terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

PORTUGAL NA MEIA-FINAL

Com uma vitória em casa do adversário por 56 pontos de diferença — ultrapassando assim por mais do dobro a diferença de pontos prevista —  e com 10 ensaios marcados, Portugal, embora ainda falte uma jornada, já está qualificado para as meias-finais do Europe Championship 2026. O resultado demonstra perfeitamente a diferença entre as duas equipas — vendo o jogo percebe-se que as duas equipas pertencem a mundos competitivo distintos — traduzido pela diferença de 12 posições no Ranking da World Rugby.

EUROPE CHAMPIONSHIP 2026 

GRUPO B - PREVISÕES


Rank

Adversários

Pontos WR


PREVISÃO


31º

C

ALEMANHA

52,19

55,19

23


19º

V

PORTUGAL

66,53


22º

C

ROMÉNIA

59,68

62,68

4


21º

V

BÉLGICA

60,77



EUROPE CHAMPIONSHIP 2026 GRUPO B - ACTUALIZAÇÃO

15/02/2026


RESULTADO FINAL

DIFERENÇA FINAL


E

Cartões


Ranking

Pts WR


Adversários


ALEMANHA

65,32

12

56

2

2A

31º

52,19


PORTUGAL

68

10

19º

66,53


ROMÉNIA


23

17


2


21º

60,90


BÉLGICA


6


1A


23º

59,56



Esta vitória assentou, felizmente, numa melhoria da prestação colectiva da selecção portuguesa, começando desde logo e a partir dos reagrupamentos (que, no entanto, não foram suficientemente rápidos por deficiência da disponibilização da bola no pós-contacto) por ignorar aquilo que pode resultar da confiança na aparente heroicidade do verso do nosso Hino — “contra os canhões marchar, marchar” — para utilizar como solução o conceito estratégico de Nun’Álvares Pereira que, como Condestável, impunha que “a manobra precedesse a colisão”. E assim fizeram muitas vezes os jogadores portugueses — em vez de abrir a bola para o jogador do centro do triângulo que se limita a colidir sob o apoio dos dois outros jogadores e não conseguir mais do que novo ruck sem atingir (problema grave!) a linha de vantagem e assim continuar o ataque em inferioridade numérica. Como foi demonstrado, por exemplo, no 5º ensaio deste jogo, realizar uma manobra no ataque à linha de vantagem antes de qualquer colisão, permite, desequilibrando a organização defensiva adversária,  jogar para lá da linha de vantagem passando o ataque a fazer-se em superioridade numérica e com domínio espacial. E cito o 5º ensaio porque foi um bonito momento do jogo de movimento que deve caracterizar as prestações internacionais dos quinzes de Portugal.
A continuar assim com a técnica individual e colectiva a permitir o recurso a tácticas que resultam do conceito estratégico que melhor partido consegue das qualidades dos jogadores portugueses, Portugal ganha potencialidades competitivas que, quando os seus jogadores, pela prática do seu campeonato interno. se habituarem a um nível elevado de intensidade competitiva (aí sim!) podem tornar as nossas selecções numas consistentes competidoras.
Embora sendo um jogo colectivo de combate, nada obriga que seja a força e o abate a criarem a imposição de uma equipa sobre a outra: a inteligência da análise e da decisão, desde que haja um mínimo de capacidade de posse e garantia de continuidade, conta mais!
Agora preparemo-nos para o confronto que se espera que seja a Final e cujo adversário dependerá do resultado do jogo entre a Geórgia e a Espanha.

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