GREATEST RIVALRY’26
1º TESTE - RESULTADOS E CONSEQUÊNCIAS
![]() |
| Composição da responsabilidade da transmissão directa televisiva |
GREATEST RIVALRY’26
1º TESTE - RESULTADOS E CONSEQUÊNCIAS
![]() |
| Composição da responsabilidade da transmissão directa televisiva |
Os AllBlacks, na sua preparação, já fizeram três jogos com três vitórias sobre as franquias sul-africanas dos Stormers, Sharks e Bulls conseguidas com a marcação de 22 ensaios. Mas para além das necessidades de adaptações para contrariar o jogo-de-colisão sul-africano, os AllBlacks têm ainda que garantir a difícil adaptação à altitude — o estádio Elis Park onde se disputará este teste, situa-se a 1753 metros acima do nível do mar provocando, aos não habituados, sintomas de falta de ar (menos de 10 a 15% de oxigénio) e recuperação mais lenta entre os esforços. E embora tenham jogado contra os Bulls no estádio Loftus Versfeld que se localiza a 1350 metros acima do nível do mar, portanto numa altitude onde os problemas de difícil adaptação existem em bastante menor grau do que as que se irão apresentar no Elis Park. E aqui vai, portanto, haver um ponto de interesse específico: saber como se aguentarão os AllBlacks no último quarto do jogo — os ditos 20 minutos finais. Seja como for, valendo ainda a percepção de qual dos grupos será mais rápido a disponibilizar a bola no pós-ruck e o que construirão com essa vantagem.
Um jogo a não perder!
![]() |
| foto de autor desconhecido |
A equipa do John Dobson — antigo talonador do Dramático de Cascais ao tempo que eu os treinava — os Stormers da África do Sul perderam com os AllBlacks por 31-28, marcando 3 ensaios (um deles de penalidade mas sofrendo 6), conseguindo 97% de sucesso nos rucks, igualando os neozelandeses e fazendo 120 placagens num total de 120. Ou seja, a equipa de Dobson comportou-se muito positivamente contra a equipa que é a nº2 mundial. E foi agradável revê-lo nas images da bancada técnica sul-africana.
Hoje haverá dois jogos-teste, sendo o Argentina-África do Sul transmitido directamente pela SPORTV pelas 20h00. No quadro em baixo apresenta-se a previsão da diferença no resultado final.
A equipa de Portugal, venceu Tonga como, no mínimo, lhe competia mas cometeu muitos erros. Foi, mais uma vez indisciplinada — 14 pontapés de penalidade sofridos com 11 no seu meio-campo para além de dois “amarelo”. E em cima da fim, tivemos a sorte de um mau lançamento tonguense que nos libertou de mais um maul a 5 metros.
Tonga mostrou-se sempre forte nos mauls — e se a melhor maneira de evitar as piores consequências deste movimento é garantir o posicionamento territorial no meio-campo adversário, Portugal só o conseguiu em 48% (depois de 53% na 1ª parte) da totalidade de domínio territorial, vencendo apenas 44 do total de 130 rucks. Enfim… com as competições internas desequilibradas como existem, não será fácil atingir o nível de eficácia pretendido para subir na escala do Ranking.
Surpresas terão sido a vitória superior a 15 pontos dos AllBlacks sobre a Irlanda, a dura derrota da Itália frente à Austrália pela diferença de 47 pontos de jogo e o facto de Gales não ter conseguido marcar qualquer pontos frente à África do Sul. A vitória da Inglaterra frente à Argentina na sua própria casa, foi um bom resultado (a “vingar” a derrota no futebol???…).
A 2ª volta iniciar-se-á em Novembro e nos campos europeus para apuramento dos finalistas que jogarão no sempre Twickenham.
Nesta 2ª Jornada do Nations Championship, dois jogos foram bastante interessantes como o Austrália-França em que, depois de estarem a perder por 21-12 aos 33’, os “azuis” foram vencer com ambas as equipas a conseguirem pontos de bónus ofensivos. No África do Sul-Escócia depois de os sul-africanos estarem a vencer por 14-0 aos 19’, viu-se os escoceses a empatarem aos 40’ mas, apesar de dobrarem os seus pontos até ao final do jogo, não foram capazes de evitar a derrota. Também neste jogo, interessante de ver, ambas as equipas obtiveram pontos de bónus ofensivos.
![]() |
| USA-PORTUGAL, NATIONS CUP (com base num esquema da World Rugby) |
Jorge Araújjo, prestigiado treinador de Basquetebol, seleccionador nacional de todos os escalões masculinos, cinco Campeonatos Nacionais da 1.ª Divisão, seis Taças de Portugal, uma Taça da Liga e quatro Supertaças, fundador e presidente da empresa de coaching Team Work Consultores e posteriormente Doutorado em Filosofia pela Universidade de Coimbra define assim um Treinador como o ouvi numa entrevista num recente podcast do ISLA:
Um treinador é uma pessoa que cuida, que observa, que age, que comunica com impacto emocional suficiente e que ajuda a melhorar competências.
