segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

EQUILÍBRIO NÃO É SUFICIENTE


Mantém-se a tendência para um maior equilíbrio competitivo no Grupo Título em relação ao Grupo Despromoção que se mostra bastante mais desequilibrado como se pode verificar com os dois resultados por diferença de 30 pontos e a relação entre pontos de bónus ofensivos (6) e bónus defensivos (2) que é, praticamente, a inversa da existente no Grupo Título — 3 pontos de bónus ofensivos para 5 de bónus defensivos.

Portanto e juntando ainda os dados retiráveis dos quadros seguintes, no Grupo Título mantêm-se a totalidade das expectativas na luta pelo título enquanto que no Grupo Despromoção a expectativa parece focar-se apenas e desde já em qual das duas equipas — Lousã ou CRAV — será directamente despromovida uma vez que o intervalo começa a alargar-se de forma tal que a recuperação se mostra de enorme dificuldade. E como, num erro enorme dos clubes que aprovaram a prova, nada mais há em disputa para além da fuga aos dois últimos lugares a expectativa competitiva parece muito reduzida quando ainda não se atingiu o final da primeira volta.




Na sequência do demonstrado no quadro superior, o equilíbrio competitivo — veja-se a diferença entre as médias do primeiro e do último classificados e a capacidade de marcação de ensaios em cada um dos quadros sobre a capacidade competitiva — é mas acentuado no Grupo Título.

Exposta esta factualidade da competitividade do Campeonato da Divisão de Honra será importante fazer notar que a maior competitividade está relacionada com o equilíbrio entre as capacidades das equipas mas nada garantindo em relação à qualidade do jogo. Tão pouco em relação à intensidade. Aspectos que, diga-se, têm deixado bastante a desejar e que estão longe do que sabemos serem as exigências dos jogos internacionais E o jogo decisivo da época internacional — contra a Bélgica, adversário a quem teremos de vencer para garantir a permanência e poder encarar os outros jogos como forma de crescimento e habituação — está a pouco mais de um mês com festas pelo meio...

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

BOM NATAL 2019


domingo, 15 de dezembro de 2019

ASSIM VAI O CAMPEONATO DA “DIVISÃO DE HONRA”


No Grupo do Título foram conquistados 2 pontos de Bónus Ofensivos e 4 pontos pontos de Bónus Defensivos. No Grupo de Despromoção foram conquistados 3 pontos de Bónus Ofensivos e 3 Defensivos.







sábado, 14 de dezembro de 2019

SINAIS DE EQUILÍBRIO NO GRUPO DO TÍTULO



Nesta composição de pontos de jogo quatro factos interessantes:
a) o maior número de ensaios pertenceu ao CDUL que, com espanto, não conseguiu mostrar, na 1.ª jornada do Grupo do Título e contra o GD Direito (perdendo por 44-16) qualquer capacidade atacante digna de nota mesmo se jogou na Fase de Apuramento no grupo de maior equilíbrio competitivo o que lhe deveria ter proporcionado uma preparação suficiente;
b) A incapacidade atacante da Lousã que apenas marcou 1 ensaio nos seis jogos realizados na fase de apuramento;
c)  Serem pontapés de penalidade (6) que constroem, com 64% da totalidade dos 28 pontos conseguidos, o volume dos pontos conseguidos pela mesma Lousã.
d) A pouca capacidade atacante — a segunda pior — demonstrada pelo CRAV com apenas 22 pontos e 3 ensaios nos seis jogos efectuados.
A Capacidade Competitiva das equipas na Fase de Apuramento é formada pela média da Taxa de Sucesso (vitórias/totalidade de jogos), Quota de Pontos de Classificação (pontos conseguidos/totalidade de pontos possíveis) e Quota de Pontos de Jogo (pontos de jogo marcados/ sobre a totalidade dos pontos marcados e sofridos que a maior ou menor facilidade da vitória ou dificuldade imposta na derrota).
No quadro verifica-se que o Belenenses foi a equipa — 84% — com maior demonstração de Capacidade Competitiva na Fase de Apuramento e, no entanto, foi perder, na 1.ª jornada do Grupo do Título com o Técnico que apenas conseguiu a 6.ª média de Capacidade. Por outro lado o CDUL, com uma média muito próxima do Direito, deveria ter usado o “factor casa” para vencer. Estes dois resultados podem ser um sinal de construção de um elevado Índice de Competitividade do Grupo, mantendo a indecisão classificativa até final, obrigando as equipas a trabalhar mais e melhor e elevando a incerteza.
No Grupo da Despromoção, o CDUP, com uma média de 47% de Capacidade Competitiva foi vencer, mesmo fora de casa, o Benfica com menos 14% de média. O que pode ser um indício, como aconteceu na temporada 2017/2018, que o equilíbrio competitivo deste Grupo vai ser baixo.
Com os jogos da 2.ª jornada veremos, entre consistência e instabilidade, o que nos podem trazer estas relações: equilíbrio ou desequilíbrio competitivo.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O ELOGIO DO DESEQUILÍBRIO

