sexta-feira, 28 de novembro de 2025

ÚLTIMA JORNADA DO OUTONO INTERNACIONAL

 


Ao ganhar ao Canadá, Portugal fez — embora por um resultado menor (6 pontos de diferença em vez de 18) do que o histórico da relação entre as duas equipas — o que lhe competia. Mas não se pense que houve alguma demonstração — para além de demasiadas faltas — de bom domínio das componentes decisivas do jogo e da sua expressão. E a verdade é esta: se não modificarmos a competição interna de forma a que a intensidade, o domínio da rápida expressão técnica, a capacidade de tomada de decisão de acordo com as diversas e diferentes situações que defrontámos bem como a adaptabilidade táctica individual e colectiva  que torne os movimentos eficazes, não seremos internacionalmente competitivos a não ser com equipas reconhecidas como mais fracas. Temos que ter, em cada posse de bola, a exigência de ultrapassar a linha-de-vantagem, o que obriga a que os receptores da bola de situações expontâneas ou formais o façam muito próximo da linha de conquista para que a defesa seja fixada e não tenha logo a possibilidade de deslizar. Com o melhor treino a que se possa estar sujeito — e, pelo que se vê nos jogos dos clubes, não será um treino altamente capaz…— só o nível do jogo nos proporciona a adaptação aos hábitos necessários do nível internacional.

Estes Jogos Internacionais de Outubro foram  — pela marcha do resultado — muito interessantes de ver, embora com problemas da arbitragem que, fazendo perder a interessante visão do jogo-de-movimento, tornam os jogos maçudos e pouco atractivos. O número dos cartões recebidos pela Irlanda (5) não é muito normal apesar, como já corre nas críticas, ter acrescentado o prejuízo de ter um banco que não contemplava nenhum 2ª linha (base, designo eu) que pudesse substituir o expulso Ryan. Mas mesmo assim e em face de uma formação-ordenada sul-africana poderosíssima, os irlandeses impediram, nos últimos 34’ do jogo, que os sul-africanos marcassem qualquer ponto. 

Quanto à França, apesar de diversos erros e dificuldades no jogo-de-movimento  e de se encontrar empatada ao intervalo 19-19, acabou por vencer por uma boa diferença de 15 pontos.

E se no Gales-Nova Zelândia aconteceu o esperado — vitória folgada dos AllBlacks —, no Inglaterra-Argentina a surpresa do resultado manteve-se, depois da recuperação dos Pumas que de 0-17, até aos momentos finais do jogo, acabando com a vitória inglesa pela diferença de 4 pontos.

Nestes 4 jogos foram marcado 33 ensaios com 5 equipas a realizarem um elevado número de mais do que 100 placagens (Gales fez 185 placagens mas sofreu 7 ensaios…) e houve 96 penalidades numa exagerada média de 24 por jogo, demonstrando  que algo vai mal na percepção das leis quer da parte dos jogadores, quer da parte do árbitros.

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