terça-feira, 30 de dezembro de 2025

BOM 2026 e PAZ JUSTA

domingo, 28 de dezembro de 2025

O AMADORISMO INDESCULPÁVEL

 

SL Benfica, GDS Cascais e GD Direito, a duas jornadas do fim da fase de apuramento, já se encontram apurados
para o grupo principal da fase final.
 
Lá continua a nossa fase de apuramento com os resultados que demonstram a sua falta de competitividade — que o mesmo que é dizer “com a sua falta de interesse - demasiados jogos têm vencedor antecipado”—e que não tem vantagens nenhumas nem para vencedores, nem para vencidos. E isto, como organização fundamental de um federação que gere uma modalidade que estará, de novo, presente num Campeonato do Mundo, é erro grave!

E continuamos a comportarmo-nos de uma forma profundamente amadora — “na desportiva” como se diz para afastar responsabilidades — como se pode ver por exemplo recente. 

No jogo CDUL-CDUP as equipas entraram em campo com as suas cores habituais — azul-escuro no CDUL, verde-escuro no CDUP — que não permitiam a distinção entre jogadores. Embora com anuência do árbitro que chegou a referir que estava disposto a realizar assim o jogo, alguém, na linha lateral, chamava o árbitro e exigia a mudança de equipamento enquanto uma outra voz informava que, de acordo com o Regulamento, seria a equipa da casa, o visitado, a alterar o seu equipamento. O que sendo verdade representa um erro regulamentar sem nexo e que pertence ao tempo amadorístico — a equipa da casa terá maior facilidade de acesso a outros equipamentos como se não houvesse organização que permita saber de cor e salteado as cores (pelo menos) dos equipamentos principais e secundários de cada equipa que disputa o campeonato principal de uma federação que tem a sua principal selecção qualificada para disputar o próximo Mundial. Valeu na situação o facto da camisola do CDUP ser de duas faces e, invertendo-a, passando as cores das equipas a diferenciarem-se pelo habitual azul cdulista e um branco do CDUP. A alteração foi feita num instante, sem quaisquer discussões, tendo esta mudança sido feita do lado do visitante e que teve, também como alguém explicou, por base o facto de, quando no jogo do Porto na 1ª volta, ter sido o CDUL, visitante, a alterar o seu equipamento. Cumpriu-se assim a regra universal que impõe que todas as modalidades no nível do alto-rendimento, nomeadamente o rugby no Regulamento 15.18 da World Rugby, exijam a mudança do equipamento à equipa visitante em caso de conflito. O que está certíssimo porque se o factor casa é considerado uma vantagem, ela consiste, não pelo conhecimento dos buracos do terreno-de-jogo mas pelo facto de ter, normalmente, um maior número de adeptos apoiantes que QUEREM! ver a sua equipa com as SUAS cores, aquelas que eles levam no coração — a emoção faz parte do espectáculo desportivo e sem espectadores o desporto de alto-rendimento não existe... E é este direito elementar que OBRIGA a que seja a equipa VISITANTE a mudar as cores do equipamento. Pergunta-se então: sendo assim e sendo uma postura universal, porque é que a Federação Portuguesa de Rugby, mantém a versão desajustada e não altera o seu Regulamento Geral de Competições (art.º 75º)? — isto para não falar de todos os Regulamentos pertencerem à época passada… Mudança? Quando o fará? Porque espera?

Mas não é esta a única situação de incompetente amadorismo. Na apresentação semanal dos resultados da Divisão de Honra/ TOP12, NUNCA é apresentada a decomposição dos resultados. No rugby o valor final do resultado pouco representa para um elementar conhecimento do que se terá passado no jogo — o resultado foi construído através de ensaios ou por pontapés-de-penalidade? Saber se há ou não pontos-de-bónus que têm influência directa na classificação-geral é fundamental para dar ao adepto da modalidade uma ideia da classificação - que aliás deveria também surgir. De outra forma não se faz aproximar os adeptos. Mesmo saber o número de ensaios marcados, transformações realizadas, penalidades convertidas ou ressaltos conseguidos permite perceber a razão dos desempates classificativos que existam — se o primeiro elemento de desempate são as vitórias, o segundo é a diferença de pontos marcados/sofridos pontos, o terceiro e o quarto já tratam dos ensaios marcados no primeiro caso e a diferença de marcados/sofridos, no segundo caso. Ou seja, a apresentação da decomposição dos resultados é, no rugby, um factor decisivo — no mínimo dos mínimos definir pontos-de-bónus. 

Difícil? Não é! porque o MIDOL publica no jornal de 2ª feira a que assinantes têm acesso no domingo à noite, resultados desse fim-de-semana  com demonstração de pontos de bónus e uma classificação reduzida mas que permite conhecer a actualidade da situação. Portanto, difícil não é e representa apenas uma falta de organização federativa. O acesso aos dados dos resultados permitiria enviar para publicação nos jornais diários e assim demonstrar que existimos.

