segunda-feira, 24 de agosto de 2026

ALLBLACKS VOLTAM AO 1º LUGAR DO RANKING

GREATEST RIVALRY’26

1º TESTE - RESULTADOS E CONSEQUÊNCIAS


Composição da responsabilidade da transmissão directa televisiva

Para além dos neozelandeses mais optimistas, poucos adeptos do Rugby admitiam que a vitória no jogo não fosse dos Springboks, bi-campeões mundiais e número-um do Ranking Mundial . No entanto e depois de assistirmos a cerca de uma hora de domínio sul-africano— incapaz no entanto de o traduzir em pontos de jogo —  a capacidade defensiva e o jogo de movimento dos AllBlacks inverteram o sentido do jogo. À entrada do último quarto do jogo — os célebres 20-minutos-finais em que se temia que a altitude prejudicasse os jogadores neozelandeses — o resultado estava em 16-19 com apenas 1 ensaio para sul-africanos contra os 4 ensaios neozelandeses. E o jogo virou para o domínio neozelandês com a marca do ensaio de Luke Jacobson.

Aparentemente as formações-ordenadas seriam o trunfo essencial da vantagem Springbok, factor demonstrado quando conseguiu — num exemplo da eficácia da sua estratégia de “obrigar” o adversário à falta — 6 penalidades  — mas perdeu-o quando não soube lidar, como diz, segundo o jornal francês L’Équipe,  o seu responsável Rassie Erasmus : “Foi sem dúvida a pressão que eles nos colocaram nomeadamente nas placagens, nos rucks e no jogo em geral. Os AllBlacks tiveram uma táctica muito inteligente e 100% legal. Eles arrancavam a bola na placagem… A nossa derrota é devida em grande parte ao muito bom trabalho da Nova Zelândia” As placagens dos AllBlacks foram muito eficazes —132 placagens com Jordie Barrett a somar 15.

Nesta fotografia de combate colectivo que as duas equipas mostraram, pode afirmar-se que a inteligência — movimento, manobra, análise, tomada de decisão, determinação dos intervalos — foi superior à força física. A ponto tal que o aumento das dificuldades que se sentiam mais duras com a passagem do tempo, levaram a dois amarelos (Van Staden, 69’ e Reinach, 70’). E com treze jogadores a recuperação era uma impossibilidade…

Com este resultado a Nova Zelândia, ao conquistar 1,75 pontos de ranking, atingiu de novo o 1ª lugar do Ranking Mundial com uma vantagem de 1,82 pontos sobre a África do Sul. 

No próximo sábado disputar-se-á o 2º teste com perspectivas de um novo combate sem folgas e com o interesse de verificar, para além do resultado final e da sua construção, como irão os AllBlacks melhorar o seu comportamento nas formações-ordenadas e na capacidade de (re)conquista da bola no jogo-aéreo. Por sua vez terá todo o interesse em perceber se os sul-africanos encontram forma de impedir a perda da bola no contacto — seja através de uma ida mais rápida para o chão com colocação imediata da bola em situação de disponibilidade ou pela realização de passes de proximidade imediatamente antes da efectividade da colisão (o que, diga-se, não são propriamente hábitos do modelo Springbok) para garantir a continuidade. Falta também saber da atenção e rigor da equipa de arbitragem comandada pelo georgiano Nika Amashukeli, para impedir os habituais truques de fora-de-jogo nas fases ordenadas ou espontâneas e os corpos no chão a impedir a saída rápida (o tempo eficaz é até 3 segundos) da bola nas disputas no chão.

Seja como fôr, o jogo, por tudo que o rodeia, é de não perder.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

1º TESTE GREATESTE RIVALRY’26



Neste Sábado será jogado o 1º jogo-teste (dos 4 em disputa) da digressão dos AllBlacks à África do Sul — a designada Greatest Rivalry’6 — num jogo que está a criar enormes expectativas, não só pelo potencial equilíbrio  competitivo que são admite vencedores antecipados — são as duas melhores equipas do Mundo rugbístico  — mas também pelo facto de se tratar de um confronto de dois modelos de jogo distintos baseados em diferentes interpretações dos Princípios Fundamentais do Jogo — desde logo visíveis na forma escolhida para a ultrapassagem da linha-de-vantagem: a colisão sul-africana contra a manobra neozelandesa.

