A maior surpresa deste fim‑de‑semana cheio de jogos-teste terá sido o resultado conseguido pela Itália contra Samoa — de uma previsão de vitória samoana virou-se o bico ao prego para uma vitória italiana com a diferença de 32 pontos — da derrota para uma cabazada, pode dizer-se…
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
AUTUMN NATIONS SERIES 2022
A maior surpresa deste fim‑de‑semana cheio de jogos-teste terá sido o resultado conseguido pela Itália contra Samoa — de uma previsão de vitória samoana virou-se o bico ao prego para uma vitória italiana com a diferença de 32 pontos — da derrota para uma cabazada, pode dizer-se…
O CAMINHO DO APURAMENTO
O XV de Portugal fez, nesta primeira das três etapas de Apuramento, o que lhe competia: vencer!. Já favorito, venceu no entanto por números que ultrapassaram as expectativas com a marcação de 6 ensaios que, para além da garantia de 1 ponto de bónus ofensivo, mostraram de novo a qualidade do nosso três-de-trás. Pena foi a habitual indisciplina — 9 penalidades sofridas só na 1ª parte e 2 cartões amarelos — um na 1ª parte e outro no final do jogo.
Os Estados Unidos venceram — para além de obterem também um ponto de bónus ofensivo — por uma diferença que, superiorizando-se na relação marcados-sofridos, lhes permite ocupar o 1º lugar da tabela classificativa.
Com uma semana de intervalo para trabalhar as fases menos conseguidas, Portugal e os Estados Unidos mostram-se como os dois verdadeiros pretendentes ao último lugar disponível de acesso ao Mundial de 2023. De facto e após estes dois jogos da 1º Jornada, as duas equipas mostram-se como as únicas prendentes e estão a ver-se numa finalíssima a 12 de Novembro.
domingo, 6 de novembro de 2022
O ESPERADO (MAS DE QUALIDADE) NO MUNDIAL FEMININO
As meias-finais do Mundial Feminino 2021 tiveram o resultado esperado: final entre a Inglaterra e as Black Ferns, as neozelandesas.
Mas não foi nada fácil para as neozelandesas apurarem-se para a final: a França falhou, no último minuto de jogo, a penalidade, que lhe daria a vitória. Um enorme azar que pesará na chutadora Caroline Drouin durante muito tempo…
Quaisquer dos jogos das meias-finais foram muito bem disputados e com elevado nível do rugby jogado. Então no Nova Zelândia-França vimos uma excelente demonstração de conceitos tácticos que caracterizam o jogo. Graham Henry considera que o jogo de rugby é uma corrida pela Linha de Vantagem, pois foi o que vimos de um lado e do outro — dando para perceber a vantagem do conceito. A rapidez de subida defensiva francesa foi notável diminuindo muito as capacidades atacantes das Black Ferns — esta equipa neozelandesa, como os All Blacks, tem a preocupação permanente de criar, pela organização em pequenos grupos, uma grande fluidez atacante na procura de espaços que, evitando o choque directo, desorganizam a defesa adversária e permitem a continuidade dos movimentos com permanente conquista de terreno. A subida rápida e muito bem organizada — trabalho notável que está por trás daquilo que vimos — das francesas impediu a habitual e letal utilização da 2ª linha atacante. Terminando o jogo com um pouco esperado menor número de ensaios (2) das neozelandesas em relação ás francesas que marcaram 3 ensaios.
Num jogo muito equilibrado e com o domínio territorial dividido (51% contra 49% favorável às vencedoras), com 307 placagens e uma vantagem francesa nos alinhamentos, as Black Ferns tiveram uma maior posse de bola (56%) conquistando mais 200 metros e o dobro de ultrapassagens da linha-de-vantagem mas sem conseguir, graças, repete-se, à muito boa organização defensiva francesa traduzir em vantagem no resultado. Um excelente jogo para se (re)ver. Veremos agora as transformações que Wayne Smith fará para garantir a final…
A Inglaterra, com menos domínio territorial e de posse da bola (44%) e com menos ultrapassagens da linha-de-vantagem, conseguiu, com a sua capacidade defensiva colectiva e individual — 88% de placagens contra 77% das canadianas — igualar o número de ensaios e com uma maior disciplina, vencer a meia-final.
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
INÍCIO DO APURAMENTO PARA A RWC 2023
Neste fim‑de‑semana de 6 de Novembro joga-se, no Dubai e entre Portugal, Estados Unidos, Hong-Kong e Kenya, a 1ª jornada do Grupo de Apuramento da Rugby World Cup 2023 que apurará a última equipa a qualificar-se para o quadro final. O que significa, nos três jogos que cada equipa realizará, que a única garantia de eficácia real será traduzida por três vitórias.