Aproveitemos a mudança de ano e faça-se de 2026 um ano de adaptação à organização necessária. 





quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

NATAL 2025

 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

JOGOS DO PASSADO FIM-DE-SEMANA

 Os Lusitanos jogaram, na 5ª jornada da Rugby Europe Super Cup, contra os Iberians de Espanha e, como se esperava, perderam. E mais uma vez perderam porque — embora a equipa espanhola não fosse nenhuma super-equipa, bem longe disso — continuam a mostrar-se incapazes de jogar contra equipas que sejam capazes de pressionar e de jogar a um nível de intensidade que os jogadores portugueses desconhecem por frequentarem campeonatos demasiado adormecidos quer por falta de equilíbrio competitivo quer por falta de conhecimentos táctico-estratégico do jogo. E não vale a pena dizer-se que não jogaram assim tão mal porque…etc. e tal. O facto foi que foram derrotados por  4-1 no número de ensaios para um 26-13 final, mostrando-se incapazes de utilizar eficazmente as bolas conquistadas, mostrando mais uma vez os erros habituais: idas ao chão como sistema, pouca manobra e demasiada procura da colisão, incapacidade de ataque aos intervalos, apoio pouco adaptado às situações reais com que se confrontam, jogo-ao-pé pouco agressivo e mais uns quantos pontos que não denotam eficácia num jogo colectivo de combate. O porquê? a desequilibrada organização competitiva onde jogam. E se não alterarem este factor o nosso crescimento será nulo…

Nas provas europeias entre clubes e para além de aí se poderem ver e perceber a excelência do uso da bola e das decisões, vale a pena chamar a atenção para dois aspectos. O primeiro deles será a derrota do Toulouse contra os escoceses do Glasgow que, perdendo ao intervalo por 21-0 com 3 ensaios sofridos, conseguiram virar o jogo e marcar 4 ensaios para vencer por 28-21. E esta composição de resultado com os escoceses a não marcarem pontos na 1ª parte e os franceses a não conseguirem marcar qualquer ponto na 2ª, deveu-se a quê? Ao vento! Que impôs a predominância de quem o teve pelas costas, impedindo os que o tiveram pela frente de conquistar território como se pode ver pelo valor percentual do domínio do território, com 71% para o Toulouse com o vento pelas costas a que respondeu o Glasgow com 68% na 2ª parte com valores praticamente idênticos na distribuição da posse da bola. E este resultado chama de novo à ribalta uma velha lei estratégica do confronto rugbístico: “entre duas equipas competitivamente equilibradas a escolha de jogar contra o vento na 1ª parte, tende a definir o vencedor” E a escolha pertenceu ao capitão do Glasgow…

Outro aspecto que nos deve fazer pensar sobre a nossa organização competitiva e a metodologia da formação é o facto dos georgianos dos Black Lions — equipa que se tem mostrado sempre superior aos nossos Lusitanos — terem sido derrotados por 52-0 pelos irlandeses do Connacht na Challenge Cup.. Repare-se: uma equipa com a qual temos enorme dificuldade numa comparação equilibrada não é capaz de marcar qualquer ponto e sofre uma meia centena deles. O que significa um enorme atraso competitivo para quem se diz interessado num lugar do 6 Nações. E nós, o que valemos?! Enfim…

Por cá e no mesmo dia do jogo da Rugby Europe Super Cup disputou-se a 3ª jornada do nosso Top12.

organizando-se a classificação geral da forma que segue.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A CAMINHO DA MEIA-FINAL

 RESULTADOS DA 2ª JORNADA DO TOP12

AGRONOMIA RUGBY, 16 (1E,1T,3P, 1PBd) — SL BENFICA, 20 (2E,2T, 2P, )       

RC SANTARÉM, 12 (2E, 1T) — CF BELENENSES, 64 (10E, 7T, 1PBo)       

GDS CASCAIS, 66 (10E,8T, 1PBo9) — CDUP, 9 (3P)

CDUL, 86 (14E, 8T, 1PBo) — RC MONTEMOR, 0 

CR SÃO MIGUEL, 56 (8E, 8T, 1PBo) AA COIMBRA, 10 (1E, 1T, 1R9

GD DIREITO, 43 (6E,5T,1P. 1PBo) — CR TÉCNICO, 15 (2E, 1T, 1P)            

CLASSIFICAÇÃO GERAL                  


Este fim de semana joga-se, em simultâneo (!?) com o último jogo da Rugby Europe Super Cup 25/26 — o Lusitanos-Ibérians —  a 3ª Jornada do TOP12

5ª JORNADA DA RUGBY EUROPE SUPER CUP 25/26


Com ambas as equipas já apuradas para a meia-final está em disputa — para além do prestígio  — a melhor posição para defrontar o quarto classificado da Classificação Geral





                    


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

MUNDIAL 2027

 


Portugal no Grupo D onde tem como adversário mais próximo do Ranking o já bem conhecido Uruguai. Faltando ainda quase dois anos para a sua realização existe tempo suficiente para fazer uma boa preparação a que muito ajudaria uma efectiva melhoria da competição interna — que só será possível com a diminuição do número de equipas na Divisão de Honra porque só assim será possível atingir a consistência pretendida.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

1ª JORNADA DO TOP12



Continuo sem perceber porque não são dados os resultados nos dias dos jogos de acordo com a composição única — quatro possibilidades de marcação de pontos — dos resultados do Rugby. Ao não o fazer, está-se a ajudar à irrelevância da modalidade que não se encontra praticamente referida pela Comunicação Social.

Como não há estatísticas, não é fácil perceber mais da qualidade dos jogos disputados com excepção dos resultados. E dois há que devem fazer pensar — e não pretendam fazer comparações com o desequilibrado resultado de Gales, porque são domínios diferentes com objectivos diferentes. Os quatro resultados com vitórias com diferenças superiores a 15 pontos de jogo — para além de um 110-0 — demonstram claramente o desequilíbrio desta competição. E se um mau começo traduzir o popular tarde os nunca se endireita? Que vantagem de hábitos competitivos conseguirão os nossos jogadores internacionais que os faça aproximar do nível internacional ou até das capacidades dos seus companheiros que jogam em França?



