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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

O NOSSO SAMUEL MARQUES


Após a 1ª Jornada da actual PROD2
já atingiu os 1 518 pontos

O nosso Samuel Marques, jogador do Béziers e internacional por Portugal com 25 presenças na selecção nacional, é, com 1494 pontos — a que acrescentou, na 1ª Jornada da actual PROD2, com 1 ensaio, 2 transformações e 5 penalidades, 24 pontos marcados, ultrapassando assim o total de 1500 pontos  o melhor marcador em actividade da PROD2. Bonito e agradável para nós que gostámos de o ver como o nº9 da nossa selecção portuguesa e a quem devemos muitos dos nossos êxitos.
 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

RUGBY EUROPE ADIA JOGOS

Face à situação de crescimento da pandemia que atravessam os países da Europa, a Rugby Europe decidiu suspender as suas competições internacionais que estavam previstas até ao final de Novembro 2020. Assim os jogos referentes ao Women XV Senior Championship, à última jornada do 2020 Men Rugby Europe Championship - que inclui o Espanha-Portugal que estava marcado para 15 de Novembro próximo - o playoff de acesso da Rugby Europe Championship e a primeira jornada do Men XV Senior Trophy 20202/2021, foram todos adiados.

Segundo o Presidente da Rugby Europe, Octavian Morariu, a decisão da suspensão deve-se ao facto de, tratando-se na sua maioria de jogadores e dirigentes  “amadores” e para além da defesa prioritária da sua saúde, não poderem ser sujeitas quer a infecções quer a períodos de quarentena que lhes trariam maiores problemas à sua vida quotidiana.

Não estão, para já, previstas novas datas para a realização dos jogos esperando-se pela evolução da situação.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A FAVA DE PORTUGAL


Saiu a fava a Portugal!

Normalmente estes jogos de mantém-ou-desce costumam ser entre a pior equipa da divisão superior e a melhor da divisão inferior.  Jogos que existem para que a melhor equipa da divisão inferior possa demonstrar que, no mínimo e por se apresentar melhor, mantém o nível competitivo da competição que pretende disputar.

Desta vez aconteceu disparate e em vez de jogar contra a pior equipa da divisão superior, Portugal vai jogar contra o melhor ataque dessa divisão — 28 ensaios marcados em 5 jogos. E porque é que é assim? Porque a Roménia, ao fazer uma série de jogos com um jogador que não podia ser inscrito, foi castigada, perdendo 25 pontos de classificação, sendo portanto atirada para o último lugar. Ou seja, Portugal que nada fez para além de jogar e ganhar, acaba castigado e, caso tudo corra com a normalidade esperada, ficará mais um ano na divisão inferior.

Claro que não está em causa o castigo com perda pontual — bem pelo contrário e já o escrevi mais do que uma vez que a Federação deveria adoptar este sistema nos seus regulamentos competitivos evitando assim abusos que se sabem ter sido cometidos — mas sim o facto de poder haver prejuízo de terceiros. Como foi o caso.

A solução: retirar pontos na época seguinte ou, se aplicado na própria época, descida directa do último classificado quando resultante de castigo.

Assim, dizem as contas que Portugal terá um resultado normal perdendo por uma diferença de 26 pontos e não se vê bem como ultrapassar essa diferença. Somos prejudicados, ponto! (pergunta ingénua: alguém da direcção federativa anterior tentou que a Rugby Europe reconhecesse a falta de espírito desportivo da medida?).

Não utilizando mais nenhum jogador a jogar no estrangeiro para além de Rui d'Orey que joga - com estatuto de amador - pelo Richmond Rugby na Championship (2ª divisão) inglesa, os responsáveis portugueses, prescindindo dos jogadores com hábitos de maior nível competitivo, parecem entregar desde logo os pontos de uma possível subida.
Neste fim-de-semana da janela de Novembro, vai haver um jogo de arromba e outro interessante  — para além do sempre interessante Gales que obriga a vestir a camisola para ver na tv, independentemente do adversário (desta vez com a Austrália). De um lado o Inglaterra-Nova Zelândia onde e apesar do favoritismo neozelandês os ingleses querem deixar a marca que lhes dê confiança para o Mundial e do outro, o Itália-Geórgia numa espécie de tira-teimas em os georgianos querem demonstrar pertencer por direito à primeira divisão europeia mostrando-se Tiers 1.

Mas não faltam hipóteses de jogos a ver porque ainda há o França-África do Sul e o Irlanda-Argentina com provável equilíbrio no primeiro e nova demonstração de qualidade por parte dos irlandeses enquanto que os restantes jogos servem para esperar por surpresas para animar a malta.