Os AllBlacks, na sua preparação, já fizeram três jogos com três vitórias sobre as franquias sul-africanas dos Stormers, Sharks e Bulls conseguidas com a marcação de 22 ensaios. Mas para além das necessidades de adaptações para contrariar o jogo-de-colisão sul-africano, os AllBlacks  têm ainda que garantir a difícil adaptação à altitude — o estádio Elis Park onde se disputará este teste, situa-se a 1753 metros acima do nível do mar provocando, aos não habituados, sintomas de falta de ar (menos de 10 a 15% de oxigénio) e recuperação mais lenta entre os esforços. E embora tenham jogado contra os Bulls no estádio Loftus Versfeld que se localiza a 1350 metros acima do nível do mar, portanto numa altitude onde os problemas de difícil adaptação existem em bastante menor grau do que as que se irão apresentar no Elis Park. E aqui vai, portanto, haver um ponto de interesse específico: saber como se aguentarão os AllBlacks no último quarto do jogo — os ditos 20 minutos finais. Seja como for, valendo ainda a percepção de qual dos grupos será mais rápido a disponibilizar a bola no pós-ruck e o que construirão com essa vantagem. 

Um jogo a não perder!

terça-feira, 18 de agosto de 2026

VAREIRO E MARTA NO MIDI OLYMPIQUE

 


Os internacionais portugueses Manuel Vareiro — sob o título de “confirmação esperada”— e Rodrigo Marta — sob o título “ultrapassagem do Rubicão” — são considerados, numa bela homenagem e pelo jornal francês especialista de Rugby, Midi Olympique, como jogadores a ter em atenção neste próximo campeonato na rubrica  “le jouer à suivre”.

Se Manuel Vareiro, que ganhou a confiança de técnicos e companheiros para se tornar o chutador-aos-postes  no Provence Rugby, continua no ProD2, Marta assinou pelo Pau do Top14 e leva o jornalista a, depois de referir a  consideração de Quentin Put que afirma que “Rodrigo Marta é um factor X de excelência, utilizando nomeadamente a sua aceleração fulgurante e a sua capacidade de atacar intervalos.”, deixando no ar que a certeza da confirmação desta frase será conhecida nos próximos meses depois dos jogos do Top14 ou da Taça dos Campeões. 

 



domingo, 16 de agosto de 2026

A PREPARAR JOGOS-TESTE


Com uma segunda parte de grande superioridade — marcaram 5 ensaios sem sofrer nenhum — os australianos venceram o Japão — que só se “aguentaram” na 1ª parte — por uma diferença de 39 pontos, muito superior à previsão que o seu posicionamento no ranking da World Rugby fazia prever.

Os Estados Unidos, ao vencerem por um ponto de diferença uma segunda equipa da Argentina, conseguiram um bom resultado com o curioso factor dos PumasB terem marcado mais um ensaios do que os americanos — o que denota alguma indisciplina argentina.


No seu terceiro jogo da digressão por terras sul-africanas, os AllBlacks voltaram a vencer com o mesmo número de oito ensaios do jogo anterior. Com algumas experiências os AllBlacks demostraram uma cada vez melhor capacidade de movimento através de um muito interessante e assertivo jogo de passes  sejam passes-em-carga, passes longos ou mera libertação da bola para um apoio que se sabe que aparecerá. Esta eficaz capacidade demonstra que os seus treinos são feitos, em grande parte, com oposição, permitindo uma adequada e eficaz leitura do jogo para descobrir caminhos a seguir e intervalos para explorar — e sempre bonito de ver!

Com a preparação destes 3 jogos, os AllBlacks preparam, da melhor maneira, as necessárias adaptações para os próximos  jogos-teste contra os Springboks.