ERRO DOS DIRIGENTES GALESES


 A realização deste jogo representa uma decisão profundamente errada da Federação Galesa. Estando fora do calendário oficial da Janela de Novembro, os clubes não filiados nas federações em causa não são obrigados a ceder os seus jogadores. E assim já se sabia que 13 jogadores galeses que tinham jogado na equipa nacional na jornada anterior, não estariam disponíveis E se o mesmo se passaria com a África do Sul, a relação de capacidades actuais de recurso a jogadores para o nível internacional não é equivalente. E estes factos eram (são) perfeitamente conhecidos e devem ser reconhecidos. No entanto a Federação Galesa em vez de proteger a sua imagem desportiva que representa o esforço, atitude e capacidade dos seus jogadores — é por esta imagem de bons resultados que os jogadores internacionais se batem — preferiu, num erro enorme, repete-se, a receita financeira.  E a imagem do rugby de Gales — que com pouco mais de 3 milhões de habitantes conseguiu resultados extraordinários durante anos — caiu brutalmente.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

JOGO-TESTE DE OUTONO 2025

 


Por ser um jogo internacional fora do janela oficial, os clubes inscritos noutras federações não são obrigados a ceder os seus jogadores estrangeiros, Assim Gales não poderá utilizar 13 jogadores seus habituais e o mesmo se passará com a África do Sul que não terá acesso aos seus jogadores que jogam em França, Japão ou Países Britânicos que os clubes não queiram ceder,

RUGBY EUROPE CHAMPIONSHIP U20

 

Rugby Europe

Ao derrotar os Países Baixos, a equipa de Sub-20 de Portugal vence, pelo segundo ano consecutivo, o Rugby Europe Championship U20. Parabéns!

ÚLTIMA JORNADA DO OUTONO INTERNACIONAL

 


Ao ganhar ao Canadá, Portugal fez — embora por um resultado menor (6 pontos de diferença em vez de 18) do que o histórico da relação entre as duas equipas — o que lhe competia. Mas não se pense que houve alguma demonstração — para além de demasiadas faltas — de bom domínio das componentes decisivas do jogo e da sua expressão. E a verdade é esta: se não modificarmos a competição interna de forma a que a intensidade, o domínio da rápida expressão técnica, a capacidade de tomada de decisão de acordo com as diversas e diferentes situações que defrontámos bem como a adaptabilidade táctica individual e colectiva  que torne os movimentos eficazes, não seremos internacionalmente competitivos a não ser com equipas reconhecidas como mais fracas. Temos que ter, em cada posse de bola, a exigência de ultrapassar a linha-de-vantagem, o que obriga a que os receptores da bola de situações expontâneas ou formais o façam muito próximo da linha de conquista para que a defesa seja fixada e não tenha logo a possibilidade de deslizar. Com o melhor treino a que se possa estar sujeito — e, pelo que se vê nos jogos dos clubes, não será um treino altamente capaz…— só o nível do jogo nos proporciona a adaptação aos hábitos necessários do nível internacional.

Estes Jogos Internacionais de Outubro foram  — pela marcha do resultado — muito interessantes de ver, embora com problemas da arbitragem que, fazendo perder a interessante visão do jogo-de-movimento, tornam os jogos maçudos e pouco atractivos. O número dos cartões recebidos pela Irlanda (5) não é muito normal apesar, como já corre nas críticas, ter acrescentado o prejuízo de ter um banco que não contemplava nenhum 2ª linha (base, designo eu) que pudesse substituir o expulso Ryan. Mas mesmo assim e em face de uma formação-ordenada sul-africana poderosíssima, os irlandeses impediram, nos últimos 34’ do jogo, que os sul-africanos marcassem qualquer ponto. 

Quanto à França, apesar de diversos erros e dificuldades no jogo-de-movimento  e de se encontrar empatada ao intervalo 19-19, acabou por vencer por uma boa diferença de 15 pontos.

E se no Gales-Nova Zelândia aconteceu o esperado — vitória folgada dos AllBlacks —, no Inglaterra-Argentina a surpresa do resultado manteve-se, depois da recuperação dos Pumas que de 0-17, até aos momentos finais do jogo, acabando com a vitória inglesa pela diferença de 4 pontos.

Nestes 4 jogos foram marcado 33 ensaios com 5 equipas a realizarem um elevado número de mais do que 100 placagens (Gales fez 185 placagens mas sofreu 7 ensaios…) e houve 96 penalidades numa exagerada média de 24 por jogo, demonstrando  que algo vai mal na percepção das leis quer da parte dos jogadores, quer da parte do árbitros.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

FINAL DOS INTERNACIONAIS DE OUTONO


Embora Portugal não possa alterar a sua posição e mudar do Grupo 4 pelo qual se classificará para disputar o Mundial e onde actualmente se encontra, a eventual derrota pode levar a alterações no ranking. No entanto Portugal tem, de acordo com o histórico das duas equipas, uma evidente superioridade traduzida pela diferença de 18 pontos de jogo.

Nos outros jogos — para além do óbvio interesse que pessoalmente terei sobre o Gales-Nova Zelândia — valerá a pena ver o Irlanda-África do Sul com os springboks como ligeiramente favoritos, o França-Austrália para verificar como evolui a equipa francesa que se tem mostrado muito desarticulada e muito incapaz de lidar com as oposições (dúvida: será isto resultado da opção estratégica de Gaultier de utilização do jogo ao pé) e o Inglaterra-Argentina que deverá mostrar de novo o crescimento dos Pumas.