O Desporto tem características próprias que o definem e enquadram. O Desporto federado, enquadrando-se no domínio do Rendimento, afina mais ainda características próprias que vão definir a Competição Desportiva dando-lhe um enquadramento de princípios e valores que são únicos e que, como tal, devem ser garantidos e respeitados. 


Um dos princípios fundamentais da Competição Desportiva é o EQUILÍBRIO. Expressão que vai estabelecer que a competição — para que seja atractiva para actores e espectadores e se conforme aos princípios e valores defendidos — não tem vencedor antecipado e que todos os seus intervenientes poderão vencê-la. Mas sempre sem recorrer ao eufemismo de conceitos que mais não representam que facilidades administrativas para ultrapassar equipas de superior mérito desportivo. É, de facto, por necessidade de garantir o necessário equilíbrio que no Desporto Rendimento existem divisões. Ou número limitado de equipas para cada competição. Quadros que se estabelecem por razões desportivas e não por quaisquer outras por mais que as aparências das boas falas nos pretendam iludir. O Desporto rege-se por regras e valores que lhe são próprios e o caracterizam e as decisões sobre a sua organização devem, inequivocamente, respeitá-los!
Este equilíbrio que é necessário e se evoca, não é um mero conceito retórico baseado numa qualquer “fezada”. Para o determinar existem os resultados — esse parâmetro determinante do domínio do rendimento desportivo — que demonstram, recorrendo aos algoritmos aplicáveis, quão equilibrada é, por mais complexo que possa parecer, uma competição.
Atribuindo o estatuto de primeiro nível a 12 equipas para a disputa da principal competição, os clubes e a própria Federação não tiveram presente nem a real capacidade que clubes e as suas equipas têm demonstrado, nem a experiência recente. Tão pouco os seus dirigentes — com uma ou outra pequena excepção que terá sido assimilada — foram capazes de reconhecer a evidência. E a verdade é esta: mais vale competir num nível abaixo onde as capacidades colectivas e individuais dos praticantes se aproximam e equilibram do que noutro mais elevado e onde o jogo se torna absurdo. 
E, se não for assim, teremos resultados como o que está transposto no primeiro quadro! Um verdadeiro elogio ao desequilíbrio e, portanto, à não-competição.
Embora não se podendo fazer rigorosas comparações entre as diferentes equipas por, tratando-se de 
competição por grupos,  não ter havido confrontos entre muitas delas, é possível ter uma visão geral 
do profundo desequilíbrio gerado. E assim houve jogos, pela distância de capacidades conhecida das oposições, que pouco ou nenhum interesse competitivo demonstraram. Prejudicando, naturalmente, praticantes e o seu desenvolvimento técnico e táctico como se pode perceber pelo ridículo valor do Índice de Competitividade atingido.  
Com 15 jogos — 42% dos 36 realizados — de resultados distanciados por mais de 30 pontos numa clara demonstração de “vitórias fáceis” a que se juntaram mais 6 jogos, estabelecendo um valor global de 58% de resultados com diferenças superiores a 15 pontos (o valor estabelecido pela WC para que os pontos de ranking sejam multiplicados), esta fase de apuramento não pode ser considerada como suficientemente competitiva para proporcionar qualquer adesão aos objectivos que o Desporto Federado deve prosseguir. E, muito provavelmente, a decisão que a impôs ou aceitou é 
responsável — pela falta de capacidade competitiva que proporcionou — pela derrota contra o Brasil num jogo que, cá ou lá, deveríamos ganhar e não, como aconteceu, perder pontos e posicionamento de ranking.