 

sábado, 15 de agosto de 2026

NOVO JOGO DOS ALLBLACKS

A Argentina XV não tem posição nem pontuação no Ranking da World Rugby

 Para além destes Jogos em que apenas pode ser considerado formalmente um Jogo-Teste o           Austrália-Japão, haverá um outro, entre a equipa sul-africana dos Bulls contra oa AllBlacks e que pertence à competição Greatest Rivalry’26

terça-feira, 11 de agosto de 2026

domingo, 9 de agosto de 2026

VENCERAM OS MELHORES QUALIFICADOS

 


A Austrália, a jogar com 14 jogadores durante 7 minutos da 1ª parte e toda a 2ª parte, viu-se em grande dificuldade para vencer o Japão, terminando com um resultado final de 35-32 e, no total com vantagem japonesa na posse da bola (53%) e no domínio territorial (55%) o que obrigou os australianos a 87% de sucesso nas placagens num total de 143 efectivas - os japonesas realizaram 96 efectivas com ambas as equipas a falharem 22 placagens.

No outro jogo, Argentina-África do Sul, os Pumas tiveram um excelente comportamento resistindo muito bem ao maior poder sul-africano e, até!, terminando o jogo com domínio da posse e do território que por muito pouco não permitiu o empate. Para este resultado contribuiu muito a capacidade defensiva argentina que fez 172 placagens efectivas num 91% de sucesso. Mas, como as estatísticas gerais indicam como norma, ganha quem marca mais ensaios. E assim foi…

Qualquer dos jogos foi interessante de ver com boas demonstrações de colocação da bola no pós-contacto, boa organização do apoio e muita preocupação de ataque ao espaço — mesmo os sul-africanos mostraram algumas vezes a preocupação do movimento da manobra em vez da colisão directa. Fraquito, fraquito foi o jovem árbitro inglês, Christophe Ridley  — apanhado por lesão do francês P.Brousset — que ignorou em permanência os habituais fora-de-jogo ou a má posição no chão dos sul-africanos.

Com estes resultados, só o Japão — ao perder 2 lugares no ranking da World Rugby — desceu, passando de 10º para 12º, na tabela geral.

sábado, 8 de agosto de 2026

DOBSON CONTRA OS ALLBLACKS

foto de autor desconhecido

A equipa do John Dobson — antigo talonador do Dramático de Cascais ao tempo que eu os treinava — os Stormers da África do Sul perderam com os AllBlacks por 31-28, marcando 3 ensaios (um deles de penalidade mas sofrendo 6), conseguindo 97% de sucesso nos rucks, igualando os neozelandeses e fazendo 120 placagens num total de 120. Ou seja, a equipa de Dobson comportou-se muito positivamente  contra a equipa que é a nº2 mundial. E foi agradável revê-lo nas images da bancada técnica sul-africana.

Hoje haverá dois jogos-teste, sendo o Argentina-África do Sul transmitido directamente pela SPORTV pelas 20h00. No quadro em baixo apresenta-se a previsão da diferença no resultado final.




quarta-feira, 29 de julho de 2026

SEVENS TERMINAM A DERROTAR A GRÃ-BRETANHA


O árbitro português, Marco Minelli, foi designado para arbitrar a final da etapa Split do Europe 7s Men´s Championship 2026 entre a França e a Itália e que teve os franceses como vencedores que, aliás, se tornaram — com os resultados das duas etapas de Hamburgo e Split — Campeões da Europa. Marco fez uma arbitragem com bom controlo e embora eu considere que a possibilidade de jogo imediato de penalidades — ignorando a deslocação obrigada pela fase anterior dos futuros defensores — representa um segundo castigo sobre a mesma falta (penso que deveria ser definido um tempo de recuperação). Mas Marco aplicou — e bem nestes casos — as instruções que a Rugby World determina.

Na soma das duas etapas a Selecção feminina de Portugal obteve o 7º lugar da classificação final com um resultado notável que as participantes guardarão nas suas memórias ao conseguirem derrotar a Grã-Bretanha por 29-22, demonstrando com um resiliente querer, a eficácia que permitiu marcar um ensaio no último minuto e após se terem deixado empatar 22-22 e garantir assim uma importante vitória para a conquista do 7º lugar na classificação geral do europeu. A não esquecer e que este seja um motivo de desenvolvimento da capacidade competitiva do Rugby Feminino português.