(Embora se encerre praticamente neste fim de semana esta janela do Outono, a 29 de Novembro haverá um último jogo entre Gales e África do Sul)

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

PENÚLTIMO FIM-DE-SEMANA


 O XV de Portugal fez, contra Hong Kong China, o que lhe competia: ganhou! E ganhou até por uma diferença muito superior — 46 pontos — ao que a pontuação no ranking das duas equipas permitia prever (15 pontos). No entanto não podemos embandeirar em arco: a equipa de Hong Kong China é muito fraca — como alguém terá dito “não é bem uma equipa, é um grupo de XV que se vestem de igual…”. 

Por isso e apesar dos 9 ensaios marcados, não se pode dizer que a equipa portuguesa jogou bem — limitou-se a explorar as facilidades que lhe foram dadas uma vez que os HKC não se mostraram capazes de pressionar o suficiente e continuamente para cortar o tempo e o espaço aos atacantes portugueses — e mesmo assim realizaram 32 pontapés quando a ultrapassagem da linha-de-vantagem deveria ser o objectivo como os 95% (74 em 78) demonstraram.

No fundo, este jogo — comparando com a derrota com o Uruguai —mostrou aquilo que conhecemos e temos visto nos jogos da competição interna principal portuguesa: somos capazes de sermos eficazes e explorar as fraquezas e desequilíbrios dos adversários sempre que jogámos contra quem não faz, ou não sabe fazer, uma pressão que obrigue a jogar em espaços mais curtos, exigindo tomada de decisões muito rápidas e obrigando a garantir uma elevada velocidade de execução dos gestos técnicos mais adequados à situação que se enfrenta. O problema está sempre quando Portugal joga contra equipas de superior nível defensivo e onde a sua falta de hábitos de intensidade se faz notar, impedindo que a expressão portuguesa se mostre eficaz. E assim…

Porquê anotar estes pontos? Para que se perceba que há uma importante exigência — para além de uma Organização Competitiva tão equilibrada que, cada vez mais, não haja vencedores antecipados — para treinadores e jogadores para que possam defrontar equipas de nível mais elevado: outro tipo de treino, menos mecanizado, lembrando que as situações em jogo, não sendo idênticas, se baseiam na adaptabilidade tendo a intensidade de leitura, de reposicionamento, de apoio, de execução, como elementos essenciais — e sem nunca esquecer a permanente presença dos Princípios Fundamentais do Jogo: Avançar, Apoio, Continuidade e Pressão a que e em acção, se devem juntar os seguintes Princípios Estratégicos como Conquistar Terreno, Ultrapassar a Linha-de-Vantagem, Adaptação, Apoio, Continuidade, Opor o Forte ao Fraco, Pressão, garantindo que, pelo seu uso, é possível criar uma Táctica que permita opor a constância do Forte ao Fraco e tornar a posse-da-bola num instrumento de conquista-territorial da qual possam resultar pontos de resultado, de preferência ensaios.

E, por aqui, passará a evolução da capacidade competitiva do XV de Portugal. O resto…

Veja-se agora outros jogos internacionais deste fim-de-semana 

Estes jogos, transmitidos pela SportTv, devem ser olhados como formas de aprendizagem — veja-se, por exemplo, como os portadores colocam a bola quando são obrigados a ir ao chão para garantir a disponibilidade da bola no tempo útil de menos de 3 segundos ou os movimentos nos Alinhamentos com o objectivo de uma conquista limpa.

Notas relevantes:
    - bela vitória da Inglaterra sobre os All-Blacks:
    - a — finalmente e após 18 derrotas consecutivas  — vitória de Gales, conseguida no último momento do jogo contra o Japão com a transformação de uma penalidade, fez, de certeza, a festa em todos os bares de Cardiff.: 
    - as enormes dificuldades que a  França mostrou para vencer Fiji; 
    - o notável jogo que a Argentina fez, conseguindo uma formidável reviravolta — esteve a perder 21-0 aos 44’ - pondo ao vivo deficiências escocesas insuspeitadas. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

DEFINIÇÃO DO RANKING PARA O MUNDIAL


 Todos os jogos serão disputados no sábado 18 de Novembro com excepção do Escócia-Argentina que se disputará no domingo, 19 de Novembro.

Portugal, arbitrado pela escocesa Hollie Davidson, jogará contra Hong Kong e, vencendo pela diferença de mais de 15 pontos de jogo, conseguirá 0,37 de pontos de ranking e por qualquer outra diferença, conseguirá 0,25 pontos de ranking.. Qualquer que seja o resultado, Portugal continuará no 20º lugar, não saindo do Grupo 4 para se posicionar nos grupos do Mundial.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

A COMPETIÇÃO INTERNA É A CULPADA!


 Num jogo fraco e de pouco interesse, Portugal perdeu — ao contrário do que devia ter acontecido — contra o Uruguai por uma diferença de 18 pontos ficando assim posicionado no 4º e último grupo (a vitória garantir-nos-ia o 16º lugar do ranking e, logo, uma posição no 3º Grupo…) para a organização das séries do próximo Mundial da Austrália sendo assim obrigado a jogar contra as equipas mais fortes e que se encontram nos 18 primeiros lugares do ranking mundial.

