sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

UM ERRO MONUMENTAL


No recente Portugal-Brasil e nas barbas de um "auxiliar" mais preocupado em olhar para a bola do que em perceber o posicionamento dos jogadores... deixa-se o jogo prosseguir num erro monumental — e elementar — de apreciação.

Vejamos a Lei 18 no seu ponto 2: A bola não está fora pela linha-lateral ou pela linha-lateral-da-área-de-ensaio quando:

a) Atingir o plano da linha-lateral mas seja entretanto agarrada, captada, tocada ou pontapeada por um jogador que esteja dentro do campo-de-jogo.

b) Um jogador saltar, do interior ou de fora do campo-de-jogo e agarrar ou captar a bola e depois cair dentro do campo-de-jogo, independentemente da bola ter ou não atingido o plano da linha-lateral. 

c) Um jogador saltar do interior do campo-de-jogo e antes de cair fora pela linha-lateral ou pela linha-lateral-da-área-de-ensaio, colocar a bola de volta para o campo-de-jogo, independentemente da bola ter ou não atingido ou ultrapassado o plano da linha-lateral. 

d) Um jogador, estando fora pela linha-lateral e sem que a bola tenha atingido ou ultrapassado o plano da linha-lateral, pontapeia ou toca a bola para dentro do campo-de-jogo, sem a agarrar.

Ora o que se passou foi que o jogador que toca na bola estava fora do campo quando saltou — fica assim eliminada a possibilidade de acerto com a alínea c). Mas, estando o jogador fora, também a bola estava fora — o que elimina o recurso à alínea d) que exige que a bola esteja dentro do campo e que, portanto, não tenha ultrapassado o plano da linha lateral.

Ou seja e no fundo: só pode haver continuidade do jogo se bola, estando fora, for jogada por um jogador que, no ar e partindo de dentro do campo, a tocar para dentro do campo-de-jogo ou, estando o jogador fora, a bola ainda estiver dentro do campo-do-jogo. 

Portanto numa situação deste tipo o "auxiliar" deve antes do mais olhar para o posicionamento dos jogadores que podem interferir com a bola. Determinado o seu ponto de partida terá que perceber se a bola está ou não dentro do campo-de-jogo quando tocada, articulando assim as 4 alíneas. Complicado? Complicado é, mas é mais fácil vê-lo do que explicá-lo.

De facto o erro é enorme, mesmo monumental, e desqualifica um "auxiliar" tanto mais que a posição do jogador era evidente e o toque na bola se fez no local de início do salto... e o "auxiliar" ali a dois passos... 

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