda da formação ordenada com conquista de terreno leva sempre a desconfiar da falta que o permitiu - e foram duas evidentes...) - numa demonstração de que o ataque e conquista da linha de vantagem constitui a chave do sucesso atacante e defensivo. Em ataque, o domínio da LV fixa os defensores não os deixando deslizar e obriga-os a subir mais lentamente, criando espaço de manobra que permite a utilização da superioridade numérica conseguida - e as linhas de corrida dos franceses foram tacticamente muito eficazes. Defensivamente e pela criação de superioridade numérica que a conquista da LV permite, os franceses puderam náo se deixar "consumir em demasia" sobre cada atacante e ter sempre jogadores disponíveis para intervir. O jogo França-Austrália foi muito interessante de ver, permitindo perceber a procura actual da criação de jogo com uma utilização da bola mais constante.  


Ranking IRB dos nove primeiros lugares a 12 de Novembro
Não deixa de ser interessante notar que muitos dos resultados deste fim-de-semana foram de números elevados para ambas as equipas mostrando uma interessante preocupação de utilização eficaz da bola. O que transforma o jogo num interessante espectáculo quer pela expressão da forma quer pela alteração de resultados.

O jogo dos All-Blacks com a Escócia foi uma maravilha de expressão da beleza do rugby. Se ao ataque e domínio da linha de vantagem - que já são bastante eficazes para impôr a capacidade de uma equipa - juntarmos, como o fazem os neozelandeses, a mudança de ângulos de corrida dos apoiantes garantindo que não existe paralelismo nas linhas de corrida, temos um luxo de utilização da bola. Para além da velocidade com que se apresentam para receber o passe... Mesmo se os riscos a correr de passes no limite do tempo ou passagens ligeiramente adiantadas junto ao portador da bola podem trazer alguns percalços. Mas quando a difícil sincronização existe, o movimento é imparável. Como se viu hoje de novo.     


Ranking IRB para as equipas próximas de Portugal a 12 de Novembro

Com a vitória sobre o Uruguai (32-25) - excelente num campo sempre muito difícil - Portugal conquistou pontos e lugares no ranking IRB e elevou os níveis de confiança para o jogo contra o Chile - que já ultrapassamos no ranking - do próximo sábado. Trazendo duas vitórias da América Latina a selecção nacional, para além de se aproximar do lugar que lhe compete - próximo do vigésimo lugar mundial - ainda transportará consigo uma outra forma de encarar os jogos de Fevereiro que contarão para o apuramento do Mundial. As reais possibilidades portuguesas de segunda vitória - o mais difícil está feito - parecem existir. Bastará - para impedir que algum diabo as possa tecer - que os internacionais portugueses mantenham a atitude competitiva de que hoje terão dado mostras. 

sábado, 10 de novembro de 2012

JANELA DE NOVEMBRO

Começam dentro de horas os diversos jogos internacionais da agitada janela de Novembro. Desta vez - embora pareça demasiado cedo por muito próximo do anterior campeonato do mundo e demasiado longe do próximo (consolida-se primeiro posições e depois renovam-se os quinzes?) - com o aliciante do posicionamento no ranking IRB do final de Novembro definir os quatro cabeças das séries do Mundial de 2015. Portanto este conjunto de jogos internacionais - há trinta (ou mais) equipas envolvidas nos mais diversos sítios do mundo - que constituem a janela de Novembro não contam apenas e como habitualmente para o prestígio e posicionamento no ranking IRB. Desta vez há um campeonato particular pela quarta posição no ranking e que - admitindo que os gigantes do hemisfério sul estão consolidados nas três primeiras posições - é protagonizado pela Inglaterra e França com Gales à espreita (ver quadro). 


A França - em 5º lugar no ranking - defronta hoje a Austrália num jogo que tem que vencer para garantir que se mantém como candidata a cabeça-de-série. Os pontos que conseguirá por vencer um adversário melhor qualificado permitir-lhe-ão ultrapassar a Inglaterra (ver linha branca no quadro) e ficar - porque terá adversários teoricamente mais acessíveis como Argentina e Samoa - à espera dos resultados ingleses que terão uma sequência muito difícil - abertura de aquecimento com Fiji com o maior risco de, se derrotada, perder o quarto lugar de vista (ver linha verde) a que se seguem Austrália, África do Sul e Nova Zelândia - mas que, com uma vitória num dos últimos três jogos, consolidará quase definitivamente o seu actual 4º lugar. As combinações são muitas e este campeonato particular concentrará as atenções gerais. A comunidade rugbística internacional agradece, naturalmente, esta agitação competitiva.