Mas o que tornou a audição mais interessante — confesso que o li no seu livro “O Treino do Comportamento” de 2004 mas que nunca o tinha ouvido anteriormente mesmo nos diversos cursos e conferências que fiz em Inglaterra — foi quando explicou que este conceito era fácil de manter vivo nas nossas cabeças de treinadores uma vez que a palavra inglesa que significa treinador se escreve como COACH, possibilitando um acrónimo que pode ser lido assim:
e que traduz as acções comportamentais que um treinador e todo aquele que comanda e tem a responsabilidade sobre um grupo de pessoas que têm objectivos comuns como lembra Jorge Araújo no seu já referido livro e que são pais, professores, treinadores, quadros de empresas e dirigentes políticos que, como também afirma, devem alimentar (FEED) o potencial para que aqueles que lideram possam atingir o nível da excelência.
Inicia-se este fim-de-semana a nova prova internacional da Rugby World que terá a sua “2ª volta” em Novembro a que se seguirão as finais. Numa organização que junta em pools distintas, equipas do Tier2 no Nations Cup e do Tier1, procurando o equilíbrio competitivo que permitirá a melhoria das capacidades das diversas equipas. Outras particularidade é que, ao contrário do habitual, nem todos os jogos são em casa de uma das equipas, havendo jogos em campo neutro.
Apesar das dificuldades que criou a si própria, a equipa de rugby do Benfica conquistou, pela 10ª vez e passados 25 anos, o titulo de Campeão Nacional. Neste último jogo, pelo desperdício benfiquista do empate com o CDUL, o Cascais passou a ter uma inesperada oportunidade desde que, garantindo um ponto de bónus ofensivo, não permitisse um bónus defensivo ao adversário. O que parecia uma enorme dificuldade para os cascalenses mas, um brutal erro do formação benfiquista, aumentou, num repente, as suas possibilidades. Que foram criadas pelo formação benfiquista expulso e não pelo árbitro que o expulsou (que aliás seguiu a perspectiva do seu árbitro-assistente). O rugby é um jogo colectivo de combate mas não é uma batalha campal! Ou seja, tem regras e valores a respeitar que pertencem ao conjunto das Leis do Jogo onde também se defende a absoluta importância da segurança dos participantes, criando assim a Cultura que nos permite dizer que somos diferentes. E Integridade, Disciplina e Respeito, são três dos valores especificamente nomeados — o que significa que o seu não cumprimento é um atentado à Ética que nos conduz, sendo que a sua violação não pode ficar impune.
Vi e revi o vídeo do jogo por diversas vezes e estou com a decisão do árbitro — houve um comportamento grave e obviamente voluntário que, sendo-o, só piora a situação e leva à decisão extrema de expulsão. Existe um ruck e um jogador do Cascais surge no chão e do lado do campo benfiquista — quando o formação benfiquista se aproxima, a bola está visível do lado da câmara e ele procura a bola do outro lado, lado mais afastado da bola e aí, usando os pés do outro lado do corpo do jogador do Cascais — os movimentos das pernas corroboram a posição do árbitro-assistente — pisou ou pontapeou o adversário num óbvio acto de violência e desrespeito pelo adversário.
Daí… Mas nada autoriza o movimento que corre sempre nestas alturas sobre a culpabilidade arbitral. Pode e deve-se analisar as arbitragens mas com regra e não fazendo do árbitro uma ultrajante espécie que altera o jogo porque achamos que prejudicou a nossa equipa.
Terminado o campeonato podemos perceber que o modelo utilizado não criou as condições para o equilíbrio necessário a uma competição de nível elevado para além de ter tido uma primeira fase muito desequilibrada. Analisando o quadro classificativo final, podemos ver que, com seis clubes, se formaram 3 grupos — o primeiro com três equipas separadas por 1 ponto; o segundo distando 13 pontos do campeão e o terceiro, formado por um único clube, tem 34 pontos de diferença para o 1º classificado. Se isto é equilíbrio competitivo… o valor Noll-Scully, com 1,51, demonstra não ser.
Continuo na minha: campeonato principal com 6 equipas e disputado a 3 voltas com a última volta de cada jogo a ser disputada no campo da equipa que, entre elas e nas duas voltas anteriores, tiver obtido a melhor soma de resultados. Gostaria de o ver aplicado na próxima época, garantindo assim uma melhor preparação dos jogadores portugueses para o Mundial.
Como nota que me agrada e a finalizar, o facto de, apesar de ainda não terem finalizado os respectivos campeonatos, o CDUL ser já campeão nos Sub-18 e Sub-16. Portanto, com uma boa organização, articulação e coesão dos diversos planos do clube, o CDUL pode ter um bom futuro de acordo com a sua história.