 
A equipa masculina de Portugal conseguiu, na disputa do 5º lugar da etapa de Split, um resultado espantoso e surpreendente ao vencer a Grã-Bretanha por, imagine-se, 40-0. Este resultado é mesmo de deixar o pessoal de boca aberta — quarenta pontos sem sofrer algum contra os históricos britânicos. Vencer, marcando quarenta pontos e não sofrendo nenhum, uma equipa representativa da Grã-Bretanha numa prova oficial é uma vitória sensacional — mas, atenção!, não pode fazer ignorar que não nos qualificámos para a 3ª Divisão do Circuito Mundial de Sevens. Coisas…que, muito objectivamente, demonstram a necessidade de (re)organização.


Pelo conjunto de resultados anteriores conseguidos, não poderemos viver a mostrar a tabela  dos quarenta — como já aconteceu com outros resultados…Temos que repensar na reorganização que nos possa dar consistência competitiva de acordo com as qualidades que — volta-não-volta — vamos mostrando para as tornar uma constância. 

terça-feira, 21 de julho de 2026

domingo, 19 de julho de 2026

FINAL 1ª VOLTA DO NATIONS


 No final da 1ª volta do Nations Cup, a Geórgia e o USA, com 14 pontos, comandam as tabelas classificativas do Hemisfério Norte e Sul. Portugal, com 12 pontos é o 2º classificado do Hemisfério Norte — pense-se o que seria se tivesse, como devia ter acontecido sem os erros cometidos, havido uma vitória sobre os Estados Unidos… Nesta 3ª Jornada as vitórias da Roménia e de HongKong foram surpreendentes.

A equipa de Portugal, venceu Tonga como, no mínimo, lhe competia mas cometeu muitos erros. Foi, mais uma vez indisciplinada — 14 pontapés de penalidade sofridos com 11 no seu meio-campo para além de dois “amarelo”. E em cima da fim, tivemos a sorte de um mau lançamento tonguense que nos libertou de mais um maul a 5 metros. 

Tonga mostrou-se sempre forte nos mauls — e se a melhor maneira de evitar as piores consequências deste movimento é garantir o posicionamento territorial no meio-campo adversário, Portugal só o conseguiu em 48% (depois de 53% na 1ª parte) da totalidade de domínio territorial, vencendo apenas 44 do total de 130 rucks. Enfim… com as competições internas desequilibradas como existem, não será fácil atingir o nível de eficácia pretendido para subir na escala do Ranking.


 A África do Sul, com 15 pontos, encontra-se no 1º lugar do Tiers 1, Hemisfério Sul e a França, com 12 pontos comanda o grupo do Hemisfério Norte. A Nova Zelândia, também com 15 pontos, encontra-se em 2º lugar do Hemisfério Sul enquanto a Escócia, com 11 pontos,  ocupa também o 2º lugar mas no Hemisfério Norte.

Surpresas terão sido a vitória superior a 15 pontos dos AllBlacks sobre a Irlanda, a dura derrota da Itália frente à Austrália pela diferença de 47 pontos de jogo e o facto de Gales não ter conseguido marcar qualquer pontos frente à África do Sul. A vitória da Inglaterra frente à Argentina na sua própria casa, foi um bom resultado (a “vingar” a derrota no futebol???…).

A 2ª volta iniciar-se-á em Novembro e nos campos europeus para apuramento dos finalistas que jogarão no sempre Twickenham.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

NATIONS CUP E CHAMPIONSHIP CUP 3ª JORNADA— PREVISÕES


 Nesta 3ª Jornada, Portugal defronta Tonga no território neutro do Canadá e, devido ao seu maior número de pontos do Ranking da World Rugby, tem o favoritismo da vitória. Outro jogo interessante será entre os dois primeiros do Hemisfério Norte e Sul, Geórgia e Chile, que será jogado no Chile tendo como favorito os georgianos. Também os segundos dos dois hemisférios deste Tiers 2, USA e Espanha, se defrontarão nos Estados Unidos com favorirismo americano.
No Tiers 1, a Nova Zelândia, em casa, defronta a Irlanda com favoritismo dos AllBlacks e outro jogo que pode ser muito interessante — e que repete a meia.final do Mundial 2026 de Futebol — será o Argentina-Inglaterra que, embora se jogue na terra dos Pumas, tem os ingleses como favoritos.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

