terça-feira, 30 de dezembro de 2025

BOM 2026 e PAZ JUSTA

domingo, 28 de dezembro de 2025

O AMADORISMO INDESCULPÁVEL

 

SL Benfica, GDS Cascais e GD Direito, a duas jornadas do fim da fase de apuramento, já se encontram apurados
para o grupo principal da fase final.
 
Lá continua a nossa fase de apuramento com os resultados que demonstram a sua falta de competitividade — que o mesmo que é dizer “com a sua falta de interesse - demasiados jogos têm vencedor antecipado”—e que não tem vantagens nenhumas nem para vencedores, nem para vencidos. E isto, como organização fundamental de um federação que gere uma modalidade que estará, de novo, presente num Campeonato do Mundo, é erro grave!

E continuamos a comportarmo-nos de uma forma profundamente amadora — “na desportiva” como se diz para afastar responsabilidades — como se pode ver por exemplo recente. 

No jogo CDUL-CDUP as equipas entraram em campo com as suas cores habituais — azul-escuro no CDUL, verde-escuro no CDUP — que não permitiam a distinção entre jogadores. Embora com anuência do árbitro que chegou a referir que estava disposto a realizar assim o jogo, alguém, na linha lateral, chamava o árbitro e exigia a mudança de equipamento enquanto uma outra voz informava que, de acordo com o Regulamento, seria a equipa da casa, o visitado, a alterar o seu equipamento. O que sendo verdade representa um erro regulamentar sem nexo e que pertence ao tempo amadorístico — a equipa da casa terá maior facilidade de acesso a outros equipamentos como se não houvesse organização que permita saber de cor e salteado as cores (pelo menos) dos equipamentos principais e secundários de cada equipa que disputa o campeonato principal de uma federação que tem a sua principal selecção qualificada para disputar o próximo Mundial. Valeu na situação o facto da camisola do CDUP ser de duas faces e, invertendo-a, passando as cores das equipas a diferenciarem-se pelo habitual azul cdulista e um branco do CDUP. A alteração foi feita num instante, sem quaisquer discussões, tendo esta mudança sido feita do lado do visitante e que teve, também como alguém explicou, por base o facto de, quando no jogo do Porto na 1ª volta, ter sido o CDUL, visitante, a alterar o seu equipamento. Cumpriu-se assim a regra universal que impõe que todas as modalidades no nível do alto-rendimento, nomeadamente o rugby no Regulamento 15.18 da World Rugby, exijam a mudança do equipamento à equipa visitante em caso de conflito. O que está certíssimo porque se o factor casa é considerado uma vantagem, ela consiste, não pelo conhecimento dos buracos do terreno-de-jogo mas pelo facto de ter, normalmente, um maior número de adeptos apoiantes que QUEREM! ver a sua equipa com as SUAS cores, aquelas que eles levam no coração — a emoção faz parte do espectáculo desportivo e sem espectadores o desporto de alto-rendimento não existe... E é este direito elementar que OBRIGA a que seja a equipa VISITANTE a mudar as cores do equipamento. Pergunta-se então: sendo assim e sendo uma postura universal, porque é que a Federação Portuguesa de Rugby, mantém a versão desajustada e não altera o seu Regulamento Geral de Competições (art.º 75º)? — isto para não falar de todos os Regulamentos pertencerem à época passada… Mudança? Quando o fará? Porque espera?

Mas não é esta a única situação de incompetente amadorismo. Na apresentação semanal dos resultados da Divisão de Honra/ TOP12, NUNCA é apresentada a decomposição dos resultados. No rugby o valor final do resultado pouco representa para um elementar conhecimento do que se terá passado no jogo — o resultado foi construído através de ensaios ou por pontapés-de-penalidade? Saber se há ou não pontos-de-bónus que têm influência directa na classificação-geral é fundamental para dar ao adepto da modalidade uma ideia da classificação - que aliás deveria também surgir. De outra forma não se faz aproximar os adeptos. Mesmo saber o número de ensaios marcados, transformações realizadas, penalidades convertidas ou ressaltos conseguidos permite perceber a razão dos desempates classificativos que existam — se o primeiro elemento de desempate são as vitórias, o segundo é a diferença de pontos marcados/sofridos pontos, o terceiro e o quarto já tratam dos ensaios marcados no primeiro caso e a diferença de marcados/sofridos, no segundo caso. Ou seja, a apresentação da decomposição dos resultados é, no rugby, um factor decisivo — no mínimo dos mínimos definir pontos-de-bónus. 

Difícil? Não é! porque o MIDOL publica no jornal de 2ª feira a que assinantes têm acesso no domingo à noite, resultados desse fim-de-semana  com demonstração de pontos de bónus e uma classificação reduzida mas que permite conhecer a actualidade da situação. Portanto, difícil não é e representa apenas uma falta de organização federativa. O acesso aos dados dos resultados permitiria enviar para publicação nos jornais diários e assim demonstrar que existimos.

