terça-feira, 1 de abril de 2025

BELO RESULTADO


 As selecção feminina de Prtugal esteve muito bem no jogo contra a Espanha na 1ª Jornada do Women’s Rugby Europe Championship 2025. Com doze lugares, 25º e 13º,  de diferença no Ranking da World Rugby e com o algoritmo a determinar uma diferença pontual de 35 pontos de jogo, a Selecção feminina conseguiu, embora derrotada, uma diferença de  12 pontos, 7/19. O que, na situação de partida, é um resultado muito bom.

Mas o jogo foi mais do que isso. As jogadoras internacionais portuguesa  fizeram — se excepcionarmos o jogo so pé — uma excelente demonstração de domínio dos princípios tácticos-estratégicos fundamentais do jogo. E foi muito bonito vê-las em linhas de corrida de apoio, lendo bem o jogo e a garantir muitas vezes a continuidade do movimento. Placando bem e mostrando uma boa compreensão do ataque à linha defensiva numa constante procura de ultrapassagem da linha-de-vantagem, conseguiram, por diversas vezes, criar situações de quase ensaio.

Tivessem elas mais hábitos competitivos que lhes permitissem uma melhor adaptação à intensidade que os jogos internacionais impõem e a conversa seria outra. Mas mesmo assim o jogo foi muito interessante com bons momentos e as jogadoras e a sua equipa técnica estão de parabéns. 

Esta equipa, se lhe forem garantidas as condições necessárias, tem futuro!

sexta-feira, 28 de março de 2025

PORTUGAL FEMININO CONTRA A ESPANHA



 
 

A selecção feminina de Portugal joga este sábado, 29 de Março, pelas 16 horas e no Campo Municipal do Cartaxo, contra a Espanha em jogo a contar para a 1ª Jornada do Women´s Rugby Europe 2025. O jogo pode ser visto em transmissão televisiva na Rugby Europe TV.


Com uma diferença de 12 lugares no Ranking Feminino da World Rugby, este jogo, mesmo em casa, não será nada fácil para Portugal — o algoritmo dá uma diferença de 35 pontos de jogo entre as duas equipas favoráveis à Espanha que, aliás, tendo ganho o Torneio da última época tem sido, com 7 títulos, uma vencedora crónica da competição. E deva ainda referir-se que a Espanha pretende utilizar esta competição como preparação para o Mundial em que já está qualificada. O que torna o confronto, se já não era fácil, mais difícil ainda.

Mas a combatividade que as jogadoras portuguesas têm dado mostras pode surpreender e conseguir um resultado em que a diferença de pontos de jogo seja menor do que a prognosticada… o que significará um resultado melhor do que o normal. Boa sorte!

RUGBY EM PORTUGAL


Foi publicamente apresentado por António Aguilar e Vasco Pinto Magalhães, o livro “O Rugby em Portugal, Do início do século XX a 2020” da autoria de Pedro Sousa Ribeiro e com foto da capa de António Lamas que nos dá uma histórica perspectiva da evolução do Rugby em Portugal desde o seu início até, práticamente, aos dias de hoje.

terça-feira, 25 de março de 2025

CAMPEONATO INICIADO



 Começou — tarde demais, diga-se — a fase final do campeonato com dois grupos  — um que determina o campeão e outro que determina a permanência designado por Taça Plate.

No Grupo Campeão nos dois jogos de sábado Direito-Belenenses e Cascais-CDUL para além da fraca qualidade de ambos os jogos, mostrou-se à evidência a indisciplina e, até, o desconhecimento das Leis do Jogo que reina nas equipas. No jogo de Monsanto houve 29 penalidades e 4 amarelos. Em Cascais, 30 penalidades e 8(!) amarelos. Naturalmente que esta indisciplina do campeonato interno traduz-se depois em faltas nos jogos internacionais — contra a Espanha, em Lisboa, sofremos 21 pontos de 7 penalidades…e de nada serve marcar mais ensaios do que o adversário.

Nos jogos disputados não houve bónus defensivos o que também diz que o equilíbrio conseguido — maior diferença 14 pontos no Cascais-CDUL com ponto de bónus ofensivo — ainda não está no esperado para esta fase.


No grupo da Taça Plate, a maior surpresa — pelo resultado conseguido — terá sido realizada pelo CDUP onde podemos ver o regresso, com as óbvias consequências, do Nuno Sousa Guedes. Por outro lado Agronomia mostrou a diferença de capacidades da equipa de Montemor ao marcar 10 ensaios.