RESULTADOS DA 2ª JORNADA E SUAS CONSEQUÊNCIAS



Nesta 2ª Jornada, embora num jogo de menor intensidade, Portugal fez — ao contrário do passado fim-de-semana — o que lhe competia de acordo com a diferença de lugares e de pontos no Ranking da World Rugby: venceu o Canadá por uma diferença de 24 pontos de jogo (superior em 7 pontos de jogo à previsão que fiz). Mas não foi nenhum super-jogo: foi, isso sim, uma boa vitória que comemora bem a 50ª internacionalização do João Granate. Mas a diferença de pontos de ranking entre as duas equipas só permitiu aos portugueses a conquista de 0,17 pontos —  não conseguindo apagar os 1,14 pontos perdidos pela derrota com os americanos  A equipa portuguesa teve a qualidade de uma muito maior DISCIPLINA — a diferença foi abissal ao conceder 7 penalidades mas apenas 1 no seu próprio campo (contra os USA foram 11 no seu próprio meio-campo) e não foi apresentado qualquer cartão... Mas atenção, os erros conceptuais no campo táctico mantiveram-se. Mais uma vez a relação ataque/defesa não se mostrou capaz do domínio táctico da linha-de-vantagem…mas houve, pelo menos, uma maior preocupação de domínio territorial.

Outro bom resultado foi o da Espanha que com uma, apesar de negativa, diferença mínima de pontos de ranking, derrotou Tonga por 13 pontos de jogo de diferença (em termos de ranking ganhou 1,02 pontos e conquistou 4 lugares na classificação do Ranking da World Rugby).

Depois dos dois jogos, a Geórgia, com 9 pontos, ocupa o 1º lugar da Tabela Classificativa do Hemisfério Norte deste Tiers2 e o Chile, com 10 pontos, é o actual primeiro da Tabela Classificativa do Hemisfério Sul do também Tiers2.

No próximo fim-de-semana teremos a disputa da 3ª Jornada com Portugal a defrontar Tonga.

domingo, 12 de julho de 2026

NATION CHAMPIONSHIP 2026 - RESULTADOS 2ª JORNADA

 


Nesta 2ª Jornada do Nations Championship, dois jogos foram bastante interessantes como o Austrália-França em que, depois de estarem a perder por 21-12 aos 33’, os “azuis” foram vencer com ambas as equipas a conseguirem pontos de bónus ofensivos. No África do Sul-Escócia depois de os sul-africanos estarem a vencer por 14-0 aos 19’, viu-se os escoceses a empatarem aos 40’ mas, apesar de dobrarem os seus pontos até ao final do jogo, não foram capazes de evitar a derrota. Também neste jogo, interessante de ver, ambas as equipas obtiveram pontos de bónus ofensivos.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

NATIONS CUP E CHAMPIONSHIP CUP - PREVISÕES 2ª JORNADA

De novo a Espanha num jogo equilibrado de acordo com o Ranking WR e Portugal a jogar fora contra o Canadá e que tem uma teórica superioridade de acordo com a história de resultados.

Dois jogos interessantes — Austrália-França, África do Sul-Escócia — constituem esta 2ª jornada. Noutro nível e interesse estará o Argentina-Gales que permitirá perceber como está Gales a reconstruir-se.


quinta-feira, 9 de julho de 2026

A INDISCIPLINA DÁ DERROTAS

Jogar por uma equipa representativa de Portugal é sempre uma HONRA, mas uma honra que, por não ser acessível a todos, tem que ser encarada por cada um com grande responsabilidade e respeito — não sendo admissíveis indisciplinas levianas ou desfocagens motivadoras de óbvios prejuízos colectivos. O Rugby tem LEIS DE JOGO que devem e têm de ser cumpridas ao pé da letra — para o que há a exigência de as conhecer e, ainda mais, de as perceber. Se a bola é para ser disputada, existem formas legalizadas de o fazer em cada conquista; se o jogo é de contacto muito constante, o choque entre os corpos tem regras que limitam a sua insegurança e não pode ser feito como se de uma luta de rua se tratasse. O Rugby — jogo colectivo de combate — não admite nem violência nem agressão, bem pelo contrário — no Rugby o RESPEITO MÚTUO pelas Leis do Jogo e pelos adversários é um VALOR FUNDAMENTAL dos seus PRINCÍPIOS, sendo um factor essencial para que o ESPÍRITO DO JOGO envolva todos nós — treinadores, capitães, jogadores e árbitros. E é dentro deste espaço que, correcta e lealmente, o jogo deve ser jogado para nos garantir o prazer e o divertimento a que a sua prática nos transporta.


