sexta-feira, 22 de novembro de 2013

DA TEORIA À PRÁTICA

1.Na Teoria
O Canadá pertence ao grupo de equipas do 2º nível e Portugal, embora próximo ( muito mais próximo do que o Brasil como se viu ) pertence ao 3º nível. Os canadianos estão a 15ª posição do ranking IRB enquanto que Os Lobos, a sete posições de diferença, ocupam a 22ª posição.
Com uma superioridade de 10,68 pontos de ranking, o Canadá tem a responsabilidade de ser o favorito deste jogo.
Na tabela reproduzida em baixo pode ver-se como se distribuirão os novos pontos de ranking resultantes do resultado do jogo. E como é normal neste ranking - onde a vitória dos mais fracos é considerada merecedora de prémio e a derrota dos mais fortes como um castigo - uma vitória dos portugueses trará uma boa vantagem que nos poderá permitir ultrapassar o Uruguai - no 21º lugar com 60,71 pts -  e mesmo a Espanha - no 20º lugar com 60,95 pts e jogo com o Japão onde não deverá conseguir pontos positivos.
Em caso de derrota Portugal, diminuindo algumas centésimas - de 0,35 a 0,23 pts e de acordo com um resultado de diferença superior ou inferior a 15 pontos de jogo - manterá a posição 22 na tabela.


2.Na Prática
Na prática a teoria é outra. E se em teoria a vitórua deveria pertencer ao Canadá, na prática pode ser portuguesa. 
De facto aos canadianos não se lhes reconhece nenhuma capacidade fora do comum: são uma equipa capaz, "arrumada", com boa condição física, sempre com um ou dois elementos de boa velocidade, mas não se lhes conhece nenhum desequilibrador que possa, por si só, criar problemas insolúveis aos portugueses. Vindos de duas derrotas - com a Geórgia e Rússia que embora do 2º nível são nossos adversários do 6 Nações B - os canadianos irão querer rectificar a sua imagem mas a espada que passeia por cima das suas cabeça pode traí-los. 
Se o jogo não lhes correr de feição, a ansiedade pode diminuir as suas capacidades. O que significa que a fase inicial do jogo será crucial. Idealmente Portugal não deveria pontos e deveria marcar os suficientes para lançar a dúvida e fazer reaparecer sobre os canadianos o fantasma da derrota. Que surgirá se, principalmente nos primeiros vinte minutos, os portugueses consigam subir rapidamente em defesa na procura de recuperações de bola que se adaptam muito bem às capacidades dos nossos três-quartos. A vitória pode nascer daí.
O jogo de amanhã tem ainda um outro motivo de interesse: saber até que ponto Os Lobos se encontram preparados para a difícil tarefa de qualificação para o Mundial de 2015. Uma vitória, sem a presença de Julien de Sousa Bardy - o jogador português de maior experiência competitiva de alto nível - abrirá confiantes persectivas.
E há armas para isso - basta que os jogadores não se desfocalizem dos princípios fundamentais: aceitação do comando do portador da bola, apoio eficaz, movimento e circulação da bola com o menor número de paragens possíveis.E com confiança uns nos outros.

3.Outros
Neste mesmo sábado outros jogos de interesse como o Itália-argentina que se prevê muito equilibrado e de reultado imprevisível. A desejada vitória do "nosso" Daniel Hourcade consolidará, sem margem para dúvidas e para nosso contentamento, a sua posição de treinador principal de Los Pumas. A finalizar a janela de Novembro a Irlanda recebe a Nova Zelândia com natural favoritismo dos All-Blacks e a França, num teste duríssimo e demonstrativo das actuais capacidades francesas, recebe a África do Sul.
Jogos a não perder e ao qual podemos ainda, num - julgo - jogo de menor interesse competitivo, o País de Gales-Tonga ou um Escócia-Austrália.
Do nosso campeonato do 6 Nações B jogarão a Roménia com Fiji, a Rússia com os Estados Unidos, a Espanha com o Japão e a Geórgia com Samoa num conjunto de jogos que nos abrirão perspectivas para o posicionamento com os nossos adversários directos.

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