A selecção portuguesa mostrou os erros que estamos habituados a ver nos nossos jogos entre as equipas de nível mais elevado quer seja nas provas internas quer seja nas prestações internacionais dos Lusitanos. Má construção dos grupos de apoio, uma permanente ida ao chão nas tentativas de perfuração, dando toda a vantagem à defesa adversária e um jogo-ao-pé sem sentido a ver se pega e a não passar de mera entrega. É bom lembrar que a ida ao chão, dando tempo à defesa de se organizar, é uma vantagem clara da defesa — portanto evitá-lo é a primeira prioridade, mantendo a bola em movimento, e, caso não seja possível e o chão seja a única hipótese, é absolutamente necessário colocar a bola de tal maneira que o conhecido tempo limita de 3 segundos não seja ultrapassado na disponibilidade da bola para que haja possibilidades de explorar o desequilíbrio defensivo. E aí, nas constantes idas ao solo dos rugbísticas portugueses, de nada serviram os 49% de posse de bola ou os 59% de conquista territorial. Estes equilíbrios na posse/território deste jogo só serviram para preencher estatísticas e permitir a leitura da nossa incapacidade para explorar o “rugby-de-movimento” que é o padrão que deve servir as nossas equipas ao nível internacional.

Bem sei que não é fácil organizar e tornar eficaz uma equipa que tem metade dos seus jogadores habituados à nossa péssima competitividade interna e que os restantes que jogam em França pertencem a 4 clubes diferentes  e embora  habituados a um nível de intensidade, velocidade e decisão muito superiores e distintos —  sendo apenas 4 deles formados por cá — treinam e jogam em sistemas que terão formas diferentes de expressão entre si. Ou seja, com uns habituados a uns conceitos e outros a outros, é preciso muito tempo para formar uma equipa com a eficácia que a leve à vitória. 

Perceba-se de uma vez por todas: é esta diferença provocada pelas actuais competições internas de muito baixo nível e com as diferenças evidentes para os outros jogadores que disputam outros tipos de provas que impede a proximidade ao nível internacional necessário e a  leva às derrotas com equipas do nosso nível ou mesmo mais baixo. Emendar a competição interna, tornando-a equilibrada e competitiva, aproximando-a do PROD2 francês,  é exigência fundamental! E o atraso temporal não perdoa!


Nestes jogos podemos ver e perceber as formas de jogar que se impõem na procura da eficácia.
Note-se a inesperada vitória da Itália sobre a Austrália e que mostra a sua boa preparação para o próximo Seis Nações.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

JOGOS INTERNACIONAIS OUTONO 2025


 Vencendo, como é possível pela previsão, Portugal subirá no ranking quatro lugares no ranking. 


Jogos que não se devem perder — para além do jogo de Portugal — são o Escócia-Nova Zelândia, e o França-África do Sul, sendo ambos televisíveis em Portugal.


domingo, 2 de novembro de 2025

INTERNACIONAIS DE OUTONO 2025

 

Com excepção do Irlanda-Nova Zelândia que se jogou em Chicago e que era o jogo de maior nível competitivo, os outros jogos tiveram os vencedoras previsíveis, incluindo o Inglaterra-Austrália. Estes dois jogos, interessantes de ver, mostram-nos que o próximo Mundial vai ter com certeza um enorme equilíbrio entre as  sete/oito melhores equipas mundiais. 

Para a semana há mais — são mais 10 jogos internacionais incluíndo o Portugal-Uruguai.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

PROFESSOR ARQUITECTO REAES PINTO

 


Ao antigo rugbista do CDUL, Professor Arquitecto Alberto Reaes Pinto de 93 anos — nasceu em 1932 —foi-lhe atribuído — pela sua notável carreira que alia prática profissional, gestão, investigação académica de referência e apoio constante à dignificação profissional através do exercício de cargos executivos na Associação dos Arquitectos Portugueses e na Ordem dos Arquitectos — o Estatuto de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

TAÇA DE PORTUGAL DHonra — 3ª JORNADA


Os resultados desta 3ª Jornada mostram de novo um desequilíbrio tal entre as equipas e donde vai resultar uma nulidade competitiva que não vai ajudar a melhorar a capacidade competitiva dos jogadores portugueses. Com òbvio prejuízo para a Selecção Nacional
 
Com os dados da classificação de grupo pode ver-se o desequilíbrio com os dados dos pontos de bónus que definem 73% de bónus ofensivos contra 27% de bónus defensivos. E não vale a pena pensar que isto não tem consequências…

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

TAÇA DE PORTUGAL, DHonra - 2ª jornada


 JOGO R P T E EQUIPA PONTOS EQUIPA E T P R PONTO

BÓNUS

JOGO


sábado, 11 de outubro de 2025

LUSITANOS NA RE SUPER CUP

Os Lusitanos de Portugal (20º do ranking WR) jogarão na primeira jornada  da RE Super Cup contra a Bohemians Warrior da República Checa (33º do ranking WR). 

Os Lusitanos com uma distribuição clubística de 4 jogadores do Cascais, 2+2 do Direito, 2+1 do Belenenses, 2+1 do CDUL, 2 do Benfica, 1+2 de Agronomia, 1 do CDUP, 1 de Académica, 1 da Lousã  e 1 de clube desconhecido, são os favoritos para este jogo com uma equipa checa que não tem nem experiência nem hábitos competitivos que a possam aproximar do nível português.