Como curiosidade e ao contrário do que normalmente pensámos, os dois jogadores que foram seleccionados para o XV ideal do Rugby Europe Championship foram dois avançados: o pilar Hasse Ferreira e o asa Nicolas Martins. Nenhum três-quartos foi referenciado o que mostra, como se tem visto, as grandes dificuldades que demonstram em jogar sob pressão, nomeadamente o trio do meio-campo.  

sábado, 22 de março de 2025

FAZ CAMPEONAT0 FAZ

Começa agora, finalmente!, o verdadeiro Campeonato Nacional depois de uma prova designada por TOP12 sem qualquer interesse competitivo e que não conseguiu  como era facilmente presumível — elevar o nível dos jogadores e das equipas para os aproximar das exigências dos jogos internacionais que teriam que realizar. E, mais do que isso, não conseguiu aumentar a atractividade que o Rugby portuguiês tanto precisa — os apuramentos por si sós não atraem, sãos os jogos e a continuidade dos bons resultados (o que não aconteceu) que criam a atractividade.

Estranhamente a fase competitiva que aumentará a intensidade do jogo e que obrigará os jogadores a usar o melhor das suas capacidades e que criará os hábitos necessários à competição internacional, começa quando a mais importante competição internacional do ano — um 6 Nações B traduzido para as alterações pouco interessantes da Rugby Europe Championship 2025, acabou. Ou seja, este nosso campeonato que terá dois grupos — uma verdadeira divisão em duas divisões desportivas — de 6 equipas reconhecidamente mais próximas competitivamente umas das outras e que, melhorando o equilíbrio, melhorará a competitividade, garantindo que, na maior parte das vezes, a pergunta quem vai ganhar? só terá resposta, num óbvio aumento da atractividade, depois do jogo ter acabado. Mas esta exigência da melhoria das capacidades das equipas e dos seus jogadores não terá grandes consequências directas na melhoria do rugby português porque, para além de um ou mais eventuais test-matchs — que estarão longe da importância do REC que agora acabou — os jogadores, numa clara demonstração da programação errada da época, prepararam-se para partir de férias… 

No final da pouco interessante competição, apareceram, também finalmente!, as estatísticas — ou seja a pretenderem justificar seja o que fôr mas que não ajudam em nada a melhoria das equipas ao longo da disputa e servem apenas — como acontece com a demonstração da média de 6 ensaios conseguidas por duas equipas nos seus desequilibrados grupos — para justificar as enormes diferenças entre as equipas… E tendo, como qualquer um de nós, acesso a estatísticas de cada jogo de diversos campeonatos por esse mundo fora, o facto de só conhecermos os nossos valores estatísticos no final e não jogo a jogo, não significa mais do que a ignorância da sua importância. Para o treino, para o jogo, para a melhoria.


terça-feira, 18 de março de 2025

OS AVISOS ESTAVAM FEITOS


Quando tudo indicava Portugal como favorito nesta disputa para o 3º e 4º lugar com a Roménia — lembre-se que há um mês atrás venceu em Botosani por 34-6 — o jogou fechou com uma derrota clara por 21-7 (ao intervalo 18-0). Ou seja com um início de jogo, dadas as circunstâncias, sem qualificação, Portugal mostrou-se incapaz de impôr qualquer tipo de jogo. E as habituais incapacidades voltaram a ser claras: indisciplinados, fizeram 13 penalidades (embora e ao contrário do jogo com a Espanha, sem castigo de cartões) quer por incapacidade técnica, quer mesmo por desconhecimentos das Leis do Jogo; incapacidade de, na ida ao chão pós-colisão, de “apresentar” a bola com uma óbvia confusão táctica entre “conquista da Linha-de-Vantagem” e “continuidade do movimento”; o jogo-ao-pé continua a não ter a eficácia devida por má análise táctica não sendo clara o porquê da de cisão sobre jogo-ao-pé-de-pressão ou o jogo-ao-pé-de-conquista;  as “linhas atrasadas” a jogarem muito longe da Linha-de-Vantagem, não fixando a defesa adversária e permitindo assim que esta “deslize” sem problemas acrescentando ainda o facto de utilizarem linhas de corrida enviezadas e em direcção à linha lateral, proporcionando a sua utilização como defensor…(daqui o facto da ultrapassagem das LV ter acontecido apenas por 46 vezes contra as 71 romenas).

Aliás o nosso jogo das linhas-atrasadas peca por erros suficientes que lhe colocam problemas de exploração da posse sempre que a defesa contrária consegue realizar pressão — pouca fixação, poucas combinações surprendentes, apoio nem sempre adequado — poucas entradas interiores — não possibilitando o apoio necessário para garantir a continuidade-do-movimento com a consequência de utilizar a largura apenas para encontrar, no mínimo igualdade numérica no último corredor lateral.  Por outro lado a má disponibilização da bola pela já referida má técnica nas idas ao chão, retira velocidade à libertação da bola — e lá se vai o objectivo do limite de 3 segundos…

A pouca manobra e a muita colisão que define o avanço português resulta, por um lado, da falta de competitividade do nosso campeonato que propõe, naturalmente, o avanço pelo caminho mais fácil e com menos riscos e, por outro lado, porque a característica da PROD2 em que estão inseridos a maior parte dos nossos jogadores que jogam em França, é também a da colisão. 