No seu primeiro jogo os Lobos de Portugal defrontarão os Dragons de Hong-Kong — que nunca participaram em qualquer Fase Final de Mundiais — e as previsões, baseadas na classificação e pontuação do Ranking da World Rugby, apontam para uma vitória portuguesa por 8 pontos de diferença. E Portugal, com 523 internacionalizações no conjunto dos seus 30 jogadores convocados (o XV inicial tem uma média de 24 internacionalizações) contra 157 (média de 7 internacionalizações no XV principal) dos mesmo 30 convocados de Hong-Kong a que se acrescenta um capitão, Tomás Appleton, com 53 selecções contra apenas 2 internacionalizações do capitão de Hong-Kong, o Nº 8 Joshua Hrstich, tem assim do seu lado a experiência necessária para chegar à vitória.
Que assim seja, lançando com a melhor esperança a equipa de Portugal para os próximos jogos com o Kenya e Estados Unidos.
O XV de Portugal (entre parênteses o número de internacionalizações) alinhará:
1. Francisco Fernandes (37), 2. Mike Tadjer (25), 3. Diogo Hasse Ferreira (26); 4. Steevy Cerqueira (6), 5. José Madeira (22); 6. João Granate (18), 7. David Wallis (14), 8. Rafael Simões (20); 9. Samuel Marques (15), 10. Jerónimo Portela (16); 12. Tomás Appleton, cap.(53), 13. José Lima (43); 11. Raffaelle Storti (14); 14. Rodrigo Marta (24), 15. Nuno Sousa Guedes (28).
SUPLENTES: 16. David Costa (15), 17. Duarte Diniz (22), 18. António Prim (1); 19. Duarte Torgal (15), 20. Thibault Freitas (14), 21. Pedro Lucas (10), 22. Manuel Cardoso Pinto (23), 23. Vincent Pinto (5).
No outro jogo do Apuramento, os Estados Unidos detêm, logo marcado pela diferença de posições do Ranking — 19 e 33 respectivamente — todo o favoritismo (26 pontos de diferença) no seu jogo contra o Kenya.
Se as previsões se tornarem realidade, a equipa que se apurará para o Mundial decidir-se-á no último jogo, a 18 de Novembro, entre Portugal e os Estados Unidos. Esperemos…
quinta-feira, 3 de novembro de 2022
AUTUMN NATIONS SERIES 2022 E WWRC 2021
Começou o mês de Novembro e surge a habitual janela internacional com as Autumn Nations Series 2022 que apresentam uma série de jogos da maior expectativa e nesta primeira jornada a maioria das previsões — do XV contra XV e da Rugby Vision — apontam para vitórias caseiras com excepção dos jogos Gales-AllBlacks e Itália-Samoa onde são previstas vitórias dos visitantes. Mas o factor casa que nisto de jogos internacionais de estádios cheios pesa que se farta, pode alterar as coisas…
Neste mesmo fim‑de‑semana há ainda para ver as meias finais do Mundial feminino — a horas impróprias sublinhe-se — com Canadá-Inglaterra e Black Ferns-França.