USA-PORTUGAL, NATIONS CUP (com base num esquema da World Rugby)

A equipa de Portugal começou muito bem o jogo de Dallas contra os Estados Unidos: dois ensaios em 9 minutos abriam perspectivas para um grande jogo com uma boa vitória. Mais um ensaio a aproveitar a inferioridade numérica americana e a colocar, aos 25 minutos de jogo o resultado em 17-9. Tudo parecia bem encaminhado. Mas num repente…
… a indisciplina dos jogadores portugueses tomou conta do campo e o desconhecimento das Leis do Jogo e da sua aplicação em tempos de jogo começaram a ditar leis: um cartão amarelo com redução a 14 jogadores na equipa, quase de imediato seguida por uma expulsão que reduziu durante 6 minutos a uma luta de 13 contra 15 e que prolongou para lá do intervalo a inferioridade numérica que permitiu a marcação de 2 ensaios americanos. E o bom resultado inicial transformou-se, com a chegada do intervalo, num negativo de dois pontos…
E a indisciplina com faltas técnicas sobre faltas técnicas a entregar, nas 13 penalidades cometidas (contra 4 americanas), a possibilidade de marcação de pontos, entregou o jogo a uma equipa americana que, para além deste campo, nada mostrou de especial capacidade. E para terminar numa espécie de rendição, mais uma expulsão para perfazer mais do que uma metade de jogo em inferioridade numérica. E assim não há jogo que se ganhe…
Como é possível o desconhecimento das Leis do Jogo demonstrado por grande parte dos jogadores? Como é possível a ignorância da reorganização técnico-táctica de fases em que a bola se perde. E pior, este não é um caso especial desta equipa — é um caso que está a prejudicar o rugby português em geral. Veja-se a derrota de Sevens contra a Bélgica — a Bélgica?! — quando ao intervalo se vencia por 19-0… também aqui e num repente  se esqueceram das regras tácticas básicas de um jogo que tem o dobro do espaço de manobra para cada um dos jogadores do que tem o XV — com a obrigatoriedade evidente da adaptação de gestos e movimentos. 
Ou seja: o nosso campeonato pouco competitivo nada prepara para o nível internacional. As técnicas são fracas porque nada obriga a que sejam melhores; o conhecimento das Leis do Jogo é desastroso porque não existe a preocupação quer por parte de treinadores quer dos próprios jogadores de perceberem o enquadramento das leis e como tirar a melhor eficácia da sua boa utilização — demorámos tempo de mais a disponibilizar a bola nos reagrupamentos que, porque a técnica no contacto não a prepara e porque a ultrapassagem da linha-de-vantagem é comprometida na constante lateralização do movimento, deixando que assim a defesa adversária tenha tempo de reorganização; fazemos faltas nas placagens porque “atacámos” o adversário com o tronco levantado (essa preocupação de “placar a bola” para impedir o passe, ajuda muito ao erro). E a pergunta fundamental, mantém-se: como se perde um jogo em que se marcam mais ensaios do que o adversário? E se uma das razões se deveu à perda colectiva do “nós”, há também erros técnicos e tácticos que não permitiram o domínio do jogo — sendo a negligente indisciplina, a mãe que ligou as fases de todo o jogo português levando até ao esquecimento de um momento raro protagonizado por um jogador, Manuel Cardoso Pinto, que marcou os 4 ensaios. Não foram acidentes que nos levaram à derrota, mas o resultado do rugby que temos e praticámos. E não vejo, a continuarmos assim demasiado contentes com o que vemos, que haja qualquer possibilidade de construção do progresso.
Para progredirmos é preciso que dirigentes, treinadores e jogadores. isto é a envolvência do jogo, de uma vez por todas se preocupem em exigir melhorias ao enquadramento e a cada uma das suas equipas na prática do seu jogo colectivo. O Rugby é para ser divertido! — divertido a jogar e a ver jogar — então que o seja, mostrando uma maior eficácia de conhecimento e uso das possibilidades que o jogo nos possibilita.
Estas duas derrotas em XV e VII exigem uma reflexão analítica da comunidade rugbística portuguesa: como aprender, como treinar, como jogar? Como organizar?
 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

RESULTADOS DA 1ª JORNADA DO NATIONS TIERS 2 E 1


Alguns resultados surpreendentes como a vitória fora da Geórgia contra o Uruguai ou o empate do Canadá com a Espanha. Da derrota de Portugal falarei mais tarde.