Aproveitemos a mudança de ano e faça-se de 2026 um ano de adaptação à organização necessária. 





quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

NATAL 2025

 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

JOGOS DO PASSADO FIM-DE-SEMANA

 Os Lusitanos jogaram, na 5ª jornada da Rugby Europe Super Cup, contra os Iberians de Espanha e, como se esperava, perderam. E mais uma vez perderam porque — embora a equipa espanhola não fosse nenhuma super-equipa, bem longe disso — continuam a mostrar-se incapazes de jogar contra equipas que sejam capazes de pressionar e de jogar a um nível de intensidade que os jogadores portugueses desconhecem por frequentarem campeonatos demasiado adormecidos quer por falta de equilíbrio competitivo quer por falta de conhecimentos táctico-estratégico do jogo. E não vale a pena dizer-se que não jogaram assim tão mal porque…etc. e tal. O facto foi que foram derrotados por  4-1 no número de ensaios para um 26-13 final, mostrando-se incapazes de utilizar eficazmente as bolas conquistadas, mostrando mais uma vez os erros habituais: idas ao chão como sistema, pouca manobra e demasiada procura da colisão, incapacidade de ataque aos intervalos, apoio pouco adaptado às situações reais com que se confrontam, jogo-ao-pé pouco agressivo e mais uns quantos pontos que não denotam eficácia num jogo colectivo de combate. O porquê? a desequilibrada organização competitiva onde jogam. E se não alterarem este factor o nosso crescimento será nulo…

Nas provas europeias entre clubes e para além de aí se poderem ver e perceber a excelência do uso da bola e das decisões, vale a pena chamar a atenção para dois aspectos. O primeiro deles será a derrota do Toulouse contra os escoceses do Glasgow que, perdendo ao intervalo por 21-0 com 3 ensaios sofridos, conseguiram virar o jogo e marcar 4 ensaios para vencer por 28-21. E esta composição de resultado com os escoceses a não marcarem pontos na 1ª parte e os franceses a não conseguirem marcar qualquer ponto na 2ª, deveu-se a quê? Ao vento! Que impôs a predominância de quem o teve pelas costas, impedindo os que o tiveram pela frente de conquistar território como se pode ver pelo valor percentual do domínio do território, com 71% para o Toulouse com o vento pelas costas a que respondeu o Glasgow com 68% na 2ª parte com valores praticamente idênticos na distribuição da posse da bola. E este resultado chama de novo à ribalta uma velha lei estratégica do confronto rugbístico: “entre duas equipas competitivamente equilibradas a escolha de jogar contra o vento na 1ª parte, tende a definir o vencedor” E a escolha pertenceu ao capitão do Glasgow…

Outro aspecto que nos deve fazer pensar sobre a nossa organização competitiva e a metodologia da formação é o facto dos georgianos dos Black Lions — equipa que se tem mostrado sempre superior aos nossos Lusitanos — terem sido derrotados por 52-0 pelos irlandeses do Connacht na Challenge Cup.. Repare-se: uma equipa com a qual temos enorme dificuldade numa comparação equilibrada não é capaz de marcar qualquer ponto e sofre uma meia centena deles. O que significa um enorme atraso competitivo para quem se diz interessado num lugar do 6 Nações. E nós, o que valemos?! Enfim…

Por cá e no mesmo dia do jogo da Rugby Europe Super Cup disputou-se a 3ª jornada do nosso Top12.

organizando-se a classificação geral da forma que segue.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A CAMINHO DA MEIA-FINAL

 RESULTADOS DA 2ª JORNADA DO TOP12

AGRONOMIA RUGBY, 16 (1E,1T,3P, 1PBd) — SL BENFICA, 20 (2E,2T, 2P, )       

RC SANTARÉM, 12 (2E, 1T) — CF BELENENSES, 64 (10E, 7T, 1PBo)       

GDS CASCAIS, 66 (10E,8T, 1PBo9) — CDUP, 9 (3P)

CDUL, 86 (14E, 8T, 1PBo) — RC MONTEMOR, 0 

CR SÃO MIGUEL, 56 (8E, 8T, 1PBo) AA COIMBRA, 10 (1E, 1T, 1R9

GD DIREITO, 43 (6E,5T,1P. 1PBo) — CR TÉCNICO, 15 (2E, 1T, 1P)            

CLASSIFICAÇÃO GERAL                  


Este fim de semana joga-se, em simultâneo (!?) com o último jogo da Rugby Europe Super Cup 25/26 — o Lusitanos-Ibérians —  a 3ª Jornada do TOP12

5ª JORNADA DA RUGBY EUROPE SUPER CUP 25/26


Com ambas as equipas já apuradas para a meia-final está em disputa — para além do prestígio  — a melhor posição para defrontar o quarto classificado da Classificação Geral





                    


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

MUNDIAL 2027

 


Portugal no Grupo D onde tem como adversário mais próximo do Ranking o já bem conhecido Uruguai. Faltando ainda quase dois anos para a sua realização existe tempo suficiente para fazer uma boa preparação a que muito ajudaria uma efectiva melhoria da competição interna — que só será possível com a diminuição do número de equipas na Divisão de Honra porque só assim será possível atingir a consistência pretendida.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

1ª JORNADA DO TOP12



Continuo sem perceber porque não são dados os resultados nos dias dos jogos de acordo com a composição única — quatro possibilidades de marcação de pontos — dos resultados do Rugby. Ao não o fazer, está-se a ajudar à irrelevância da modalidade que não se encontra praticamente referida pela Comunicação Social.

Como não há estatísticas, não é fácil perceber mais da qualidade dos jogos disputados com excepção dos resultados. E dois há que devem fazer pensar — e não pretendam fazer comparações com o desequilibrado resultado de Gales, porque são domínios diferentes com objectivos diferentes. Os quatro resultados com vitórias com diferenças superiores a 15 pontos de jogo — para além de um 110-0 — demonstram claramente o desequilíbrio desta competição. E se um mau começo traduzir o popular tarde os nunca se endireita? Que vantagem de hábitos competitivos conseguirão os nossos jogadores internacionais que os faça aproximar do nível internacional ou até das capacidades dos seus companheiros que jogam em França?



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