segunda-feira, 24 de agosto de 2026

ALLBLACKS VOLTAM AO 1º LUGAR DO RANKING

GREATEST RIVALRY’26

1º TESTE - RESULTADOS E CONSEQUÊNCIAS


Composição da responsabilidade da transmissão directa televisiva

Para além dos neozelandeses mais optimistas, poucos adeptos do Rugby admitiam que a vitória no jogo não fosse dos Springboks, bi-campeões mundiais e número-um do Ranking Mundial . No entanto e depois de assistirmos a cerca de uma hora de domínio sul-africano— incapaz no entanto de o traduzir em pontos de jogo —  a capacidade defensiva e o jogo de movimento dos AllBlacks inverteram o sentido do jogo. À entrada do último quarto do jogo — os célebres 20-minutos-finais em que se temia que a altitude prejudicasse os jogadores neozelandeses — o resultado estava em 16-19 com apenas 1 ensaio para sul-africanos contra os 4 ensaios neozelandeses. E o jogo virou para o domínio neozelandês com a marca do ensaio de Luke Jacobson.

Aparentemente as formações-ordenadas seriam o trunfo essencial da vantagem Springbok, factor demonstrado quando conseguiu — num exemplo da eficácia da sua estratégia de “obrigar” o adversário à falta — 6 penalidades  — mas perdeu-o quando não soube lidar, como diz, segundo o jornal francês L’Équipe,  o seu responsável Rassie Erasmus : “Foi sem dúvida a pressão que eles nos colocaram nomeadamente nas placagens, nos rucks e no jogo em geral. Os AllBlacks tiveram uma táctica muito inteligente e 100% legal. Eles arrancavam a bola na placagem… A nossa derrota é devida em grande parte ao muito bom trabalho da Nova Zelândia” As placagens dos AllBlacks foram muito eficazes —132 placagens com Jordie Barrett a somar 15.

Nesta fotografia de combate colectivo que as duas equipas mostraram, pode afirmar-se que a inteligência — movimento, manobra, análise, tomada de decisão, determinação dos intervalos — foi superior à força física. A ponto tal que o aumento das dificuldades que se sentiam mais duras com a passagem do tempo, levaram a dois amarelos (Van Staden, 69’ e Reinach, 70’). E com treze jogadores a recuperação era uma impossibilidade…

Com este resultado a Nova Zelândia, ao conquistar 1,75 pontos de ranking, atingiu de novo o 1ª lugar do Ranking Mundial com uma vantagem de 1,82 pontos sobre a África do Sul. 

No próximo sábado disputar-se-á o 2º teste com perspectivas de um novo combate sem folgas e com o interesse de verificar, para além do resultado final e da sua construção, como irão os AllBlacks melhorar o seu comportamento nas formações-ordenadas e na capacidade de (re)conquista da bola no jogo-aéreo. Por sua vez terá todo o interesse em perceber se os sul-africanos encontram forma de impedir a perda da bola no contacto — seja através de uma ida mais rápida para o chão com colocação imediata da bola em situação de disponibilidade ou pela realização de passes de proximidade imediatamente antes da efectividade da colisão (o que, diga-se, não são propriamente hábitos do modelo Springbok) para garantir a continuidade. Falta também saber da atenção e rigor da equipa de arbitragem comandada pelo georgiano Nika Amashukeli, para impedir os habituais truques de fora-de-jogo nas fases ordenadas ou espontâneas e os corpos no chão a impedir a saída rápida (o tempo eficaz é até 3 segundos) da bola nas disputas no chão.

Seja como fôr, o jogo, por tudo que o rodeia, é de não perder.

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