A vitória de Gales sobre Fiji, em casa, acaba por não ser esperada de acordo com as pontuações do Ranking da World Rugby. Surpresa, surpresa terá sido a vitória — na Argentina — da Escócia sobre os Puma.
O jogo Nova Zelândia-França é um tratado de jogo de movimento com uma enorme intensidade, ataque aos intervalos permitindo a ultrapassagem da linha de vantagem, mantendo a continuidade através de uma notável disponibilidade das bolas nos rucks — nos 120 rucks (100% de sucesso) de responsabilidade dos AllBlacks, 85% foram disponibilizadas em menos de 3 segundos; nos 113 rucks (96% de sucesso) de responsabilidade da França, 76% foram disponibilizados por bolas rápidas de menos de 3 segundos. E são estes valores que permitiram ritmos atacantes que criaram sequentes problemas às organizações defensivas e possibilitando os 9 ensaios que encantaram os espectadores. Um jogaço a rever e aprender.
Surpreendente também é o número de ensaios marcados: 54 nos seis jogos do Tiers2 da Nations Cup e o mesmo valor no Tiers1 da Nations Championship.


sexta-feira, 3 de julho de 2026

ACRÓNIMO COACHES

Jorge Araújjo, prestigiado treinador de Basquetebol, seleccionador nacional de todos os escalões masculinos, cinco Campeonatos Nacionais da 1.ª Divisão, seis Taças de Portugal, uma Taça da Liga e quatro Supertaças, fundador e presidente da empresa de coaching  Team Work Consultores e posteriormente Doutorado em Filosofia pela Universidade de Coimbra define assim um Treinador como o ouvi numa entrevista num recente podcast do ISLA:

Um treinador é uma pessoa que cuida, que observa, que age, que comunica com impacto emocional suficiente e que ajuda a melhorar competências.

Mas o que tornou a audição mais interessante — confesso que o li no seu livro “O Treino do Comportamento” de 2004  mas que nunca o tinha ouvido anteriormente mesmo nos diversos cursos e conferências que fiz em Inglaterra — foi quando explicou que este conceito era fácil de manter vivo nas nossas cabeças de treinadores uma vez que a palavra inglesa que significa treinador se escreve como COACH, possibilitando um acrónimo que pode ser lido assim:                                                                                       

e que traduz as acções comportamentais que um treinador e todo aquele que comanda e tem a responsabilidade sobre um grupo de pessoas que têm objectivos comuns como lembra Jorge Araújo no seu já referido livro e que são pais, professores, treinadores, quadros de empresas e dirigentes políticos que, como também afirma, devem alimentar (FEED) o potencial para que aqueles que lideram possam atingir o nível da excelência.   


Para se ser treinador seja de que módulo fôr é preciso estudar e a melhor maneira de o fazer e ler os muitos e variados livros da autoria do Treinador e Filósofo, Jorge Araújo — e são muitos… ajudando também ler outro grande conhecedor das matérias do treino, o Prof Teotónio Lima.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

NATIONS CUP 2026 E NATIONS CHAMPIONSHIP 2026

Inicia-se este fim-de-semana a nova prova internacional da Rugby World que terá a sua “2ª volta” em Novembro a que se seguirão as finais. Numa organização que junta em pools distintas, equipas do Tier2 no Nations Cup e do Tier1, procurando o equilíbrio competitivo que permitirá a melhoria das capacidades das diversas equipas. Outras particularidade é que, ao contrário do habitual, nem todos os jogos são em casa de uma das equipas, havendo jogos em campo neutro.