Portugal também participa nesta janela internacional e amanhã defrontará o Uruguai em Montevideu  a que se seguirá, no próximo fim-de-semana, o Chile. Duas vitórias seriam ouro sobre azul com uma boa subida de lugares no ranking e uma moral elevada para disputar, em Fevereiro, a qualificação para o Mundial 2015. Os jogos não serão fáceis - principalmente o primeiro, sempre difícil contra uma equipa que se transcende em casa com o apoio do seu público - e exigirão a melhor prestação dos jogadores portugueses. Conscientes das dificuldades, aguardemos com esperança.  

domingo, 18 de março de 2012

EXIGÊNCIAS

Ao perder – em derrota fora de qualquer previsão – com a Ucrânia (33-35) e uma vez que a Alemanha – nem aqui nos ajuda! - perdeu em casa (29-30) com a Bélgica, Portugal perdeu um lugar no Ranking IRB e viu-se ultrapassado pelos belgas. A Ucrânia, por sua vez e com a inesperada vitória, subiu três lugares.

Descidas e subidas após jogos de 17 de Março
Pode falar-se de falta de experiência dos jogadores, pode dizer-se que este ano não conta. Pode dizer-se o que se quiser. Mas bom seria analisar porque foi assim. Dizem-me que foram erros defensivos a causa maior. É normal, a defesa colectiva se exige jogadores placadores, exige mais do que isso: exige habituação e experiência aos níveis para que é desafiada – exige prática quotidiana de elevada exigência em treino e competição.

E devemos pensar no real significado dos degraus que descemos por nos faltarem os principais. Pensar no porquê de tanta diferença e procurar e utilizar as soluções encontradas. Sem demoras. Porque o desenvolvimento qualitativo do rugby português não será possível se a potencialidade interna estiver tão longe das capacidades dos que jogam no estrangeiro – e mais tarde ou mais cedo a factura será terrível.

Valeu o Grand Slam de Gales! São de facto a melhor equipa europeia e a que joga um rugby mais interessante, sabendo utilizar muito bem os tempos de jogo com alterações de velocidade muito eficazes e aproveitando muito bem as oportunidades com que se encontra, Gales consegue uma produção de jogo entusiasmante. E no dia que o abertura volte à forma que já lhe conhecemos…

Mervyn Davies - Merv The Swerve -  o notável Nº8 da extraordinária equipa de Gales dos anos 70 e dos British Lions de 71 e 74, mereceu a homenagem. 

Quanto aos franceses, mantêm-se iguaizinhos ao que lhe vimos fazer no campeonato do Mundo. São, com o beneplácito dos árbitros, os maiores faltosos do mundo. Campeões mesmo! Seja em jogo no chão, atrasando a saída da bola numa bem escondida marginalidade, seja na subida defensiva sempre fora-de-jogo. E os árbitros deixam! Limitando-se a uns gestozinhos contemplativos…

… e é impossível jogar com as defesas em fora-de-jogo - no alto nível joga-se com um intervalo mínimo de espaço/tempo que, obrigando já a uma enorme capacidade técnica, envolve enormes riscos para desenvolver o ataque; imagine-se a vantagem que se entrega à defesa deixando-os ganhar um metro no fora-de-jogo. Trata-se de um privilégio inaceitável.

Mais do que tudo, mantendo os níveis disciplinares indispensáveis, a atenção sobre o fora-de-jogo deve ser ponto focal da arbitragem. Porque fará a diferença - para além da justiça desportiva que ignora - entre um bom e um mau jogo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

EXCELENTE OPORTUNIDADE

Jogar em casa contra uma equipa equivalente, melhor qualificada, com mais pontos de Ranking IRB é uma excelente oportunidade que não se deve desaproveitar.