 



quinta-feira, 9 de outubro de 2025

SPORT/CRAV VENCE A SUPERTAÇA FEMININA

A centro Catarina Ribeiro e a capitã Daniela Oliveira do Sport CP/CRAV

A equipa do SPORT CP/CRAV venceu o jogo da final da SUPERTAÇA FEMININA, derrotando o Sporting CP por concludentes 34-10 com 6-2 em ensaios num jogo que, como referia VILLEPREUX em recente comentário ao Mundial Feminino que publicou no Midi Olympique, mostrou bem “a alegria do jogar por jogar” como demonstraram alguns momentos de excelentes manobras — embora com alguns erros de, principalmente, incumprimento posicional que estragaram a continuidade-do-movimento mas que se mostram alteráveis com bom treino a curto prazo.

Gostei muito de ver este jogo porque tenho ligações sentimentais a ambas as equipas: sou padrinho da equipa do SPORT e ainda há jogadoras do Sporting que são do tempo em que eu fiz parte da sua equipa técnica quando da dobradinha da conquista do campeonato nacional e ibérico de então. E como minha curiosidade maior neste jogo, o facto da Isabel Osório, que então jogava no Sporting, jogar agora no Sport…

Uma final que nos mostra que é, para que haja presença internacional, absolutamente necessário aumentar a competitividade feminina interna.   

ÁFRICA DO SUL VENCEDORA


 A África do Sul ao derrotar a Argentina no jogo da 6ª e última jornada mesmo que por uma margem mínima de dois pontos construída no último quarto do jogo e acabando com um ensaio conseguida no último minuto. Vinte minutos em que, de repente, a diferença de 14 pontos favorável aos sul-africanos parecia não ser suficiente para garantir a vitória final.

Os All-Blacks, para além de garantirem a segunda posição do Quatro Nações com o mesmo numero de pontos mas com uma menor diferença de marcados /sofridos, conquistaram a Bledisloe Cup que disputavam com os australianos.  

Com as capacidades de produção de jogo que mostrara, estas quatro equipas os jogos de Novembro com equipas europeias, promoétem bons espectáculos.

sábado, 4 de outubro de 2025

QUEM SERÁ O VENCEDOR?

 


Das quatro equipas que disputam esta 6ª e última jornada do Rugby Championship 2025 — vulgarmente conhecido por Quatro Nações — e embora três delas ainda possam conquistar o título, a África do Sul é a principal favorita, bastando-lhe derrotar, num Twickenham feito casa dos sul-americanos, a Argentina.
Os jogos serão com certeza bons de ver com boas expectativas que vão do verificar como Razor conseguirá levar os All-Blacks a aproximarem-se mais do seu modelo de jogo se o sul-africano Sacha continuará a deliciar-nos com as suas capacidades e se os argentinos reduzem a sua capacidade de erros para tornar eficaz os seus muitas vezes — notáveis movimentos.

A grande vantagem deste Quatro Nações é que nos tem proporcionado bons espectáculos do Rugby-de-Movimento, aquele é que é o movimento da bola que comanda o posicionamento e o movimento dos jogadores. Bola a movimentar-se, jogadores com linhas de corrida a adaptarem-se aos espaços disponíveis e a criar desequilíbrios  às defesas adversárias. A ver e a anotar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

5ª JORNADA RUGBY CHAMPIONSHIP 2025


Esta 5ª jornada do Rugby Championship 2025 começa, embora a horas “impossíveis” — nossas 6 da manhã — com a 1ª mão da Bledisloe Cup entre a Nova Zelândia e a Austrália num jogo que está a criar imensas expectativas.  Os AllBlacks perderam na última jornada e duma forma totalmente inesperada — um resultado de 1 ensaio contra 6 da África do Sul — com uma negativa demonstração de capacidade de ultrapassagem da Linha de Vantagem — 46 vezes contra 75 — e com fraca demonstração e apenas 59% de eficácia nas placagens — embora com um maior número de passes (186) que se mostraram, como se viu, inconsequentes — linhas de corrida mal escolhidas, apoio atrasado, libertação lenta da bola, deixando a defesa reorganizar-se. Por seu lado a Austrália, embora perdendo com a Argentina conseguiu — ao marcar 4 ensaios e ao perder pela diferença de 2 pontos — conquistar 2 pontos de bónus o que a coloca, isolada, no 1º lugar da classificação.

A maior curiosidade no jogo estará em saber que soluções e mesmo transformações irá aplicar “Razor” — Scott Robertson — para que a sua equipa volte a impor o respeito a que nos habituámos. Apesar de tudo o passado das duas equipas dá favoritismo aos AlBlacks que não poderão perder duas vezes seguidas em casa. Pronto e que a “caixa” televisiva funcione no puxar atrás…

A Argentina venceu nesta prova a Austrália (fora) e a Nova Zelândia (casa) — não é para qualquer! Jogando agora fora contra a África do Sul que tem uma boa defesa muito rápida no encurtamento do espaço, o rugby de movimento argentino vai ter com certeza grandes dificuldades para se garantir eficaz. No entanto o jogo será interessante e permitirá perceber se as alterações tácticas que vimos ultimamente nos sul-africanos, serão uma realidade de transformação do seu jogo — a leitura inteligente a sobrepor-se às propostas da força pura. Se a mais provável vitória cairá no campo caseiro da África do Sul, nada impedirá que se encare a hipótese de uma surpresa. Porque os argentinos são muito de “antes quebrar que torcer”. 

Dois jogos de uma 5ª jornada muito interessante e a não perder — em deferido ou em directo..