De alguma expectativa para saber do resultado final será o Brasil-Maoris (como é que uma equipa que não existia há meia-dúzia de anos consegue já um jogo destes?...)  


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

LEILANI PERESE, BLACK FERN

LEILANI PERESE

Tendo disputado a Taça Ibérica de 2017 pelo XV feminino do Sporting Clube de Portugal, Leilani Perese, pilar com capacidade para jogar quer à esquerda quer à direita, estreou-se pelas Black Ferns (Nova Zelândia) - actuais campeãs do Mundo - no passado dia 18 de Agosto contra a Austrália ajudando à vitória por 31-11.
O treinador Glenn Moore mostrou-se encantado com a sua estreia porque, quando entrou e apesar de se ter mostrado muito nervosa antes do jogo, “destruiu” a primeira formação ordenada em que participou para além de ter realizado bons transportes de bola.
Ensaio colectivo do “pack” avançado das Black Ferns
Com esta internacionalização Leilani Perese junta-se a Quinton Davids – jogador do Grupo Desportivo de Direito na época de 1999/2000 e que foi, a partir de 2002, internacional 9 vezes pelos Springboks (África do Sul) na posição de Base (2.ª linha) – e a Robert (Robbie) Brink – que jogou pelo Grupo Dramático e Sportivo de Cascais na época de 1992/1993, sendo, mais tarde e durante o Mundial de Rugby de 1995, internacional pelos Springboks com 2 presenças como flanqueador  – para formar o terceto de jogadores que, tendo jogado oficialmente por equipas portuguesas, se tornaram internacionais por selecções do primeiro plano mundial da modalidade.
[texto completado a 23 de Agosto de 2018)

quarta-feira, 28 de março de 2018

ENORME CONFUSÃO: QUEM JOGA CONTRA QUEM?

Depois das questões levantadas - questões essencialmente éticas e que leva a nova reunião decisória da Rugby Europe amanhã, 5ª feira - pelo Bélgica-Espanha agora, qual cerejas, surgem novas acusações. Desta vez pelo uso indevido de jogadores no nível internacional.
A Alemanha acusa a Bélgica de ter utilizado um jogador - Victor Paquet - não elegível de acordo com a leis internacionais da World Rugby, no jogo entre ambas. A Rússia acusa a Roménia - pela utilização de Sione Faka'osilea, nascido em Tonga - do mesmo recurso a jogador não elegível. A Espanha vê-se também acusada nas suspeitas de que quer Thibaut Visensang quer Mathieu Bélie - que terão sido internacionais pela França Sub20 embora o caso do primeiro pareça sem problemas - ou Bastien Fuster não seriam elegíveis para os jogos efectuados.  
As possíveis consequências são simples mas grandes e de elevados prejuízos: se a Bélgica for desqualificada, a Espanha - se não tiver problemas com os seus próprios jogadores - ficará directamente apurada para o Mundial e serão os belgas a disputar com Portugal o jogo de barragem Championship/Trophy da Rugby Europe. Se a Roménia for desqualificada, será a Rússia - caso não haja problemas com a Espanha - que disputará a eliminatória de acesso ao Mundial com Portugal. Se houver problemas com a Espanha e juntando todos os outros, será, pelo menos por agora, a Rússia a ir ao Mundial, disputando a Alemanha o jogo de acesso com Portugal, mantendo-se os belgas na disputa do jogo de barragem. Se isto for por partes, isto é que haja decisões que não sejam idênticas por óbvias justificações, só a análise caso acaso decidirá quem joga contra quem e quem vai ou fica. Bonito, longo e muito prejudicial para a imagem que o Rugby gosta de ter no mundo...
Lembre-se que a World Rugby acabou de desqualificar Tahiti - que venceu, na qualificação para o Mundial, as Ilhas Cook por 13-9 - por utilização de dois jogadores, Guillaume Brouqui e Andoni Jimenez, considerados não elegíveis.    
Apesar das diversas alterações ao longo dos tempos - a última foi em Maio de 2017 que, entre outras coisas, resolveu  o problema de cativação que a nomeação das "segundas equipas representativas" nos Sub20 criou - as imposições regulamentares da World Rugby para a elegibilidade de jogadores são, embora complexas, claras e encontram-se na Regulation 8.
... Tanto se enche a boca com os valores que, embevecidos, nos esquecemos de os aplicar no quotidiano...

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