O Ranking IRB tem regras que o tornam muito interessante e com muito bom equilíbrio de interesses: quando a diferença entre as duas equipas ultrapassa, depois de somados os 3 pontos que representam o valor "casa", os dez pontos, só a equipa mais fraca é que pode, ganhando, marcar pontos. Ou seja, não há qualquer interesse em defrontar equipas fracas para ganhar com uma abada - não há qualquer vantagem pontual; só o risco de perder.

Com este tipo de filosofia de dar vantagens ao êxito do mais fraco e obrigações ao mais forte, o sistema da IRB equilibra, num dado intervalo, as diferenças e estabelece que jogar contra uma equipa melhor qualificada, com melhor pontuação, e vencê-la significa um bom roubo de pontos. Porque os pontos que um ganha são os mesmos que o outro perde.

O XV de Portugal (24º lugar com 59,07 pts), jogando em casa contra um adversário melhor qualificado - Rússia (20º lugar com 60,54 pts) - tem uma excelente oportunidade para ganhar pontos e subir no Ranking. Ganhando o jogo pode até subir três lugares - ultrapassando quer a Russia, quer o Chile (59,52 pts) e aproximando-se da Espanha (que não deve ter grandes hipóteses contra a Geórgia) que só será ultrapassada se πortugal vencer por 15 ou mais pontos.


O Portugal-Rússia de amanhã representa assim e como se pode ver no quadro, uma excelente oportunidade para os Lobos subirem no Ranking IRB e ampliarem a diferença para os países do terceiro terço.

Hipótese de classificação futura com vitória de Portugal e derrota da Espanha:

Espanha... 60,11... 21º
Portugal ... 59,92... 22º
(vencendo por 15 ou mais pontos, atingirá os 60,34 pts e chegará à 21ª posição)
Chile......... 59,52... 23º
Russia...... 59,27... 24º

A Geórgia, ganhando como se prevê, continuará na 14ª posição mas com 71,31 pts e, caso ganhe por uma diferença de 15 ou mais pontos, com 71,43 preparando o ataque à posição do Canadá.- equipa que só ultrapassará quando vencer um adversário de superior posição e pontuação, situação que não acontecerá neste Europeu das Nações.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

COISAS QUE LIGAM COISAS


Fonte: Ranking IRB
Portugal foi a equipa - entre os nossos adversários próximos - que mais lugares perdeu no pós-Mundial.

Fonte: IRB
 Portugal, ao contrário do que o mito da regra impõe, tem companhia na relação entre o número de jogadores totais federados e o número de jogadores seniores masculinos. Ou seja: não andamos longe de outros adversários e as razões do nosso posicionamento não estarão aqui.

Fonte: jornais portugueses
À nona jornada do Nacional da I Divisão a diferença entre os quatro primeiros e os quatro últimos começa a justificar as cada vez maiores dúvidas sobre a competitividade interna - criando preocupações para a próxima época internacional. Como iremos ultrapassar o gap entre os hábitos competitivos internos e as necessidades internacionais?


"Possui a nossa estratégia, juntamente com os recursos e capacidades que a suportam, uma razoável hipótese de sucesso?. Estamos apenas a jogar o jogo pelo jogo ou temos aquilo que é preciso para ganhar?"
The Right to Win, Cesare Mainardi e Art Kleiner

Em que estratégia vamos - se é que queremos - assentar para criar hipóteses de vitória: na crença da armada estrangeira? e internamente resistiremos? e faremos futuro sem readaptações da formação à modernidade do jogo?

Os tempos de pensar e de agir podem ser quase simultâneos - desde que, ao contrário da maravilhosa Alice, se saiba para onde se quer ir. Construindo o caminho adequado.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A ÉPOCA DE PORTUGAL


Naquilo que foi da sua directa responsabilidade - os pontos de ranking conseguidos em cada jogo pelo resultado obtido - os Lobos portugueses perderam no total e em relação ao início da época 0,60 pontos, aproximando-se, no entanto e sem os ultrapassar, da Rússia e da Namíbia. Apesar dessa aproximação fomos perdendo espaço com a Geórgia cada vez mais longe, a Roménia a começar a fugir e a Espanha a aproximar-se.