Aqui ficam, através do habitual algoritmo que tenho utilizado — com a devida adaptação ao facto de a equipa que joga em casa deixar de aumentar a sua pontuação de ranking em 3 pontos — para estabelecer uma PREVISÃO DA DIFERENÇA de pontos de cada um dos jogos. 



No final do próximo dia de 5 de Julho saberemos qual a proximidade que o algoritmo utilizado permite. A vantagem do recurso a esta previsão permite classificar a relação da diferença real com a diferença prevista em termos de melhor, igual ou pior resultado que cada equipa consegue. Estabelecendo assim um valor de análise mais adequado à história competitiva das equipas — uma derrota por 30 pontos de diferença pode não ser o desastre que aparenta…

quarta-feira, 20 de maio de 2026

BENFICA CAMPEÃO!



Apesar das dificuldades que criou a si própria, a equipa de rugby do Benfica conquistou, pela 10ª vez e passados 25 anos, o titulo de Campeão Nacional. Neste último jogo, pelo desperdício benfiquista do empate com o CDUL, o Cascais passou a ter uma inesperada oportunidade desde que, garantindo um ponto de bónus ofensivo, não permitisse um bónus defensivo ao adversário. O que parecia uma enorme dificuldade para os cascalenses mas, um brutal erro do formação benfiquista, aumentou, num repente, as suas possibilidades. Que foram criadas pelo formação benfiquista expulso e não pelo árbitro que o expulsou (que aliás seguiu a perspectiva do seu árbitro-assistente). O rugby é um jogo colectivo de combate mas não é uma batalha campal! Ou seja, tem regras e valores a respeitar que pertencem ao conjunto das Leis do Jogo onde também se defende a absoluta importância da segurança dos participantes,  criando assim a Cultura que nos permite dizer que somos diferentes. E Integridade, Disciplina e Respeito, são três dos valores especificamente nomeados — o que significa que o seu não cumprimento é um atentado à Ética que nos conduz, sendo que a sua violação não pode ficar impune.

Vi e revi o vídeo do jogo por diversas vezes e estou com a decisão do árbitro — houve um comportamento grave e obviamente voluntário que, sendo-o, só piora a situação e leva à decisão extrema de expulsão. Existe um ruck e um jogador do Cascais surge no chão e do lado do campo benfiquista — quando o formação benfiquista se aproxima, a bola está visível do lado da câmara e ele procura a bola do outro lado, lado mais afastado da bola e aí, usando os pés do outro lado do corpo do jogador do Cascais — os movimentos das pernas corroboram a posição do árbitro-assistente — pisou ou pontapeou o adversário num óbvio acto de violência e desrespeito pelo adversário. 

Daí… Mas nada autoriza o movimento que corre sempre nestas alturas sobre a culpabilidade arbitral. Pode e deve-se analisar as arbitragens mas com regra e não fazendo do árbitro uma ultrajante espécie que altera o jogo porque achamos que prejudicou a nossa equipa. 

Terminado o campeonato podemos perceber que o modelo utilizado não criou as condições para o equilíbrio necessário a uma competição de nível elevado para além de ter tido uma primeira fase muito desequilibrada. Analisando o quadro classificativo final, podemos ver que, com seis clubes, se formaram 3 grupos — o primeiro com três equipas separadas por 1 ponto; o segundo distando 13 pontos do campeão e o terceiro, formado por um único clube, tem 34 pontos de diferença para o 1º classificado. Se isto é equilíbrio competitivo… o valor Noll-Scully, com 1,51, demonstra não ser.

Continuo na minha: campeonato principal com 6 equipas e disputado a 3 voltas com a última volta de cada jogo a ser disputada no campo da equipa que, entre elas e nas duas voltas anteriores, tiver obtido a melhor soma de resultados. Gostaria de o ver aplicado na próxima época, garantindo assim uma melhor preparação dos jogadores portugueses para o Mundial.


Como nota que me agrada e a finalizar, o facto de, apesar de ainda não terem finalizado os respectivos campeonatos, o CDUL ser já campeão nos Sub-18 e Sub-16. Portanto, com uma boa organização, articulação e coesão dos diversos planos do clube, o CDUL pode ter um bom futuro de acordo com a sua história.



 




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