Como se pode ver pelo segundo quadro que aqui se apresenta os níveis da competição mais elevados são atingidos com competições com 6 equipas — e não vale a pena começar a época com 12 clubes para definir dois grupos posteriores de 6. A evidência está nos resultados conseguidos quer na época de 2017/18, quer no conseguido na abertura desta época.
Se é fácil verificar pelos dados expostos que o melhor nível competitivo está limitado a 6 equipas, a possibilidade de competição com superior número de participantes não pode ultrapassar 8 equipas (IC=40 em 2018/19). Porque a realidade dos números limita, hoje em dia e sem que haja qualquer alteração sistémica de processos e métodos na composição e treino das equipas mais fracas, a sete o conjunto de equipas com capacidades de se mostrarem minimamente competitivas.
É bom não esquecer que à “simpatia de 10 clubes”,  correspondeu também o “passeio” pela 3.ª divisão europeia sem qualquer vantagem fosse para quem fosse.
Os resultados deste passado fim‑de‑semana alertam, com as duas vitórias com bónus defensivo no Grupo do Título e as duas vitórias por mais de trinta pontos no Grupo da Despromoção, para uma situação próxima (ver 2º quadro) daquela que se passou na época 2017/18  com um IC=51 para o Grupo A e um IC=6 para o Grupo B. Ou seja e claramente existem duas distintas divisões. Atentos, devíamos tomar nota.  




segunda-feira, 25 de novembro de 2019

THIS IS WHY WE LOVE RUGBY


“O Rugby é um jogo para pessoas bem-educadas de qualquer classe mas nunca para maus desportistas sejam de que classe forem”, 1894, da autoria do Rt Reverendo WJ Casey, antigo bispo de Bloemfontein e membro dos Barbarians e adoptado como lema do Barbarian Football Clube
(tradução actualizada)

domingo, 17 de novembro de 2019

PORTUGAL CUMPRIU


O XV de Portugal fez, de acordo com a história das duas equipas e com um resultado com a diferença de pontos que o posicionamento do ranking indica, o que lhe competia: venceu!

O maior problema do jogo foi a ignorância do amadoríssimo cameraman chileno que, não percebendo nada do jogo, nunca conseguia mostrar imagens que nos permitissem perceber o que se passava para além do (às vezes suposto) portador da bola.

Com este resultado Portugal vai apresentar-se no designado 6 Nações B — o Rugby Championship — numa posição e com pontos superiores à Bélgica — o adversário a derrotar neste retorno para garantir a permanência. O que deverá dar boas perspectivas e permitir que o tempo ajude.

Porque o que falta, para já e mais do que tudo, a esta equipa é jogo. Isto é, jogar! Jogar para que a adaptação colectiva seja mais coesa e globalmente mais rápida. E aos seus jogadores falta um campeonato mais exigente que lhes permita tornar num só momento a sequência leitura-decisão-execução. O nível internacional não se compadece com aproximações, vive de momentos que se transformados em oportunidades não podem ser desperdiçados e o domínio desta sequência sem hesitação ou demora, deve tornar-se um hábito. E isso exige experiência.

Experiência que tem um laboratório em cada jogo que se disputa ajudado por cada treino que se faz.

Devemos todos perceber que sem resultados internacionais não há desenvolvimento nem consolidação da modalidade — porque sem uma boa imagem competitiva não há patrocinadores, apoios ou a melhoria da qualidade do que nos envolve. E a construção das condições necessárias para que os jogadores possam expressar as suas capacidades num caminho de excelência — o desporto de rendimento é disso que trata — depende dos clubes e dos treinadores que escolhem para comandar as suas equipas. E tudo isto depende da capacidade de criação de um sentimento de pertença no rugby português. Que tem na preocupação pelo resultado a sua tradução.

Estes dois jogos da digressão à América Latina expuseram os jogadores e mostraram as qualidades e possibilidades de cada um — de uns mais do que outros, naturalmente. O seu futuro, para além de depender deles próprios, depende daquilo que queiramos fazer do rugby em Portugal.

E não se pode perder tempo — porque os adversários não o estão a perder. E os sonhos, sabe-se, podem morrer na distracção.

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