E como se esta série de jogos não bastasse, começa hoje, 6ª feira, o Hong-Kong Sevens
Um fartote de jogos que, não sendo possível ver todos, me lembraram a resposta ao avô que, na bancada, o convidava para se sentar ao seu lado e ver o jogo, de um miúdo de menos de 10 anos: eu não quero ver nenhum jogo, quero é ganhar! E nesta dificuldade de encontrar tempo e horários para ver tudo, é uma boa hipótese a seguir: escolhe-se uma equipa, não se vê o jogo e espera-se que ela ganhe…
terça-feira, 1 de novembro de 2022
SUPER CUP DA FACILIDADE COMPETITIVA
Se não serve para qualquer tipo de preparação — porque não permite uma competição que se coloque acima dos campeonatos nacionais dos concorrentes principais e, por isso, não atinge o nível que se exige a este tipo de competições: desenrolar-se num patamar intermédio entre a competição nacional e a internacional — para que serve este tipo de competição? Por um lado para uma acção propagandística da Rugby Europe que assim espera o reconhecimento e apoio dos países de menor valia (que faz neste torneio Israel com uma equipa cheia de sul-africanos e fijianos?); por outro lado para um óbvio prejuízo do TOP 10 português que vê as suas equipas menos poderosas mas que tenham alguns dos seus jogadores (os melhores) na equipa dos Lusitanos se tornam ainda mais fracas — o CDUP é exemplo flagrante — permitindo assim resultados que podem adulterar o resultado final classificativo… (teria sido preferível organizar um torneio com as equipas do TOP10 e adiar o início do campeonato para o pós-Apuramento)
… e serviu ainda para provar o que já sabíamos do rugby português ao nível inernacional e que nos tirou a possibilidade do apuramento directo para o Mundial…
E se temos uma excelente capacidade do três-de-trás que tem jogadores suficientes para ser uma excelente arma atacante, outros domínios se se mostram maus, desadaptados e com erros confrangedores e grosseiros, continuando sem a necessária e desejada melhoria como seja: uma desastrosa incapacidade de defender o maul; uma muito fraca capacidade de resistência nas formações-ordenadas (é curioso como não se vê nestes dois últimos domínios melhorias técnicas que anulem as desvantagens físicas que possam eventualmente haver — que é feito do programa Força Oito?); um jogo-ao-pé de entrega da bola e que serve de pouco para garantir a conquista e domínio do território ou a criação de desequilíbrios; o jogo feito a demasiada distância de segurança da Linha-de-vantagem que quase só torna possível a utilização da capacidade de movimento e velocidade das linhas-atrasadas nas situações de formações-expontâneas conquistadas, aumentando o problema, por óbvia vantagem da superioridade numérica da linha defensiva, de realizar a procura de ultrapassar a Linha-de-vantagem sem ser por constantes colisões sem que a manobra que abriria espaços tenha sido anteriormente realizada**. Tudo isto a somar a uma situação completamente insustentável da indisciplina dos jogadores que fazem demasiadas faltas, entregando terreno de borla aos adversários — ou os árbitros portugueses são treinados para arbitrar de acordo com os princípios que estão a ser utilizados no espaço europeu e usam esses critérios no campeonato nacional ou as faltas continuarão a prejudicar as equipas nacionais nos encontros internacionais.
Com um campeonato falho de qualidade — cada equipa não dispõe dos seus melhores — e uma prova internacional sem intensidade e equilíbrio capazes — por mais que o CEO da Rugby Europe pretenda dizer o contrário — a nossa preparação não teve a qualidade desejada nem foi posta à prova as vezes necessárias para impôr as devidas correcções e adaptações.
De nada valendo chorar no molhado, resta-nos a esperança — a tal que nunca morre — da transformação e que os Lobos mostrem a eficácia capaz de superar os seus adversários do Apuramento…
* Se o critério para o desempate desta Super Cup está quase correcto — em campeonatos ou torneios com pontos de bónus o mais correcto é que o 1º factor, como se define em Portugal e em Inglaterra (Premiereship pelo menos), seja o maior número de vitórias seguido então, como 2º factor, pela diferença global de pontos marcados e sofridos — a proposta do Manual mantém o “eterno”disparate de considerar que o desempate se define pelo melhor resultados dos jogos entre as duas equipas empatadas permitindo o erro crucial de um mesmo acto se traduzir numa dupla penalização — já terá valido os pontos perdidos de uma derrota e valerá ainda para saber quem segue adiante… (para além de poder propocionar combinações…)
** Como ensinou estrategicamente Nuno Álvares Pereira, no combate deve fazer-se prevalecer a manobra sobre o choque, surpreendendo e evitando um eventual maior poderio do adversário.
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
GRUPO DESPORTIVO DE DIREITO: 70º ANIVERSÁRIO
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| Foto Ana Coucello |
O Grupo Desportivo de Direito, no seu 70ª aniversário, considerou entregar-me uma medalha designada por Prémio Geração Desenvolvimento Desportivo 1981-1990 que, lembrando o tempo em que fui treinador da sua equipa principal ajudei, juntamente com o Armando Fernandes que recebu uma medalha idêntica, a transformar como o título da medalha reconhece um clube muito “brincadeira” num clube competitivo. Fiquei, naturalmente, muito satisfeito — e até orgulhoso — pela lembrança que tiveram na recordação desses tempos.
Treinei o GDD durante cerca de oito épocas e aí criei amizades, principalmente com jogadores, que duram até aos dias de hoje. Tenho desse tempos excelentes memórias que a medalha irá ajudar a manter vivas.
Um agradecimento cheio de gratidão muito grande pela simpatia, amizade e espírito desportivo. Muito obrigado GDDireito.