 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

FINAL DO MUNDIAL FEMININO 2025

 

A Nova Zelândia, aparecendo como favorita pela sua posição de bi-campeã mundial,  foi derrotada sem qualquer margem para dúvidas pela excelente Canadá que marcou 5 ensaios contra 3 das BlackFernes. As razões? Duas principais: a indisciplina das neozelandesas que concederam 10 penalidades permitindo conquistas de terreno e um “fácil” recurso canadiano ao maul; o facto das neozelandesas — estranho o facto do seu treinador, Allan Bunting, nada ter decidido para o alterar — colocarem sempre mais suas jogadoras nas formações-baixas (rucks) do que as suas adversárias permitindo sempre uma superioridade numérica, atacante ou defensiva, por parte das canadianas. E, por outro lado a qualidade e rapidez da disponibilidade da bola no pós-contacto por parte das canadianas, o que lhes permitiu a necessária rapidez de circulação da bola, tirando bom partido da desorganização defensiva neozelandesa. Uma bela lição táctica canadiana que lhes permitiu um 24-7 ao intervalo e quer o balneário neozelandês não encontrou formas de iguaslar.

No França-Inglaterra e pese o facto das francesas se terem superiorizado na generalidade do jogo — 61% de posse e 52% de domínio territorial — foram as inglesas a marcar 5 ensaios contra 3 das francesas. No MIDOL, uma antiga internacional francesa recomendava cuidado e concentração para que não fizessem penalidades uma vez que isso proporcionaria ás jogadoras da Rosa o acesso a alinhamentos que possibilitariam os mauls em que são exímias. Recomendava também que as francesas, no caso de alinhamentos no interior dos seus 22, disputassem a bola tentando perturbar uma conquista demasiado controlada e não ficassem no chão preparando-se para organizar a sua defesa de maul. Fizeram-no? Nem por isso e seguindo o catálogo trivial…permitiram uma conquista geral de terreno em maul de 33 metros e o facto de terem feito o dobro de passes de pouco lhes serviu. Mas diga-se também que a organização defensiva das inglesas — com uma capacidade adaptativa notável — foi muito capaz com 231 placagens. A 1ª parte  foi muito dura para ambas as equipas e terminou com um 5-7 inglês, apesar do domínio territorial de 62% e de posse de 65% das francesas. E as inglesas resistiram de tal forma que, marcando 4 ensaios depois do intervalo, dominaram absolutamente nos 10 minutos finais com 83% de posse e 54% de domínio territorial. Uma demonstração de coesão e equilíbrio colectivo que nos pode levar a apresentá-las como favoritas para a final. 



E sábado próximo teremos, para além da disputa do último lugar do pódio, a final entre canadá e Inglaterra que, jogando em casa, terá um Twickenham (pouco importa que agora se chame de outras maneira) quase pleno a “empurrar” para a vitória. O jogo — embora com a vantagem da enorme coesão colectiva da equipa da Rosa — poderá ter uma qualquer das duas equipas como vencedora. Seja como for, um jogo a não perder. 



sexta-feira, 19 de setembro de 2025

MUNDIAL FEMININO 1/2 FINAL


DOIS JOGOS PROMETEDORES!

sábado, 13 de setembro de 2025

FIM-DE-SEMANA “DENTRO” DA TV


Apesar da hora matinal dos jogos — o Austrália-Argentina é até de madrugada — vale, pelo menos, a pena ver em directo o Nova Zelândia-África do Sul.


Os Quartos-de-Final do Mundial Feminino prometem jogos interessantes com o objectivo de chegar às 1/2 finais. Embora haja “favoritos” por aquilo que se viu nos jogos anteriores pode haver surpresas, sendo o jogo possivelmente mais equilibrado o que opõe francesas a irlandesas…



















 

terça-feira, 9 de setembro de 2025

MUNDIAL COM BOAS PERSPECTIVAS


 Também jogos muito interessantes com movimento, jogo de passes, defesas bem estruturadas e vitórias evidentes. Mas quem perdeu, mostrou-se, pesem embora os ensaios sofridos, conhecedor dos princípios do jogo.

E os jogos Inglaterra-Austrália, Nova Zelândia-Irlanda — a demonstração técnico-táctica das Black-Fernes foi qualquer coisa…—  e França-África do Sul foram bem interessantes em demonstrações de muito conhecimento táctico e boas combinações que se faziam manobras para ultrapassar defesas. Belos espectáculos.

Pelo que se viu neste final de Grupos, os quartos-de-final podem mostrar-nos jogos de grande competitividade e sem vencedor previsível. Os jogos serão:

  • Nova Zelândia (3º) - África do Sul (10º)
  • Canadá (2º) - Austrália (7º)
  • França (4º) - Irlanda (5º)
  • Inglaterra (1º) - Escócia (6º)
[entre parentesis o lugar no ranking mundial]

Como motivo muito interessante nas transmissões televisivas da Sport TV,  a notável demonstração de capacidade das comentadoras portuguesas femininas que nos mostraram de forma muito clara e compreensível as formas de jogar, dando-nos conta das vantagens de uma e outra equipa e ainda das qualidades objectivas das diversas jogadoras. Com as suas prestações, fizeram-nos compreender as suas muito boas capacidades de entender o jogo — bem como, como o afirmaram por diversas vezes, o seu gosto e encanto pelo jogo de Rugby e sua envolvente. Gostei muito da vossa prestação e muito obrigado pelo excelente serviço que nos prestaram.
Aqui ficam os vossos nomes:   
Carolina Torres, árbitra e jogadora internacional
Maria Teixeira, jogadora internacional
Marta Pedro, jogadora internacional
Cátia João, jogadora internacional
Matilde Góis, jogadora internacional
Maria Branco, jogadora internacional 
Luana  Romão, jogadora internacional
Mariana Onório, jogadora internacional


      




CHAMPIONSHIP ENSINA



Dois belos jogos. No Austrália-Argentina uma vitória com um ensaio sobre o último segundo do jogo de 86 minutos — havendo, no entanto, dúvidas sobre as interpretações da arbitragem no último minuto. No entanto houve momentos notáveis, com jogos de passes de enorme qualidade: uns como off-loads, outros como meras transmissões com heterogéneas entregas de bolas a companheiros que adaptavam as suas linhas de corrida às propostas do portador - bonito!  A Argentina, ao intervalo ganhava por  21-7 mas na 2ª parte os australianos marcaram  3 ensaios com 62% e 51% de posse de bola e domínio de terreno, empatando 21-21 aos 63’, ficando a perder 24-21 aos 78’ para virar o resultado 28-24 aos 86’.