Ora para que o nosso retorno ao modelo do jogo-de-movimento seja uma realidade é essencial que o nosso campeonato se transforme, tornando-o mais competitivo pelo maior equlíbrio entre as capacidades das equipas que o disputam. Veja-se o recente texto de José Manuel Delgado em ABola, sobre a má competitividade do campeonato interno de futebol com os resultados visíveis nas enormes dificuldades dos clubes portugueses nas provas europeias, com as consequências nas classificações e apuramentos internacionais. 

…e com esta derrota descemos para o 18º lugar do ranking da World Rugby. E não vai ser este fase final de 6 clubes — que será competitiva pelo óbvio equilibrio entre as equipas — que nos proporcionará os hábitos necessários para nos aproximar do nível internacional — porque a competição internacional que nos importa, já acabou… e a seguir haverá férias…

O resultado da nossa competição interna está visível nas derrotas recentes sofridas contra a Espanha e a Roménia. E não vale argumentar — porque não resolve os problemas que a competitividade séria internacional nos coloca — com as vitórias sobre a Bélgica e Alemanha (os alemães perderam com a Holanda, 38-9 e agora e em casa, com a fraquíssima Suiça por 20-17) que, embora nos apurassem para o Mundial, não contam…nem sequer para conquistar pontos no ranking mundial. O Mundo da competição do Alto Rendimento Desportivo exige uma envolvente capaz, equilibrada e competitiva. Para que os objectivos sejam mais do que vontades.

A Geórga, como se esperava, venceu novamente o Rugby Europe Championship 2025, derrotando em Tibilisi a Espanha por 46-28.



segunda-feira, 17 de março de 2025

FRANÇA VENCE 6 NAÇÕES 2025


A França, derrotando em Paris a Escócia, venceu com todo o mérito o Torneio das 6 Nações. Com 4 vitórias, tantas quanto a Inglaterra e a Irlanda mas o facto de ter marcado 30 ensaios — média de 6 por jogo — permitiu-lhe conquistar os pontos de bónus que lhe garantiram a vitória final. Por outro lado a sua defesa — obra de Shaun Williams — que foi enorme contra a Irlanda em Dublin, permitiu-lhe garantir a vantagem da posse com a conquista de 530 bolas através de 99% de alinhamentos, 95% de formações-ordenadas e 97% dos rucks conseguindo uma eficácia de 72% de Posse de bola/Linha de Vantagem e de 8% pela relação de Nº de Ensaios por Linha de Vantagem. E assim, a França começa — velha aspiração — apontar para o Mundial de 2027

A Inglaterra, única equipa a vencer a França, fez também uma boa prova tendo “destruído” o País de Gales em Cardiff, marcando 10 ensaios numa demonstração de aproximação ao jogo-de-movimento que os seus principais clubes têm vindo a demonstrar na disputa das taças europeias. E os 25 ensaios que marcou no Torneio começam a demonstrar que a sua capacidade de finalização também a faz olhar para o Mundial…

A Irlanda, vencendo uma Itália que se mostrou em franca evolução e que começa a desfazer a ideia que pode ser substituída pela Geórgia, mostrou de novo a dependência que tinha o seu mdelo de jogo da visão e exceução de Saxton. Como aconteceu contra a França, deixaram-se levar muito pela “Shoulder-to-Shoulder”, manobrando pouco e preferindo, no seguimento da disponibilidade do ruck e por demasiadas vezes, a colisão directa. E assim, com a boa organização italiana na proximidade dos reagrupamentos — 149 placagens — os segundo e terceiros tempos não se mostraram desequilibradores da defesa.  Deve-se também referir que este ataque de colisões provocou 10 penalidades italianas e 3 cartões… mas o agradável jogo-de-movimento e combinações  irlandesas esteve, apesar dos 4 ensaios pouco em Roma. De referir ainda que, no fim‑de‑semana de St. Patricks — santo padroeiro da Irlanda —  e ao que disseram comentadores, estiverem 30.000 irlandeses no estádio para garantiram que a sua equipa conseguiria a vitória por 5 pontos para poder ainda ter uma hipótese de vitória final. Obra, de facto…e um fim‑de‑semana, mesmo sem vitória final, bem passado.

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