Depois do não apuramento para o Mundial da Nova Zelândia, Portugal perdendo pontos para os adversários com quem disputa as provas e qualificações, viu ainda a aproximação da Espanha que, mostrando que o seu mau tempo já terá passado - veja-se também o que começam a conseguir nos Sevens - parece estar próxima de se juntar ao grupo, reduzindo assim o espaço de classificação, apertando portas e obrigando a atenções e cuidados superiores na procura de um lugar no Mundial de 2015.


No campo do posicionamento no ranking e que traduz a relação que depende não só dos próprios resultados, mas também dos conseguidos entre as outras equipas nos jogos-teste que disputam, a posição de Portugal melhorou em termos globais - ganho de um lugar - mas sem compensar a saída do grupo dos vinte primeiros do ranking da IRB que já tinha conseguido atingir. Saída que foi consumada com a recente derrota, contra a Namíbia, no único jogo-teste deste mês de Junho e que, pelo que representava, deveria ter sido encarado sem a facilidade das lembranças das vitória de Novembro e da semana anterior sobre os Jaguares. Não estando presentes no Mundial, a manutenção da vigésima posição no ranking com os resultados que implicava, teria mais importância no posicionamento internacional do que as aparências imediatas possam mostrar.

Se não se pode dizer que a época internacional tenha sido má, também não se pode pensar que foi boa. E é bom perceber que se terá ficado bastante áquem das normais espectativas que os próprios jogos de Novembro alimentaram sendo bom procurar compreender até que ponto a construção do calendário não terá tido grossas responsabilidades no não crescimento dos resultados internacionais. Como se diz em linguagem desportiva: para se ser campeão podem-se cometer erros, mas nunca repeti-los. É o caso do calendário, não é repetível.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

VIU-SE MAIS DO QUE MUDOU

Segundo The Sunday Times, Declan Kidney, o treinador irlandês, pediu à sua Federação que contratasse, tal era o receio de poder ser apanhado abaixo da Argentina, um investigador para criar um programa matemático que lhe permitisse conhecer as permutações possíveis no “misterioso sistema da Internacional Rugby Board” a que os resultados da sua equipa pudessem obrigar.

Como os falhanços da tabela que apresentei no “Ranking do Final de Novembro” se resumem a dois pormenores – uma centésima de ponto a menos na pontuação do Canadá (por óbvia falta de acesso de mais casas decimais nas classificações semanais da IRB) e uma troca de lugar (patriótica decisão apenas) entre o Uruguai e Portugal que apresentam os mesmos pontos (falta o acesso às milésimas e seguintes para garantir diferenças nos aparentes empates) – julgo, embora não matemático, poder preencher a função. A condição? Ver grandes jogos de rugby, claro!

Para se perceber perfeitamente que estou à altura e com mais uma demonstração – bónus comercial – de capacidade interpretativa e apenas recorrendo ao milagroso e exclusivo copy/paste – porque o ranking oficial de 29 de Novembro já está oficialmente publicado  – apresento as contas para os grandes de quem ganhou ou perdeu.

Norte/Sul no Ranking IRB
PAÍS
1 NOV
29 NOV
Pos
Pts
Nova Pos
Pts
N. ZELÂNDIA
92,85
=

93,19
0,34
AUSTRALIA
87,48
=

87,45
0,03
ÁFRICA do SUL
85,22
=

86,44
1,22
FRANÇA
82,75
2
81,66
1,09
IRLANDA
82,03
=

81,79
0,24
INGLATERRA
81,82
2
82,48
0,66
ESCÓCIA
79,81
=

81,20
1,39
ARGENTINA
79,70
=

78,97
0,73
GALES
78,58
=

77,04
1,54
FIJI
10º
74,39
10º
=

74,05
0,34
SAMOA
11º
74,02
11º
=

74,02
=
0,00
ITÁLIA
12º
72,97
12º
=

73,31
0,34
 
Ao fim de um mês de jogos, as seis equipas do Sul somam 494,12 pontos de ranking contra 477,78 das seis equipas do Norte marcam uma diferença significativa e com excepção da França e da Inglaterra – que trocaram de lugares – salvo uma ou outra aproximação, como a Escócia e a África do Sul, ou atraso, como Gales, tudo como dantes, … e o quartel-general monta-se nas 6 Nações e TriNations para atacar o Mundial de Setembro.

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