Os Lobos, ao vencerem Espanha por 26-7, conquistaram a presença na Final da Men´s Rugby Europe Championship 2026, onde defrontará a Geórgia que venceu a Roménia por 53-30.
Embora se esperasse um jogo de grande equilíbrio competitivo, não foi isso de aconteceu — a Espanha anão tinha marcado nenhum ponto até aos 65 minutos e com Portugal a conseguir nesse período 23 pontos. Ou seja e com menos de 1/4 de jogo para jogar a Espanha — inesperadamente, mantinha-se a zero, mostrando uma muito inesperada incapacidade que tinha como principal razão o objectivo de, a cada conquista de bola, limitar o seu movimento a uma adivinhável colisão directa, ignorando qualquer hipótese de manobra que pudesse desequilibrar a defesa portuguesa e procurando chegar ao chão tão rápido quando possível — evitando a perca de bola para formação-ordenada — para recomeçar de novo em colisões e pretendendo garantir assim uma continuidade do movimento a tracejado que é uma forma que dá vantagens aos defensores como demonstrou a capacidade defensiva portuguesa. Repare-se que os Leones, apesar de terem ganho 109 rucks só obrigaram nas 205 paragens realizadas pelos portugueses — a, de acordo com a definição das Leis do Jogo, 46 placagens. Ou seja, com 62% de posse a ultrapassagem espanhola da linha-de-vantagem foi quase nula e traduziu-se em apenas 7 rupturas com a grande maioria delas dentro do seu próprio meio-campo. E Portugal com apenas 38% de posse, conseguiu marcar 2 ensaios e explorou bem a indisciplina espanhola que “ofereceu” 4 penalidades transformáveis
O Homem-do-Jogo, Rodrigo Marta, marcou os dois ensaios portugueses, demonstrando uma excelente capacidade de domínio das situações que defrontava com a boa sequência análise-decisão-acção que lhe permitiu em ambas as vezes verticalizar o ataque ao intervalo — então o 2º ensaio, numa bela jogada colectiva, demonstra uma notável capacidade sequente da referida tríade.
É claro que o mais importante era a vitória e essa foi conseguida — PARABÉNS! — mas é preciso um jogo mais de acordo com o modelo de jogo-de-movimento para defrontar a Geórgia. Esperemos que nesta semana seja possível corrigir esses pontos que têm mais a ver com os campos psicológicos, de atitude ou de exigência, do que com a técnica. Que a estratégia se corrija e possa comandar a visão da equipa.

