Só aos 62’ é que os AllBlacks passaram para a frente do marcador contra uns Lions que surpreenderam. E a sua maior surpresa foi o facto de se mostrarem uma equipa muito diferente do habitual modelo de jogo sul-africano de colisão. Esta equipa mostrou uma muito eficaz e interessante capacidade de jogo-de-movimento que lhe permitiu, apesar de apenas 38% de posse, garantir 50% de controlo territorial para, provavelmente pela surpresa criada, chegar ao intervalo a comandar o marcador por 21-17 com 3 ensaios marcados por ambas as partes. E cada vez mais pairava nos ares elevados do mesmo estádio Elis Park que assistiu a uma perspectiva de possibilidade de vitória deste surpreendente clube que tendo atingido os quartos-de-final da URC mas, ao perder por 59-10 com o Leinster, ficou-se pelo 7º lugar no United Rugby Championship mas venceu o South African Shield ficando à frente dos Sharks, Stormers e Bulls.
E o jogo mostrou essa capacidade dos Lions e algumas melhorias desta equipa reservista dos AllBacks.
Sucesso de 74% nas placagem de ambos mas com os neozelandeses a conseguiram não perder nenhuma das FO de sua responsabilidade, conseguindo ainda conquistar 3 delas da responsabilidade sul-africana (estatísticas Ultimate Rugby).
Apesar da arbitragem de Angus Gardner, ignorando muitas obstruções e uso de braços para impedir apoios em tempo útil, não ter sido exemplar, as penalidades marcadas não atingiram o valor médio estatístico de 8-12 considerado como aceitável em jogos deste nível — os Lions foram penalizados por 6 vezes e os AllBlacks por 8 vezes num total de 14 o que nos mostra um jogo disciplinado. E não houve tentativas de pontapés aos postes…
Este jogo para além de deixar uma marca na história dos Lions, mostrou também que o abertura Richie Mo’unga, está ainda muito longe do que nos mostrava no seu passado e não será solução para o próximo encontro com os Springboks. E, claro e por aquilo que demonstrou — o movimento e continuidade dos Lions permitiu 5 ensaios — aumentou as expectativas para o jogo-teste do próximo sábado.
De facto terá passado pela cabeça de muitos espectadores, apoiantes ou não dos Lions, que a vitória da franquia sul-africana seria uma hipótese real, E parecia que podia ser assim. Parecer, parecia mas, apesar da altitude do Elis Park, os neozelandeses souberam impor-se no último quarto com a marcação de 3 ensaios.e recuperando assim da diferença de 18 pontos que se verificava desde os quarenta-e-oito minutos do jogo.