A vitória da Nova Zelândia deveu-se fundamentalmente a uma combinação táctica de manobra-manobra-velocidade a que os sul-africanos, pese a sua boa defesa e bom trabalho colectivo não conseguiram resistir. Os sul-africanos conseguiram 52% de posse de bola e 60% de domínio territorial, atingindo ainda no Índice de Eficácia Colectiva — o TWI — o valor 44,8, superior em 1/10 ao obtido pelos All-Blacks. 

Apesar de haver nítida melhoria no jogo Springbok — parecem estar a procurar sair da constante procura imediata da colisão — ainda não conseguiram — e por isso foram derrotados — melhorar o uso da bola depois que os seus adversários acertaram defensivamente a sua forma de jogar. E assim os All-Blacks se tiveram menor, embora muito próximo, número no Índice de Eficácia Colectiva (TWI), ultrapassaram os sul-africanos com 54,0 pontos contra 45,7  no Índice de Efícácia do Uso da Bola (IEUB) e assim venceram. O melhor uso — e a melhor defesa com 85% de sucesso contra 77% — venceu o ligeiramente superior controlo colectivo dos sul-africanos. Ou seja, jogar tende a ser mais rentável do que conquistar.

No final do jogo e num bonito gesto, os capitães da África do Sul prestaram pública homenagem ao neozelandês Savea que, neste encontro, atingiu a sua 100ª  internacionalização.

RESULTADOS DAS EQUIPAS QUE JOGARÃO CONTRA PORTUGAL


sábado, 6 de setembro de 2025

ATÉ SEMPRE, TONI

Itália, 0- Portugal, 0 - Padova, Fevereiro 1972

 Caríssimo Toni

Nós, Rugby Português, devemos-te muito. Como companheiros, sempre a poder contar contigo no apoio ou na ajuda dos corpo-a-corpo para a conquista da bola ou de terreno. Como adversários, a contar com a tua lealdade e com a oposição que dignificava todo o resultado fosse ele qual fosse. Como treinador a ensinar os Valores e os Princípios nesta particular forma de entender o mundo que é o nosso Rugby para continuar na correcção dos erros e a ensinar as adaptações necessárias para que os gestos técnicos se mostrassem eficazes na táctica decidida.

Depois como dirigente, organizando o sistema de forma a que a eficácia fosse um resultado óbvio. Eficácia na melhoria competitiva e no desenvolvimento e ampliação. Muito no Centro tem a tua imagem por cima a lembrar a tua obra.

Felizmente todas essas capacidades foram-te reconhecidas com a atribuição de distinções como Medalha de Mérito do Comité Olímpico de Portugal, Medalha de Serviços Distintos da FPR a que se juntam as distinções da AAC e da Cidade da Câmara Municipal de Coimbra. E a garantia que te podemos dar é que não te esqueceremos. Na memória de cada um de nós com especial incidência nos que pertencem/ceram à tua Académica, manteremos viva a tua vida.

Obrigado Toni! Até sempre!

Abraço oval.

António Cabral Fernandes (Toni) 1944/2015

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

INTERNACIONAIS DE FIM-DE-SEMANA

 

O jogo Nova Zelândia - África do Sul  realiza-se no “santuário” neozelandês de Eden Park onde os All-Blacks não são derrotados desde 1994 - derrota contra a França por 23-20 

Uruguai e Estados Unidos serão adversários de Portugal na próxima janela internacional de Novembro

Apenas os jogos referentes ao Grupo A — Inglaterra/Austrália e USA/Samoa — ainda podem definir quarto-finalistas uma vez que nos restantes Grupos os apuramentos estão definidos. No entanto dois jogos que terão transmissão televisiva — Nova Zelândia/Irlanda e França/África do Sul — serão com certeza interessantes de ver.


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

CANAL ABERTO


 O Rugby da Irlanda decidiu que o Seis Nações 2026 será televisionado em canal aberto. Sorte dos irlandeses e que nós já tivemos.

Se para Portugal as transmissões televisivas permitiram mostrar um desporto que nos era desconhecido, provocando um interesse que permitiu consolidar a modalidade no país, para a Irlanda a transmissão em canal aberto será motivo de uma enorme festa e de enormes vantagens para clubes e mesmo pubs. Uma Festa!11

Dizemos em Portugal que, para a modalidade crescer, é preciso alargar a sua geografia. Que seria bem mais possível se os “grandes” jogos de rugby fossem transmitidos em sinal aberto. Como já o foram, repito! E falava-se de rugby nos transportes públicos, nos cafés, em todo o lado em que havia alguém que tivesse passado a tarde de sábado a ouvir o Cordeiro do Vale a “mostrar” a bola oval e o combate corpo-a-corpo da luta por cada metro de terreno. Bons tempos de que ficaram excelentes memórias.

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